Tecnologia e Manejo

09/12

Estudo comprova os benefícios da imunocastração

Estudo comprova os benefícios da imunocastração

 

Os impactos negativos que a castração convencional pode ter sobre bovinos, entre elas complicações pós-cirúrgicas e mortes foram revelados por um estudo desenvolvido pela Universidade Federal de Uberlândia. Conforme os dados, de março a maio de 2010 foram avaliados 500 bovinos castrados de quatro fazendas, três em Minas Gerais e uma em Goiás. O trabalho mostrou que a miíase, ou bicheira (causada pela infestação de larvas e moscas na ferida), foi a complicação mais observada com aproximadamente 15% dos registros, enquanto a morte foi o maior prejuízo com taxa de mortalidade media de 0,4%.

Dessa forma, um dos grandes desafios da bovinocultura da atualidade é aprimorar as técnicas de manejo e tratamentos para aliar produção e bem-estar animal. Cenário que fez como que a Zoetis lançasseem 2011 a primeira e única vacina para castração imunológica de bovinos do mercado, a Bopriva. Sendo que em um artigo recém-publicado na Meat Science, revista científica oficial da Meat Science Association, foram avaliados os efeitos da imunocastração em bovinos machos confinados e os resultados demonstraram significativos benefícios da técnica.

 

Animais machos da raça Nelore e mestiços Nelore x Angus foram submetidos à imunocastração com Bopriva, castração cirúrgica ou mantidos intactos (inteiros) e confinados durante 90 dias, com dieta contendo 85% de concentrado. Após o abate, foram avaliadas as principais características relacionadas à carcaça e à qualidade da carne dos animais. Comparada à castração cirúrgica, a imunocastração aumentou o peso de carcaça quente e fria apenas nos animais mestiços Nelore x Angus, indicando um possível efeito de grupo genético nessa característica.

 

Em relação às vantagens, segundo Ocilon Filho, gerente de produto da unidade de negócios Bovinos da Zoetis, os bovinos castrados apresentam, em geral, melhor acabamento de carcaça e pH da carne mais adequado. Por este motivo, muitos frigoríficos remuneram melhor os pecuaristas que fornecem animais castrados. Este melhor acabamento e pH deixam a carne com melhor sabor, maciez e coloração.

 

Outros fatores também interferem na qualidade de carcaça, como a genética, a nutrição e o manejo dos animais. Contudo, conforme Filho, apesar dos efeitos positivos acima mencionados, as técnicas tradicionais de castração (métodos cirúrgico, burdizzo e castração química) afetam significativamente o bem-estar animal e trazem riscos de complicações como infecções, hemorragias, bicheiras, perda de peso e, em casos extremos, a morte. Mas com a chegada da imunocastração, o pecuarista passa a ter uma opção comprovadamente eficiente, com mais conveniência aos seus funcionários e menos sofrimento aos animais.


Fonte: GAZETA



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