Tecnologia e Manejo

18/10

Começa a fase de implantação de pastagens

Começa a fase de implantação de pastagens

 

Em algumas regiões do país, as chuvas já indicam que o período seco está chegando ao fim. Segundo o engenheiro agrônomo Marcelo Ronaldo Villa, do Departamento Técnico de Sementes do Grupo Matsuda, esse momento é estratégico para dar início à preparação para a implantação de novas pastagens, não só com a reforma das áreas cultivadas com forragens, como também no planejamento para a suplementação do gado, necessária nesse período de transição da estação seca para o período das águas.

 

Para ele, “o maior problema da pecuária tropical continua sendo a sazonalidade do pasto que, durante o inverno, perde a qualidade nutricional e diminui a produção de forragem. Nesse caso, se o pecuarista não se preparar com antecedência para aquele período, pouca coisa poderá ser feita quando o inverno chegar. Quem atua na área, sabe que o segredo da seca é um período chuvoso bem feito”.

 

Por essa razão, segundo Villa, o planejamento forrageiro tem sido a principal ferramenta para evitar o prejuízo. Um procedimento bastante simples para evitar tais problemas é o aproveitamento do excesso de forragem produzida no período chuvoso e o plantio da cana-de-açúcar como opção para a seca, entre outras técnicas, como o uso de leguminosas, como excelente opção para associação com as pastagens”.

 

Villa recomenda, ainda, que todos os pecuaristas tenham muito cuidado com a época de plantio, pois, com o início das chuvas em algumas regiões do Brasil, muitos têm vontade de começar a plantar. "Porém, não é só a umidade que determina a germinação das sementes, processo que depende também da temperatura do solo e da intensidade luminosa". De acordo com ele, uma temperatura noturna muito baixa, associada com uma diurna muito alta, compromete a germinação das sementes. "Mesmo quando chove bastante, há dias que são nublados, situação em que as sementes não germinam, pois o solo está molhado, há ausência de sol e o solo permanece frio”, comenta.

 

Sementes - A escolha das sementes e a maneira correta de utilizá-las também é um cuidado que todo produtor deve levar em consideração, diz Villa. O técnico destaca ser muito frequente “produtores mal orientados empregarem sementes de má qualidade quanto a sua pureza e grau de germinação e, principalmente, que não receberam o tratamento necessário para evitar doenças e pragas". Ele ainda ressalta a necessidade de utilização de sementes que tiveram sua qualidade verificada e certificada através da análise de pureza, germinação, viabilidade e presença de ervas daninhas, em laboratório especializado em forrageiras, pois uma das principais características dessas sementes é a sua dormência”, observa.

 

“As sementes de forrageiras são diferentes de todas as outras sementes existentes no mercado, não somente pelos padrões de pureza”, salienta Villa, lembrando que o diferencial começa com a colheita, que só é feita depois que as sementes maduras se despegam das espigas e se soltam no solo. E esse diferencial continua com a exigência de análises necessárias para garantir sua qualidade, “quando as sementes de forrageiras são submetidas a um processo de tratamento físico e/ou químico que elimina a presença de nematoides, garantindo sua qualidade, principalmente com relação à boa germinação e presença de microrganismos fitopatogênicos”.

 

Segundo o Departamento Técnico do Grupo Matsuda, o tratamento é um processo industrial pelo qual as sementes de forrageiras são revestidas com organominerais, inseticidas e fungicidas que protegem as sementes e as plântulas de doenças e pragas encontradas no solo, como cupins, formigas, grilos, pythium, fusarium, entre outros, da semeadura e fase inicial da germinação até o completo estabelecimento da pastagem.

 

“O investimento feito pelos produtores na formação da pastagem é a melhor forma de garantir longevidade e lucros na atividade, pois se evita problemas típicos das pastagens malformadas, como atraso na entrada de animais, dificuldades de manejo, redução da capacidade de suporte, perda de eficiência no aproveitamento de nutrientes, menor produtividade e, consequentemente, menor lucro”, conclui Ronaldo Villa.

 

Fonte: Matsuda



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