Tecnologia e Manejo

30/04

Sorgo Alta Biomassa Blade é alternativa para elevar bioeletricidade nas usinas

Sorgo Alta Biomassa Blade é alternativa para elevar bioeletricidade nas usinas

 
Com a redução dos volumes de biomassa nas usinas no mês de abril, ante o aumento da cogeração medido no primeiro trimestre, o sorgo de alta biomassa, cuja safra 2014/15 começa a ser colhida, surge como a opção do momento à escassez por matéria-prima para cogeração. 
No primeiro trimestre deste ano foram exportados ao sistema 1,347 GW/h de energia de biomassa, uma alta de 34% em relação ao mesmo período de 2014, segundo dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). 
Nesse período, houve intensa movimentação das usinas no mercado com vistas à compra de outras biomassas para complementar o bagaço da cana. Os estoques, agora, estão no fim ou acabaram. 
“O sorgo de alta biomassa se apresenta como uma excelente opção às empresas que pretendem ampliar sua cogeração a partir do mês de abril, época em que o sorgo está sendo colhido e que o mercado apresenta baixa oferta por biomassas alternativas”, assinala André Franco, gerente geral da Ceres Sementes do Brasil. 
A empresa de origem americana, startup da área de biotecnologia, acredita que pelo terceiro ano consecutivo haverá avanços nos indicadores de produtividade em sua safra de sorgo de alta biomassa. Franco adianta que no mês de junho a Ceres Sementes deverá divulgar os principais números do ciclo de sorgo 2014/15. 
Uma cultura alternativa de alto poder calorífico (1.800kcal/kg), complementar ao bagaço da cana-de-açúcar, o sorgo alta biomassa realiza seu ciclo produtivo entre os meses de novembro a abril, exatamente na entressafra das lavouras de cana. O sorgo é colhido com máquinas forrageiras, de alto rendimento de colheita. De maneira similar à da cana, a planta apresenta já no campo a umidade ideal de consumo (50% de umidade). 
“A linha de produtos de sorgo alta biomassa Blade® é uma realidade que apresenta ganho genético a cada ano. Seu uso pode ser feito em todos os tipos de caldeiras, considerando as características técnicas do produto e pequenos ajustes básicos. O sorgo de alta biomassa pode ainda ser misturado aos demais tipos de biomassa”, destaca José Geraldo Sousa, gerente de desenvolvimento técnico e de mercado da Ceres. 
Resultados - Na safra de sorgo em andamento, a Ceres Sementes introduziu dois novos híbridos de sorgo alta biomassa - Blade® BD7605 e Blade® BD7607, lançados no final de 2014. 
Os resultados dos testes pré-comerciais, realizados na região Centro-Sul do País, registraram produtividade média entre 26 a 34 toneladas/ha a 50% de umidade, dependendo da regional, chegando a até 47 toneladas por hectare. 
Sousa revela que na safra passada o custo total de produção ficou entre R$65 e R$85 por tonelada, a 50% de umidade entregue na Usina (CIF), considerando distância de 20km. 
“A vantagem competitiva do sorgo de alta biomassa é confirmada a cada safra. Estamos otimistas quanto a elevação desses indicadores ao final do ciclo 2014/15”, acrescenta José Geraldo. 
De acordo com André Franco, a aceitação crescente ao produto da empresa está relacionada ao rápido crescimento da cultura, de 110 a 160 dias, bem como à possibilidade de cultivo dos híbridos em áreas de reforma de canaviais. 
Segundo o executivo, o sorgo de alta biomassa despertou a atenção de agricultores do entorno de usinas. “Eles já enxergam no produto uma alternativa de negócio, sobretudo por dominarem tecnicamente o manejo de cereais. Esses produtores tanto podem vender às usinas a biomassa produzida ou ainda terceirizar a condução da cultura nas áreas de reformas de canaviais”, observa Franco. 
Franco ressalta ainda que a Ceres Sementes continuará a investir fortemente no melhoramento genético de seus híbridos, visando o aumento da produtividade e o cultivo edafoclimático, ou seja, com híbridos específicos desenvolvidos para cada região do País. A empresa conduz testes e pesquisas em toda a região Centro-Sul. 
Além do sorgo de alta biomassa, a Ceres Sementes distribui no Brasil híbridos de sorgo sacarino e sorgo silagem. O primeiro constitui uma alternativa eficiente para ampliar a produção de etanol na entressafra da cana. Seu bagaço, igualmente, possibilita a produção de energia. 
Já o sorgo silagem tem sido empregado com sucesso na alimentação de bovinos de corte e leite. Proporciona, sobretudo, excelente produtividade de massa verde (volumoso), de acordo com a empresa. 
Fonte: Assessoria de Imprensa



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