Tecnologia e Manejo

07/11

Adubação do Seringal

Adubação do Seringal

 

CALAGEM: Aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 50%. Não usar mais do que 2t / há de calcário dolomítico a cada três anos.
  
ADUBAÇÃO DE PLANTIO: Incorporar na cova 30g de P2O5, 30 g de K2O e, em solos deficientes, com teores de Zn inferiores a 0,6 mg/dm3, 5g de Zn. Quando disponível, usar 20 litros de esterco de curral curtido. Aplicar nitrogênio em cobertura em 3 parcelas de 30 g/planta durante o primeiro ano.
  
ADUBAÇÃO DE FORMAÇÃO E EXPLORAÇÃO: Aplicar os nutrientes de acordo com a análise de solo inicial da área e, depois a cada três anos

Quanto mais cedo, mais barato

 professor Francisco Maximino Fernandes afirmou que a coleta de amostras de solo deve ocorrer com maior antecedência possível. “Recomendo após a safra de verão. O solo está úmido, o que facilita a coleta de amostras e permite que o corretivo aplicado aproveite a umidade do solo e comece a reagir”.

Outro motivo para começar cedo a correção do solo é que os laboratórios de análises estão com menor volume de serviço e o produtor pode negociar melhor a compra do calcário e frete. Segundo Maximino Fernandes, a uma distância de 500 quilômetros, o frete da tonelada de calcário custa R$ 40 e o produto R$ 30.

No caso do produtor deixar para fazer a correção da acidez solo muito perto do plantio, terá de utilizar calcário mais fino que tem reação mais rápida no solo e um menor poder residual. O calcário mais fino é mais caro, mas a dose a ser utilizada é menor. O calcário é classificado em função do Poder Real de Neutralização Total (PRNT) e, quanto menor o valor do PRNT, mais grossas são as partículas e a reação é mais lenta com maior efeito residual. “Por lei, o valor do PRNT deve constar da nota fiscal do produto adquirido”.

Quanto a granulometria, a legislação exige que pelo menos 95% do material corretivo passe em peneira de 2 mm, 70% em peneira de 0,84 mm e 50% em peneira de 0,3 mm. De modo geral, as partículas menores apresentam reação mais rápida e que se completa em três meses. Nas partículas entre 0,3 e 0,6 mm e entre 0,6 e 2,0 mm, a reação é mais lenta. São necessários cerca de 30 meses para as partículas entre 0,3 e 0,6 mm apresentarem 100% de eficiência, enquanto as partículas entre 0,6 e 2,0 mm chegam ao redor de 45% de eficiência, ambas em relação as mais partículas mais finas.

Escolha das glebas para amostragem:

- Divida sua propriedade em glebas homogêneas, nunca superiores a 20 hectares, e amostre cada área isoladamente. Separe glebas com a mesma posição topográfica (solo de morros, meia encosta, baixada), cor do solo, textura (solos argilosos, arenosos), culturas ou vegetação anterior (pastagem, café, milho, etc.), adubação e calagem anteriores. Em culturas perenes, leve em conta a idade e variedade das plantasÁreas com uma mesma cultura, mas com produtividades muito diferentes, devem ser amostradas separadamente. Identifique essas glebas de maneira definitiva, fazendo um mapa para o acompanhamento da fertilidade do solo com o passar dos anos.

Que ferramentas usar:

- A coleta das amostras pode ser feita com um enxadão ou com trados. O trado torna a operação mais fácil e rápida. Alem disso, ele permite a retirada da amostra na profundidade correta e na mesma quantidade de terra e todos os pontos amostrados. A fig. 2 mostra um enxadão e os trados tipo tubo, holandês e de caneco.

