Tecnologia e Manejo

30/08

Utilização de Aditivos em Silagem

Utilização de Aditivos em Silagem

 

Os principais aditivos utilizados na confecção de silagem no nosso país são os inoculantes bacterianos, os químicos (uréia, cal virgem, ácidos tamponados) e os absorventes (polpa cítrica e farelos de cereais). A forma de aplicação não é a mesma dentre estas opções e, o momento de aplicar, pode variar de acordo com os equipamentos que cada propriedade agrícola possui.

São muitos os fatores que afetam a eficácia de um aditivo, como a dose, a forrageira na qual está sendo aplicado e a espécie de bactéria, caso for inoculante bacteriano. Contudo, o contato do aditivo com a massa de forragem é de extrema importância, pois a desuniformidade na aplicação leva a resultados negativos.

Quanto aos inoculantes bacterianos, a aplicação pode ser realizada na colheita, pois algumas máquinas nacionais dispõem de kits para tal fim, ou quando os vagões chegam ao silo utilizando-se bomba costal. Em ambos os casos, os inoculantes bacterianos sempre devem ser diluídos em água, de acordo com a recomendação do fabricante. Em silos com capacidade de 150 toneladas, nós temos usado dois aplicadores providos com bomba costal e o trabalho tem ficado bem homogêneo. Quando o veículo está distribuindo as camadas de forragem no silo mediante as lâminas frontais ou traseiras pode ser o momento ideal de aplicação.

 

Ressalta-se, que as máquinas automotrizes, possuem um sistema de aplicação de inoculantes que alia pressão e tamanho das gotículas, o que proporciona elevada uniformidade, além de reduzir o uso de água (1 L/tonelada), pois os equipamentos nacionais gastam altos volumes para promover a homogeneização.

Em relação aos aditivos absorventes, que em geral são utilizados em forragens úmidas (capins tropicais) as condições operacionais e econômicas são vantajosas quando a fazenda produz pequenos volumes de silagem, pela dificuldade de aplicação e/ou homogeneização. A EMBRAPA Pecuária do Sudeste, localizada em São Carlos, SP, desenvolveu um método prático para distribuir polpa cítrica peletizada em silagens de capim-Marandu e capim-Tanzânia, onde uma distribuidora de calcário foi adaptada para tal fim. 

Ajustando a velocidade e a vazão de saída do equipamento pode-se regular a quantidade de aditivo que deve ser aplicada por tonelada de forragem (Figura 3). Desse modo, elimina-se o uso de funcionários que estariam responsáveis pela distribuição do aditivo, como, em geral, é realizado na grande maioria das fazendas que optam pelo uso de aditivos absorventes.

Quanto aos aditivos químicos, o local de aplicação é semelhante aos inoculantes bacterianos, ou seja, a distribuição pode ser feita no campo ou no silo durante o enchimento. 

A uréia pode ser diluída na seguinte proporção: 4 litros de água para cada quilograma do aditivo. Por exemplo: se a dose for de 1%, aplica-se 40 litros da solução por tonelada de forragem fresca. Quanto a cal virgem, a distribuição tem sido realizada na forma diluída ou seca. Quando se tratar de pequenos volumes de silagem o aditivo na forma pulverulenta pode ser homogeneizado em vagões forrageiros (realizam a distribuição da ração), sendo que cerca de 5 a 10 minutos é suficiente para a completa uniformidade da mistura. 

Se a opção for por aplicar na forma diluída, deve-se usar um volume maior de água, quando comparado a uréia (4 litros de água para cada 500 g de cal virgem), pois este aditivo possui solubilidade inferior.

Para finalizar, gostaríamos de ressaltar que o importante é fazer uso da criatividade e aproveitar tudo aquilo que se tem disponível na fazenda. Não existe regra, principalmente, quanto ao local de aplicação. O essencial é garantir o contato entre forragem e aditivo através de uma distribuição uniforme, garantindo a eficiência do mesmo.

 

 

Fonte: Beefpoint    Autores: Thiago Fernandes Bernardes e Rafael Camargo do Amaral



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