Tecnologia e Manejo

16/08

Mastite: de quem é a culpa?

Mastite: de quem é a culpa?

 

Todo produtor de leite se questiona, quase que diariamente, sobre o motivo de os animais da propriedade terem mastite. A questão é muito complexa para ser respondida de maneira direta, pois a mastite não deve ser vista como uma enfermidade isolada. Todo animal que estiver produzindo leite apresenta uma elevada possibilidade de desenvolver o quadro, pois todas as vezes em que retiramos leite da glândula abrimos uma porta para os agentes causadores da doença.

 

No quesito agentes causadores de mastite, temos um campo amplo, pois todas as bactérias que entrarem em contato com o leite vão ter facilitado o seu desenvolvimento, devido à composição do leite ser ideal para o crescimento bacteriano. Com relação a isso podemos ressaltar ainda que a capacidade de causar a mastite depende de algumas características intrínsecas dos agentes, em especial, a sua patogenicidade.

 

Para melhor combater esta enfermidade são necessárias medidas preventivas e atenção porque as bactérias responsáveis  pela maioria dos casos da doença, em quantidades normais, são necessárias para vida do animal e até mesmo a nossa. O problema é quando ocorre a contaminação da glândula mamária, o que pode ser evitado com medidas de higiene tanto no animal como da pessoa que fará o manejo da ordenha. A simples utilização de luvas durante a ordenha limita a transmissão cruzada entre animal e ser humano. A manutenção e os cuidados de higiene dos equipamentos são outros pontos críticos.

 

A variabilidade dos quadros de mastite nos remete a pensar que a vaca é a culpada do desenvolvimento da doença, mas não podemos esquecer que é o animal que sofre desde as pequenas alterações na composição do leite até o comprometimento de sua vida, sendo a mastite multifatorial.  Os médicos-veterinários têm a missão de minimizar os riscos facilitando a vida do animal e do produtor, desde a questão ambiental passando pela orientação sobre a higiene de tudo que está envolvido até o manejo empregado nos animais.

 

Tendo em vista as questões expostas, devemos estar sempre o mais atentos para identificar os casos que iram ocorrer durante cada ciclo produtivo do animal, para isso faz-se necessária a identificação rápida dos casos através do teste da caneca que deve ser realizado anteriormente a todas as ordenhas para identificação de qualquer alteração na composição do leite. Após a identificação é necessário o tratamento rápido, pois quanto antes se iniciar o protocolo maior será a taxa de cura e sucesso do mesmo.

 

Para tanto, a solução da Ourofino é o Ciprolac®, que apresenta na sua composição uma molécula extremamente eficiente (Ciprofloxacina). Para garantir o resultado, devemos aplicar de três a cinco dias o Ciprolac® preferencialmente na ordenha da tarde. O grande diferencial é a questão de a molécula ser nova como bisnaga, dificultando assim a resistência, outro ponto é o baixo descarte que é de dois dias após a última aplicação.

 

SOBRE O AUTOR: Marcelo Arne Feckinghaus é médico-veterinário formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), campus Palotina. Mestre em Clínica Veterinária (Ruminantes) pela Universidade de São Paulo (USP).



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