Tecnologia e Manejo

25/05

IAC apresenta novo híbrido de milho

IAC apresenta novo híbrido de milho

 
A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio do Instituto Agronômico (IAC), irá apresentar na Agrishow 2016 o híbrido de milho IAC 8077. O evento será realizado de 25 a 29 de abril, em Ribeirão Preto, interior paulista.
 
O IAC 8077 é um híbrido de milho convencional, isto é, não transgênico, com potencial produtivo de nove a dez toneladas, por hectare de grãos. Este potencial pode ser superado, se a lavoura for conduzida com boa tecnologia. Segundo o pesquisador do IAC, Eduardo Sawazaki, essa produtividade está acima da média dos resultados obtidos no Brasil.
 
O novo híbrido intervarietal apresenta alta produtividade de grãos em todas as regiões paulistas onde foi avaliado. O melhor resultado foi obtido na região Central do Estado, com 9.032 quilos, por hectare, em quatro locais de experimentos conduzidos no verão 2014/2015. No mesmo período, na região Sul, onde foram conduzidos ensaios em cinco locais, o resultado foi de 7.592 quilos, por hectare. Na região Norte/Oeste, em três locais de experimentos, foram produzidos 7.440 quilos, por hectare. Na safrinha 2015, em seis locais no Vale do Paranapanema, a produtividade foi de 5.945 quilos, por hectare, e na região Norte/Noroeste, foi de 5.629.
 
Este híbrido é direcionado para propriedades com baixa e média tecnologia. “Ele têm baixo custo de implantação da lavoura, 20 quilos de sementes são suficientes para o plantio de um hectare”, afirma o pesquisador.
 
O IAC 8077 apresenta maior tolerância à seca e ao calor. “Ele é recomendado para regiões baixas e para o plantio de verão, quando ocorre maior incidência de veranicos e altas temperaturas”, explica. O IAC 8077 tem grãos semiduros de cor laranja. É adequado para ração e serve de matéria-prima para indústria.
 
A altura da planta varia de 2,05 a 2,42m, no verão, e de 2,25 a 2,30m, na safrinha, com espigas que ficam de 1,00m a 1,30m do chão, no verão, e de 1,15 a 1,20m, na safrinha. A população de plantas também varia nas duas épocas. No verão, de 60 a 70 mil plantas por hectare, e na safrinha, 50 mil, na mesma área. “O ciclo até o florescimento,após a semeadura, é de 70 a 77 dias, no verão, e de 65 a 68 dias, na safrinha”, explica o pesquisador do IAC.
 
O custo reduzido de produção deste novo material IAC tem relação também com a boa resistência às principais doenças foliares, não necessitando de controle químico quando as condições forem desfavoráveis às doenças. O porte baixo da planta contribui para reduzir as ocorrências de acamamento e quebramento.
 
“Os híbridos intervarietais do IAC foram selecionados de variedades sintéticas originadas de bons híbridos simples comerciais convencionais, disponíveis no mercado, o que confere a eles boa adaptação em plantio de verão e safrinha”, afirma.
 
IAC expõe na Agrishow híbridos de milho comum e de milho pipoca
 
O Instituto Agronômico (IAC) irá expor na Agrishow 2016 dois híbridos de milho e dois híbridos de milho pipoca. O IAC, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, é a única instituição oficial que está desenvolvendo híbridos de milho pipoca no Brasil. Atualmente, a maioria dos milhos pipocas cultivada no Brasil provem de sementes importadas. O problema é que as condições climáticas paulistas causam elevada podridão no grão do milho pipoca, em função de o período de pós-maturação deste grão ocorrer em janeiro e fevereiro, meses em que há maior incidência de chuvas. Nesse cenário, o híbrido IAC, que tem como característica bom empalhamento e alta resistência à podridão dos grãos, representa uma opção para o plantio de verão no Estado de São Paulo.
 
