Tecnologia e Manejo

22/02

Os desafios da Tripanossomose

Os desafios da Tripanossomose

 

A pecuária está em crescente avanço no Brasil. Segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (ABIEC), em 2015, a cadeia produtiva do setor movimentou R$ 483,5 bilhões. Em franca expansão, o segmento enfrenta como desafio o combate à Tripanossomose.  

A doença impacta diretamente os criadores, gerando queda na produção de leite e de carne. Dados de um estudo realizado em uma fazenda de vacas leiteiras de Minas Gerais estimou que os prejuízos com o descarte de leite e tratamentos chegaram a R$ 8 mil. Além disso, o rebanho apresentou queda de 29,4% na produção diária de leite, indo de 20,4 para 14, 4 (KG/Cabeça), o que acarretou na redução do retorno bruto que caiu de R$ 1071,56 para R$ 563,31/dia. 

Silenciosa e com sintomas difusos, que podem ser confundidos com outras enfermidades, a Tripanossomose se espalha sorrateiramente pelos rebanhos, ataca a corrente sanguínea, causando severa anemia, hipertermia, danos neurológicos, ataxia, tremores, imunossupressão, entre outros sintomas que levam os animais a óbito em um curto espaço de tempo.

A doença é causada por um protozoário do gênero Trypanosoma, que ataca a corrente sanguínea dos animais e danifica as hemácias. A enfermidade é transmitida pelo mosquito da espécie mutuca e pela mosca dos estábulos.

O compartilhamento de agulhas e seringas também é um meio  importante de transmissão da enfermidade, pois coloca o parasita direto na corrente sanguínea do animal, o que diminui o período de incubação e influencia na rapidez do surto. Um animal infectado de forma mecânica manifesta os sintomas em menos de uma semana. “O uso de medidas de biossegurança podem ajudar a controlar e evitar surtos da doença nos rebanhos”, comenta o Gerente de Marketing Unidade de Ruminantes da Ceva Brasil, Rudsen Pimenta.

Outro ponto importante é identificar a doença antes que os sintomas se agravem. “A Tripanossomose não é uma doença nova, mas muitos produtores ainda têm dificuldade em identificar os sintomas. É importante que o animal contaminado comece o tratamento correto o mais rápido possível, quanto mais cedo for feito o diagnóstico maiores são as chances de controlar o quadro e evitar o aparecimento de sequelas em órgãos nobres como fígado e coração, lesões que podem comprometer o animal para o resto da vida”, explica Rudsen.

Frente aos desafios impostos pela doença, a Ceva Saúde Animal desenvolveu o Vivedium, único medicamento realmente eficaz contra a doença licenciado no país.

Formulado com isometamidium, um tripanocida específico de longa ação, que pode ser usado na prevenção e na cura da doença, o produto já é sucesso em países da África, América do Sul e Central, onde a Tripanossomose é disseminada e já levou milhares de animais a óbito. 

“No Brasil, a Tripanossomose está em expansão, muitos produtores em regiões de Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo e Goiás vêm sofrendo com surtos da doença. O Vivedium foi desenvolvido para ajudar os produtores a enfrentar os desafios impostos pela enfermidade atuando de forma curativa e preventiva”, finaliza Rudsen

Sobre Ceva

A Ceva Santé Animale, 6ª empresa global de saúde animal, está focada na pesquisa, desenvolvimento, produção e comercialização de produtos farmacêuticos e vacinas para animais de estimação, ruminantes, suínos e aves. A empresa teve faturamento de € 856M em 2015 e emprega 4.000+ pessoas em todo o mundo. Sede localizada em Libourne, França. Website: www.ceva.com

 

Gisele Assis 

 



Publicidade