Como coletar as amostras:

- De cada gleba devem ser retiradas diversas subamostras, para se obter uma média da área amostrada. Para isso percorra a área escolhida em ziguezague e colete 20 subamostras por gleba homogênea. Em cada ponto, retire com o pé detritos e resto de cultura

- Evite pontos próximos a cupins, formigueiros, casas, estradas, currais, estrume de animais, depósitos de adubo, calcário ou manchas no solo. Introduza o trado no solo até a profundidade de 20cm (Fig. 3). A terra coletada representa uma porção de solo na profundidade de 0-20cm (Fig. 4). Raspe a terra da lateral do trado, aproveitando apenas a porção central

- Em áreas cultivadas em sistema de plantio direto há vários anos, é interessante a amostragem na camada de 0 a 10cm, para monitorar o acúmulo de nutrientes na superfície do solo

- Entretanto, as recomendações de adubação baseadas apenas na profundidade de 0 a 10cm, podem subestimar a necessidade de nutrientes para as culturas

- As pesquisas sobre o assunto ainda não são conclusivas. Transfira a terra do trado para um balde ou outro recipiente limpo. Repita a tradagem do mesmo modo em cada um dos 20 pontos

- Quebre os torrões de terra dentro do balde, retire pedras, gravetos, ou outros resíduos e misture muito bem (Fig. 5). Se a terra estiver muito úmida, deixe a amostra secar ao ar. Essa mistura de subamostras retiradas de vários pontos de uma gleba homogênea é chamada de amostra composta

- Atenção - Todas as ferramentas e recipientes usados para a amostragem e embalagem da terra devem estar limpos e, principalmente, não devem conter resíduos de calcário ou fertilizantes.Para amostras nas quais pretende-se também analisar micronutrientes, use trado de aço e evite baldes de metal galvanizado. Retire cerca de 300gr de terra do balde e transfira para uma caixinha de papelão apropriada ou saco de plástico limpo. (Fig. 6). Essa porção de terra (amostra composta) será enviada ao laboratório. Jogue fora o resto da terra e recomece a amostragem em outra área

Identifique a amostra do solo com o seu nome, propriedade, gleba amostrada e data (Fig. 7). Anote em um caderno, junto com um mapa da propriedade, o numero de cada amostra local de onde foi retirada. Essas anotações são importantes para identificar o local pazra aplicações de calcário e fertilizantes. Além disso, facilitam o acompanhamento da evolução da fertilidade do solo de um ano para o outro

Amostragem com enxadão:

- É possível também amostrar adequadamente o solo com um enxadão ou pá reta. Os cuidados e número de amostras são os mesmos descritos para o trado

- Após a limpeza superficial do terreno, faça buraco em forma de cunha na profundidade de 0-20cm deixando uma parede vertical. Corte, com o enxadão, uma fatia de cima até em baixo e transfira para o balde (Fig. 8 e 9)

- Para evitar encher muito o balde, dificultando a mistura, cada fatia coletada pode ser destorroada dentro do próprio buraco. Retire em seguida uma porção dessa terra e transfira para o balde. Tome o cuidado de coletar a mesma quantidade em cada um dos 20 pontos amostrados

Amostragem em culturas perenes:

- Em culturas perenes, tais como café, citros, seringueira, etc, a amostragem deve ser feita em toda a faixa de solo adubada (Fig. 10), que reflete melhor os tratamentos aplicados no solo nos anos anteriores

- As amostras dessa área são usadas para determinar as necessidades de calagem e adubação. O número de subamostras necessárias e os demais procedimentos são iguais aos recomendados para culturas anuais

Amostragem de subsolo:

- A análise de solo abaixo da camada arável serve para diagnosticar o excesso da acidez, que dificulta o crescimento das raízes, e os teores de alguns nutrientes

- A amostra deve ser coletada, de preferência com trado, na profundidade de 20-40cm

- Primeiro colete amostras de 0-20cm; em seguida, retire a terra da superfície que caiu dentro do buraco e, depois aprofunde o trado até 40cm (Fig. 11)

Antes de transferir essa amostra para o balde raspe a terra da lateral do trado e retire também 2 a 3 cm de terra da parte superior. Isso tudo é importante para evitar contaminações com a terra da superfície. Atenção: a amostra do subsolo não deve ser misturada com a da superfície

Freqüência de amostragem:

- O solo deve ser analisado pelo menos a cada 2 ou 3 anos ou com maior freqüência em solos com problemas de fertilidade ou intensivamente cultivados

>> Envio das amostras ao laboratório:

- As amostras podem ser enviadas também pelo correio. Para isso é importante identifica-las muito bem e utilizar as caixas padronizadas que são vendidas nas agencias dos Correios

- Escolha um dos laboratórios que utilizam o moderno Sistema IAC de Análise de Solo e participam do Programa de Controle de Qualidade


Fonte - Instituto Agronômico de Campinas (Apta)



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