Tecnologia e Manejo

08/02

Ourofino Sa√ļde Animal: SINCRO ECG: Ferramenta para melhorar os resultados da IATF

Ourofino Sa√ļde Animal: SINCRO ECG: Ferramenta para melhorar os resultados da IATF

 

A gonadotrofina coriônica equina (eCG) é um hormônio glicoproteico produzido pelos cálices endometriais de éguas. Por se ligar aos receptores de FSH e LH dos folículos e aos receptores de LH do corpo lúteo, a eCG leva ao maior crescimento do folículo, resultando em maior taxa de ovulação (Baruselli et al., 2008).

 

Justamente por tais características, a eCG vem sendo utilizada em protocolos de inseminação artificial em tempo fixo (IATF) como alternativa para animais que apresentam comprometimento na liberação pulsátil de LH, de acordo com Baruselli et al. 2012, para estimular o desenvolvimento final do folículo (crescimento folicular da luteólise à ovulação) e aumentar a taxa de prenhez. Desta maneira, a eCG pode contribuir para o sucesso dos protocolos de IATF utilizados em fêmeas bovinas, aumentando a produtividade do rebanho e proporcionando consequentemente um maior ganho para o produtor.

 

A relevância da utilização da eCG nos protocolos de IATF se deve ao fato de que ela tem efeito positivo em rebanhos com baixas taxas de ciclicidade, em animais recém paridos, em animais com condição corporal baixa e em animais que apresentam comprometimento no crescimento do folículo dominante devido aos altos níveis de progesterona (Baruselli et al., 2004). Então, para otimizar a eficiência reprodutiva dos protocolos de IATF, 200 a 500 unidades internacionais (UI) de eCG podem ser administradas no momento da retirada do dispositivo de progesterona, sendo que o resultado será a melhora nas taxas de crescimento folicular, ovulação, concepção e prenhez (Mello et al, 2014).

 

Diversos estudos comparativos (grupo de animais tratados com eCG e grupo de animais sem tratamento com eCG) evidenciam os efeitos positivos do uso da gonadotrofina coriônica equina. Em um estudo conduzido por Baruselli et al. (2003), verificou-se melhores taxas de prenhez em animais em anestro que receberam eCG. Os resultados do estudo estão dispostos na tabela (1) a seguir:

 

 

Tabela 1: Taxa de prenhez à inseminação artificial em tempo fixo conforme classificação da funcionalidade ovariana de vacas Nelore lactantes tratadas com dispositivo intravaginal de progesterona (DP4) associado ou não ao tratamento com eCG na retirada do dispositivo (Dia 8). Adaptado de Baruselli et. Al, 2003.

 

Em outro estudo, conduzindo por Ayres et al. (2007), verificou-se melhora nas taxas de concepção dos animais principalmente em fêmeas com baixo escore de condição corporal (ECC < 3) no período pós parto precoce, o que diminui o intervalo entre partos. Os resultados do estudo estão expressos no gráfico (1) a seguir:

 

 

Gráfico 1:Distribuição da taxa de concepção conforme período pós parto, escore de condição corporal e tratamento com eCG. Eixo x: Taxa de concepção; eixo y: período pós parto. Adaptado de Ayres et al., 2007.

 

A Ourofino, visando atender seus clientes, o aperfeiçoamento e progresso no desempenho reprodutivo dos animais, disponibiliza em seu portfólio o Sincro eCG. Este produto consiste em gonadotrofina coriônica equina de uso injetável, com sua eficácia garantida e já comprovada em diferentes experimentos.

 

Em um destes estudos (Lechinoski et al, SBTE 2016), conduzido em duas fazendas localizadas no Pará (consultor Ourofino responsável: Lussandro Lechinoski) e Mato Grosso (consultor Ourofino responsável: Augusto Felisbino), 635 vacas Nelore com escore de condição corporal < 3,00 foram submetidas a protocolos de IATF. Foram formados dois grupos aleatórios, em um deles administrou-se o Sincro eCG (300 UI de gonadotrofina coriônica equina) no momento da retirada do dispositivo intravaginal e no outro administrou-se, no mesmo momento do protocolo, o Produto A (300 UI de gonadotrofina coriônica equina de outra fabricante). Os resultados obtidos foram analisados e seguem a seguir:

 

PRODUTO

N

TAXA DE PRENHEZ

Sincro eCG

320

46,3%

Produto A

315

46,2%

        

Em outro estudo (Chaves Neto et al., SBTE 2016), conduzido pelo médico-veterinário Antônio Chaves em uma propriedade no estado do Mato Grosso do Sul, 844 vacas Nelore foram aleatoriamente alocadas em três grupos distintos (Grupo Sincro eCG, Produto A e Produto B). Todos os animais foram submetidos ao mesmo protocolo de IATF com a distinção que cada um dos grupos recebeu, no momento da retirada do implante de progesterona, 300 UI de gonadotrofina coriônica equina de uma empresa específica; da Ourofino Saúde Animal (Grupo Sincro eCG), da Empresa A (Produto A) e da Empresa B (Produto B). Os resultados seguem a seguir:

 

PRODUTO

N

TAXA DE PRENHEZ

Sincro eCG

277

50,9%

Produto A

247

51,4%

Produto B

320

50,6%

 

Portanto, fica claro que não existe diferença nas taxas de prenhez quando da utilização do Sincro eCG e dos demais produtos concorrentes no mercado. Os resultados obtidos em ambos os experimentos mostram que tal índice é semelhante independente do produto. Evidenciando, então, a eficiência do Sincro eCG e sua aplicabilidade na reprodução animal.

 

Por Rodrigo Prandini Reis, Bruno Freitas e Bruna Guerreiro, do departamento técnico da Ourofino Saúde Animal



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