Tecnologia e Manejo

08/11

Uso do GLP como opção energética no segmento agro

Uso do GLP como opção energética no segmento agro

 
Muita gente pensa que o GLP é e pode ser apenas usado como o popular gás de cozinha nos botijões que acendem fogões para cocção de alimentos. Porém, trata-se de um produto que tem ganhado cada vez mais usos por sua eficiência, capacidade e por ser combustível limpo, menos poluente que a lenha, o óleo e o carvão, por exemplo. No segmento agro, o GLP tem sido usado no processo de secagem de grãos, no lugar de secadores a lenha e Biomassa ou de outras fontes energéticas, tendo crescido sua participação no segmento – atualmente representa o terceiro maior consumidor de GLP com cerca de 8% da venda no país, perdendo apenas para o mercado comercial e industrial. 
 
Além disso, pode ser usado na secagem de café e arroz, desidratação de cascas e folhas, secagem de algodão, lavadores de frutas e batatas, entre outras finalidades. Sua aplicação no setor proporciona uma série de vantagens aos proprietários rurais, tais como: 
 
- Reduz o grau de umidade depois da colheita do grão e semente de forma totalmente controlada, evitando perdas com fungos e germinação no processo de estocagem e armazenamento pré-venda ao consumidor;
 
- Por ter um maior poder calorífico, o GLP melhora a qualidade final do grão e/ou da semente, evitando quebra e deixando-o com aspecto visual mais limpo, eliminando a opacidade do grão;
 
- Proporciona ganho de 20% a 30% na produtividade (varia caso a caso);
 
- Ausência de cheiros, pois evita contato com fumaça e monóxidos gerados pela lenha e biomassa, por exemplo;
 
- Permite controle total da temperatura durante o processo de secagem - através da utilização do GLP é possível proporcionar controle e uniformidade durante todo o processo, o que é essencial para um produto de qualidade superior (exemplo: torrefação de café);
 
- Possibilita a modulação da chama de acordo com a produção, resultando em eficiência e economia para o produtor;
 
- Oferece menos riscos à saúde para quem opera, pois evita exposição ao calor e partículas tóxicas geradas na queima de lenha e biomassa;
 
Versatilidade – Além dos processos de secagem de grãos e sementes ou torrefação de café, também pode ser aplicado no aquecimento aviário, oferecendo vantagens como: distribuição de calor homogênea, redução do índice de mortalidade, melhor conversão alimentar e automatização do processo, eliminação de riscos de acidente operacional ocasionado pelo manuseio da lenha ou biomassa, redução da área de armazenagem e eliminação da proliferação de peçonhas.
 
Preço - A Copagaz, quinta maior distribuidora de GLP do país, firmou parceria com empresas responsáveis pelo desenvolvimento de equipamentos de queima e soluções para combustão. A criação destes sistemas foi fundamental para derrubar um dos entraves que inviabilizava a adesão ao Gás Liquefeito de Petróleo – o preço. “Por conta do consumo excessivo o custo era alto para os proprietários rurais, mas agora com os novos equipamentos, a queda considerável passou a viabilizar a troca de processos, que vale ressaltar, é feita rapidamente – leva cerca de três dias; e não gera custo algum, já que o equipamento pode ser cedido em comodato e a troca, gratuita”, explica Vicente Longatti, Gerente Nacional de Vendas Industriais da Copagaz.
 
A companhia já possui proprietários rurais como clientes em diferentes regiões do país, tais como: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Pernambuco. “A tendência é que cada vez mais o GLP faça parte do processo produtivo do agronegócio. Não apenas pela competitividade, mas também pelo alto poder sustentável que possui e a alta eficiência”, completa Longatti.
 
Copagaz 



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