A Agrishow será realizada de 25 a 29 de abril de 2016, em Ribeirão Preto, interior paulista. O IAC, coordenado pela Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios, participa da Feira há 23 anos. “Consideramos a Agrishow uma oportunidade de interagir com os elos de produção de várias cadeias agrícolas, conversamos com agricultores de diversas regiões e temos o retorno de nossas tecnologias, também dialogamos com o setor de maquinários, já que as atividades de pesquisa e da indústria se influenciam, em alguns casos”, afirma Sérgio Augusto Morais Carbonell, diretor-geral do IAC.
 
O IAC 8046 e IAC 8077 são híbridos de milho convencional, isto é, não transgênico, com potencial produtivo de nove a dez toneladas, por hectare de grãos. Este potencial pode ser superado, se a lavoura for conduzida com boa tecnologia. Segundo o pesquisador do IAC, Eduardo Sawazaki, essa produtividade está acima da média dos resultados obtidos no Brasil..
 
Estes híbridos de milho são direcionados para propriedades com baixa e média tecnologia. “Eles têm baixo custo de implantação da lavoura, 20 quilos de sementes são suficientes para o plantio de um hectare”, afirma o pesquisador.
 
De acordo com Sawazaki, os híbridos têm espigas grossas, característica que resulta em maior produção de grãos por planta. O IAC 8046 tem grãos dentados a semi-dentados, compridos e a espiga retém pouco cabelo, essas características são adequadas para produção de milho verde. “Essas características de grãos e o acentuado stay-greendas plantas do IAC 8046 também favorecem o seu uso para silagem”, diz. O IAC 8046 tem maior adaptação a solos férteis, em regiões altas e com boa distribuição de chuvas e nos plantios de safrinha.
 
O custo reduzido de produção destes novos materiais IAC tem relação também com a boa resistência às principais doenças foliares, dispensando o controle químico quando as condições forem desfavoráveis às doenças. O porte baixo da planta contribui para reduzir as ocorrências de acamamento e quebramento.
 
Diferença entre o híbrido simples e o intervarietal
 
O custo da semente é o grande diferencial entre o híbrido intervarietal e os híbridos simples, convencionais e transgênicos. “A semente do intervarietal custa bem menos, refletindo diretamente em um menor custo na implantação da lavoura, uma vez que a produtividade do híbrido intervarietal não difere muitos dos híbridos simples convencionais e transgênicos”, explica o pesquisador do IAC.
 
O menor custo da semente é devido à maior produtividade e resistência às doença e pragas das variedades sintéticas utilizadas como parentais do híbrido. Isso também facilita a produção de sementes de milho híbrido por pequenas empresas nacionais parceiras do IAC. De acordo com Sawazaki, atualmente predomina no mercado híbrido simples transgênico.
 
Novos híbridos de milho pipoca IAC vêm suprir lacuna no mercado
 
Os dois híbridos triplos de milho pipoca que o Instituto Agronômico leva para a Agrishow 2016 são mais produtivos e têm alta capacidade de expansão. O IAC 268 e o IAC 367 apresentam qualidade de pipoca e produtividade semelhantes. O IAC 268 tem grão amarelo claro, destaca-se pela maior resistência a doenças foliares e nematoidespratylenchus brachyurus. O IAC 367 tem grão alaranjado, que atende às exigências do mercado.
 
Os híbridos de milho pipoca IAC 268 e IAC 367 têm qualidade de pipoca com capacidade de expansão acima de 45,0 mililitros por grama, o que significa que cada grama de grão rende 45 mL de pipoca estourada. Segundo o pesquisador do IAC, Eduardo Sawazaki, o mercado exige expansão acima de 40 ml/grama. “Este é o mínimo aceito para o mercado de pipoca de micro-ondas”, explica.
 
Com grãos tipo pérola, de tamanho pequeno, o IAC 268 e IAC 367 têm potencial produtivo de 4,5 toneladas por hectare de grãos, podendo chegar a 5  toneladas, por hectare.
 
Os testes do IAC 268 e IAC 367 foram feitos sem controle químico. As pulverizações para controle de pragas e doenças constituem a etapa mais onerosa na produção do milho pipoca em relação ao milho comum, devido à maior suscetibilidade do milho pipoca, requerendo duas a três vezes mais pulverizações.
 
A produção de sementes destes híbridos será iniciada em 2016 prevendo disponibilização aos produtores em 2017.
 
IAC 



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