Tecnologia e Manejo

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Bayer lança produto químico para controlar vespa-da-galha

Bayer lança produto químico para controlar vespa-da-galha

 

Para apoiar o produtor de eucalipto no manejo de suas plantações, a Bayer CropScience lançou o produto Evidence 700 WG. Segundo a companhia, o período de setembro a fevereiro é o de maior produção de mudas de eucaliptos no Brasil, mas a falta de chuvas provoca maior incidência dos ataques da vespa-da-galha (Leptocybe invasa), uma praga exótica originária da Austrália.

De acordo com o gerente de contas-chave da unidade de Saúde Ambiental da Bayer CropScience, João Galon, a solução deve ser utilizada em viveiro florestal. Além do tratamento químico, as ações principais são o monitoramento e prevenção, realizado com armadilha adesiva.

O inseto ataca as folhas e deposita ovos, o que determina a formação de galhas (tumores) nas nervuras centrais, caules e ramos finos. Esses danos podem comprometer o crescimento de mudas e árvores, assim como a produtividade de clones suscetíveis – plantas de eucalipto menos resistentes a esta praga ou mais atrativas à praga.

De acordo com o Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais, a vespa-da-galha é uma espécie minúscula de coloração marrom escuro brilhante e mede 1,2 mm de comprimento. Galon explica que o inseto ataca as plantas de eucalipto desde o viveiro de mudas até a floresta adulta.

“Quando presente na fase de viveiro o dano pode chegar a 100% das mudas, sendo necessário o descarte e incineração do material. Se não houver o manejo e tratamento químico pode ocorrer a disseminação de mudas contaminadas para outras regiões”, conta ele.

Além disso, o especialista esclarece que, em campo, os danos ainda são visuais, como formação de tumores causando deformação no caule das folhas, e nos ramos finos causam desfolha e secamento de ponteiro.

Atualmente, a praga é encontrada nos plantios comerciais nos estados da Bahia, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Sul, São Paulo e Tocantins; sendo que as maiores ocorrências são nos estados do Maranhão, Minas Gerais, Paraná, São Paulo e Tocantins.

 

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