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07/09

Revista científica editada pelo IAC tem segundo maior fator de impacto dentre as científicas de ciências agrárias

Revista científica editada pelo IAC tem segundo maior fator de impacto dentre as científicas de ciências agrárias

 

A revista científica editada pelo Instituto Agronômico (IAC), de Campinas, a Bragantia, alcançou este ano o segundo maior fator de impacto (JCR — sigla em inglês de Journal Citation Report) dentre os periódicos científicos de ciências agrárias do Brasil. A Bragantia atingiu o índice de 0.709. “Um aumento no JCR significa um aumento no impacto científico da revista, ou seja,  os trabalhos que a Bragantia está publicando estão sendo cada vez mais utilizados pela comunidade científica para desenvolver novos trabalhos”, explica Gabriel Constantino Blain, editor da revista e pesquisador do IAC, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

 

Segundo o editor, o JCR de 2016, publicado este ano, é calculado pelo número de citações, em 2016, de trabalhos publicados em 2015 e 2014, divididos pelo número de trabalhos publicados neste mesmo biênio.

 

Em 2017, até o mês de agosto, a Bragantia teve 363 citações. Ao longo de 2016 foram 561 e em 2014, 579. O número de artigos publicados este ano também já supera o de anos anteriores. Em 2017 já foram veiculados 61 artigos. De 2014 a 2016, foram 176, sendo 60 em 2016, 59 em 2015 e 57 em 2014.

 

“Na base Web of Science da Thomson Reuters, frequentemente considerada a mais importante base bibliográfica científica internacional, a Bragantia atingiu, em 2017, o segundo maior fator de impacto das revistas científicas de ciências agrárias brasileiras”, diz Blain.

 

A Bragantia adota a política de acesso livre (Open Access), isto é, todos os textos publicados podem ser acessados livremente em http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_serial&pid=0006-8705&lng=en&nrm=iso. Desde 2013, foi adotada a versão exclusivamente on-line da revista e desde 2016, somente artigos em inglês são aceitos para publicação.

 

“A Bragantia está atualmente indexada nas mais importantes bases bibliográficas internacionais como Redalyc, Scientific Electronic Library Online (SciELO) e Scopus (Elsevier) e, a partir de 2015, obteve Qualis B1 em Ciências Agrárias”, diz Blain. O Qualis-Periódicos — conjunto de procedimentos adotado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) para classificar a qualidade da produção intelectual dos programas de pós-graduação — afere a qualidade dos artigos publicados em periódicos científicos.

 

Como consequência da abrangência nacional e internacional da Bragantia, segundo Blain, em 2015/2016 foram publicados textos oriundos de instituições de diversos Estados do Brasil, além de artigos de autores da Arábia Saudita, Argentina, Chile, China, Colômbia, Espanha, Egito, Estados Unidos , Índia e Malásia. “Para ser publicado na revista editada pelo IAC, o trabalho deve ser inédito e não pode ser submetido simultaneamente à publicação em outro periódico”, explica o editor.

 

Bragantia

 

A Bragantia (Versão eletrônica ISSN 1678-4499) tem a missão de publicar textos originais que contribuam para o desenvolvimento das ciências agrárias. Criado pelo Instituto Agronômico (IAC) em 1941, é um dos mais tradicionais e respeitados periódicos brasileiros nesse segmento. Desde 1953, a publicação ininterrupta de textos científicos rendeu, aproximadamente, 3.000 trabalhos relacionados à botânica, genética e melhoramento de plantas, fitotecnia, fitossanidade, fertilidade dos solos e nutrição de plantas, sistemas de cultivo, tecnologia pós-colheita e agrometeorologia e irrigação.

 

A sistemática atual de análise dos textos envolve a avaliação da qualidade do texto pelo comitê editorial e a formatação inicial. “Os trabalhos que não apresentam o padrão de qualidade exigido por Bragantia são prontamente arquivados e devolvidos aos autores com o respectivo parecer”, diz o editor. Se o artigo estiver apto para submissão, o editor-associado, que é especialista na área temática do trabalho, indica revisores ad-hoc (revisão por pares) para avaliá-lo. “Em média, são consultados cinco revisores para os manuscritos; os pareceres externos são analisados pelo editor-associado e uma síntese com a recomendação é encaminhada ao editor-chefe para emissão do parecer final”, explica. Após a revisão do texto pelos autores, o paper é revisto pelo editor-associado e confrontado com a versão original apresentada.

 

Por Carla Gomes

 

Assessoria de Comunicação do Instituto Agronômico (IAC)

 

Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo 

 

(19) 2137-0613

 

www.iac.sp.gov.br



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