Tecnologia e Manejo

13/04

Ourofino Saúde Animal: Mastite afeta a rentabilidade da fazenda leiteira

Ourofino Saúde Animal: Mastite afeta a rentabilidade da fazenda leiteira

 

A mastite bovina é doença com a maior importância para fazendas leiteiras, podendo atingir até 40% das fêmeas em lactação. Isso afeta diretamente a rentabilidade da pecuária leiteira devido à redução da produção e da qualidade do leite, os impactos reprodutivos negativos e o aumento nos custos produtivos.

 

Sobre o problema

 

A mastite pode ser classificada de duas formas:

 

Origem da fonte de infecção – ambiental ou contagiosa

 

Forma de apresentação – clínica ou subclínica

 

A maioria dos novos casos de mastite contagiosa ocorre durante o processo de ordenha, a partir de uma vaca doente. Já a instalação de uma mastite ambiental acontece no intervalo das ordenhas ou até mesmo durante a ordenha, quando a vaca entra em contato com agentes presentes no ambiente contaminado (barro, fezes ou outro composto orgânico).

 

Como Identificar

 

a. Mastite subclínica: caracteriza-se por alterações apenas na composição do leite, como o aumento na Contagem de Células Somáticas (CCS), aumento de teores de cloro, de sódio e de proteínas séricas, diminuição nos teores de caseína, de lactose e de gordura do leite. O diagnóstico pode ser feito por análise laboratorial de CCS (figura A) ou na fazenda pelo teste de Califórnia Matists Test (CMT – figura B).  Os animais com CCS acima de 200.000 cels/ml são considerados acometidos.

Figura 1. Testes para detecção de mastite subclínica.

 

b. Mastite clínica: o diagnóstico é feito com a caneca de fundo escuro onde são observadas alterações visuais do leite, com grumos, sangue, pus, flocos e filamentos. Também pode ser verificado no úbere inchaço, endurecimento e dor.

 

Figura 2. Teste da caneca de fundo escuro.

 

As mastites clínicas podem ser classificadas em três graus de intensidade:

 

Grau 1: apenas alterações físicas no leite.

 

Grau 2: alterações macroscópicas no leite e sinais clínicos no quarto afetado (inchaço, dor, aumento de temperatura local).

 

Grau 3: além dos sinais presentes no grau 2, o animal apresenta febre, desidratação, redução na ingestão de alimentos e prostração. O animal pode morrer nessa situação.

 

É importante que o tratamento da mastite clínica seja direcionado de acordo com o grau da doença para obter bons resultados. Pensando nisso, a Ourofino Saúde Animal tem produtos de alta eficiência como Ciprolac, Resolutor e Maxicam 2% para compor os protocolos de tratamento.

 

O controle da mastite é imprescindível para a rentabilidade da propriedade. Para implantar programas é necessário a eliminação de infecções existentes, a redução das novas infecções e o monitoramento constante da mastite. Isso possibilita aumento da remuneração do produtor por causa da maior competitividade e o oferecimento de produtos diferenciados.

 

BRUNA MARTINS GUERREIRO, ESPECIALISTA TÉCNICA EM SAÚDE ANIMAL



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