Tecnologia e Manejo

04/04

Ourofino Saúde Animal: Protocolo de secagem controla a mastite e impulsiona produtividade

Ourofino Saúde Animal: Protocolo de secagem controla a mastite e impulsiona produtividade

 

A mastite bovina afeta diretamente a rentabilidade da pecuária leiteira, uma vez que reduz a produção e a qualidade do leite ao mesmo tempo em que aumenta os custos e o descarte prematuro dos animais. Nesse cenário, segundo especialistas técnicos da Ourofino Saúde Animal, o protocolo de secagem desempenha um papel essencial, pois é uma ferramenta de controle da infecção nas propriedades.

 

É imprescindível que as vacas leiteiras passem por uma fase de descanso entre cada lactação, chamada de período seco. “Esse momento é uma necessidade fisiológica do animal e possui relação direta com a saúde do úbere e com a produção de leite”, pontua Bruna Guerreiro, médica-veterinária e especialista técnica da Ourofino. “Estudos sugerem que esse tempo pode variar de 45 a 60 dias. Intervalos abaixo ou acima disso implicam em alteração da capacidade produtiva na lactação subsequente”.

 

Bruna também destaca que, para evidenciar a importância do período seco, é necessário dividi-lo em três fases. A primeira é a involução ativa, que se inicia após a última ordenha e termina quando a glândula mamária está completamente involuída (duração de até quatro semanas). Nessa fase, ocorre a formação do tampão de queratina, que funciona como uma barreira física, impedindo a entrada de agentes patogênicos no canal do teto. Entretanto, a velocidade de formação do tampão está relacionada à capacidade produtiva do animal e aos fatores individuais.

 

Ainda na involução ativa, é verificado alto risco de novas infecções por diversos fatores: acúmulo de leite na glândula, vazamento dos quartos mamários, aumento na contaminação da extremidade dos tetos por causa da descontinuidade da ordenha, redução da capacidade de resposta do sistema imune e atraso ou não formação do tampão de queratina.

 

A segunda fase é a de involução estável, que começa após a involução ativa e varia de acordo com a duração total do período seco. Nesse momento, a glândula mamária está completamente involuída e apresenta-se altamente resistente às novas infecções. Por último, a terceira fase, colostrogênese, inicia-se de duas a três semanas pré-parto, quando a glândula mamária se prepara para a síntese de colostro, havendo novamente alto risco de infecções, pelo aumento da pressão interna e pela redução da capacidade de resposta do sistema imune da fêmea.

 

As mastites que ocorrem durante o período seco podem ser oriundas de infecções persistentes da lactação anterior e/ou de novos casos adquiridos no período. “Os agentes envolvidos nas contaminações persistentes da lactação anterior são, geralmente, de origem contagiosa. Já os novos casos estão associados aos agentes ambientais, principalmente devido às condições inadequadas de alojamento das vacas não lactantes”, explica Marcelo Feckinghaus, também especialista técnico da Ourofino Saúde Animal.

 

O protocolo de secagem, com o uso de antimicrobiano intramamário específico e selante de teto, mostra-se como estratégia eficaz para o controle da mastite. Possibilita maior taxa de cura microbiológica de infecções subclínicas, quando comparado ao tratamento durante a lactação, promove redução na taxa de novas infecções no período seco e permite diminuição na incidência de mastite clínica no pós-parto imediato.

 

A escolha do protocolo

 

Conforme orientam os analistas da Ourofino Saúde Animal, estudos recentes compararam a eficácia de dois protocolos de secagem comerciais. Para isso, foram utilizadas 550 fêmeas de alta produção provenientes de rebanhos com controle sanitário. Os animais foram distribuídos aleatoriamente em dois grupos: ciprofloxacina associada ao selante de teto (Ciprolac Vaca Seca e Sellat; 882 quartos mamários) e cefalônio anidro associado ao selante de teto (814 quartos mamários). Culturas microbiológicas foram realizadas na secagem de sete a 14 dias após o parto.

 

Os dados indicaram que a associação do antimastítico Ciprolac Vaca Seca e do selante de teto Sellat apresentou a mesma eficiência de cura microbiológica de infecções intramamárias subclínicas do que o tratamento com cefalônio anidro e demais selantes de teto. No entanto, os quartos mamários tratados com Ciprolac Vaca Seca e Sellat apresentaram 35% a menos de novos casos de mastite nas duas primeiras semanas após o parto.

 

“Prejuízos econômicos provocados pela mastite podem ser reduzidos com a utilização do protocolo de secagem, que é uma das principais medidas para controle das infecções intramamárias nos rebanhos leiteiros”, diz Bruna.

 

Foto: iStock 



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