Tecnologia e Manejo

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Ourofino Saúde Animal: Uso da ressincronização para aumentar os ganhos na propriedade

Ourofino Saúde Animal: Uso da ressincronização para aumentar os ganhos na propriedade

 

Um dos principais benefícios da inseminação artificial em tempo fixo (IATF) é a facilitação do avanço genético. A técnica permite o melhor uso do sêmen de touros que produzem bezerros com maior peso à desmama, por exemplo. Nesse contexto, a ressincronização é a tecnologia que permite realizar outra IATF de uma fêmea previamente inseminada para aumentar o número de bezerros nascidos de inseminação artificial (IA), eliminar a necessidade de observação de cio, diminuir o número de touros para repasse e melhorar a eficiência reprodutiva e produtiva dos rebanhos.

 

Compartilhamos dois momentos para o início dos protocolos de ressincronização: 1) No diagnóstico de gestação, ao redor de 30 dias após a primeira IATF e 2) Antes do diagnóstico de gestação, no 22° dia após a primeira IATF. A escolha do momento para início do protocolo de ressincronização depende do sistema de produção, do manejo de pastos e lotes na fazenda, dos custos envolvidos e da mão de obra (disponibilidade do veterinário para realização da ultrassonografia e dos funcionários da fazenda para o manejo dos animais).

 

1) Ressincronização no momento do diagnóstico de gestação (RESSINC). A ressincronização no momento do diagnóstico de gestação oferece mais flexibilidade, podendo começar 30 dias após a primeira IATF, de acordo com a rotina e disponibilidade do veterinário e dos funcionários da propriedade (Figura 1). Com essa metodologia, o tratamento de ressincronização é feito somente nas fêmeas que não emprenharam após a primeira IATF.

 

 

 

2) Ressincronização sem prévio diagnóstico de gestação (RESSINC precoce)

 

A ressicronização com início 22 dias após a IATF (sem prévio diagnóstico de gestação, Figura 2) oferece a antecipação de oito dias na realização da 2ª IATF (comparada com a ressincronização com início no momento do diagnóstico de gestação, Figura 1), diminuindo o intervalo entre a primeira e a segunda inseminação. Essa tecnologia pode ser muito interessante para fazendas que precificam os bezerros por quilo vivo, que tenham data fixa para comercialização dos animais vindos da ressincronização ou que desejam encurtar a estação de monta. Por outro lado, o início desse protocolo deve ser feito em 100% das fêmeas (prenhes e não prenhes) 22 dias após a primeira IATF. Ainda, com o estabelecimento dessa tecnologia, a realização da ultrassonografia (juntamente com a retirada dos dispositivos de progesterona) torna-se inflexível, exigindo maior organização e disponibilidade do médico-veterinário.

 

 

 

Independentemente do tipo de ressincronização escolhido, estudos recentes (Crepaldi et al., SBTE 2014) demonstram que, em comparação ao uso de touros para repasse, o uso da ressincronização promove diminuição do custo da prenhez, outro benefício importante da técnica (Figura 3):

 

 

Com a implementação de programas reprodutivos que utilizam a primeira IATF precocemente (30 a 40 dias pós-parto), seguida por ressincronização, obtêm-se aumento da quantidade de bezerros de inseminação artificial, tornando-se uma importante estratégia para acelerar o melhoramento genético e atingir produtos com elevado peso à desmama. A escolha do tipo de ressincronização deve ser baseada na realidade de cada propriedade. Portanto, o auxílio do médico-veterinário é de suma importância para o estabelecimento do melhor manejo reprodutivo.

 

Por Bruno Gonzalez de Freitas e Bruna Martins Guerreiro, especialistas técnicos na Ouroï¬Âno Saúde Animal



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