Tecnologia e Manejo

01/09

Software analisa lavoura e aponta onde e quando aparecer√£o as pragas

Software analisa lavoura e aponta onde e quando aparecer√£o as pragas

 
Um software tem causado furor no setor sucroenergético nacional ao longo dos últimos dois anos. O motivo é sua promessa: revolucionar o manejo de pragas e doenças da cana-de-açúcar. Trata-se do SmartBio, sistema desenvolvido pela SmartBreeder, com apoio da Syngenta, que através da análise do banco de dados de cada usina, cruzando fatores de susceptibilidade as pragas e doenças, como variedade, clima, fertilidade e histórico de cada talhão, entrega mapas de favorabilidade, que indicarão, com alto grau de confiabilidade, onde e quando haverá infestações de determinadas pragas e doenças. Atualmente, o software possui quatro módulos: manejo de broca-da-cana-de-açúcar (diatraea saccharalis), de ferrugem alaranjada, de cigarrinha-das-raízes (Mahanarva fimbriolata) e de Sphenophorus levis, sendo que mais devem ser adicionados num futuro próximo.
 
“O SmartBio é uma excelente ferramenta para evoluir o manejo de controles de pragas e doenças de cada usina. O grau de confiabilidade é de 95%, ou seja, se ele apontou que aquela área é altamente suscetível a determinada praga naquele período, pode ir lá que vai achar o inseto”, afirma o engenheiro agrônomo de desenvolvimento de mercado da Syngenta, José Carlos Rufato.
 
Segundo Rufalo, diversas usinas espalhadas pelo país já obtiverem excelentes retornos financeiros decorrentes da instalação do SmartBio. “Em um grupo sucroenergético com quatro unidades na região de Ribeirão Preto/SP, o software chegou a evitar prejuízos na ordem de R$ 20 milhões em uma safra.”
 
Até o momento, o SmartBio é utilizado em mais de 37 usinas, que juntas somam 1,5 milhões de hectares analisados, cerca de 17% da cana do Brasil. "Na média de todos os clientes, o software entregou, na safra passada, R$ 25 milhões de economia em logística e aplicação e 5 milhões de toneladas de cana a mais, além de evitar perdas na ordem de R$ 500 milhões.”
 
ANDEF 



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