Tecnologia e Manejo

27/02

Doenças que mais atingem o gado leiteiro e como evitar prejuízos

Doenças que mais atingem o gado leiteiro e como evitar prejuízos

 

A Lavoura com informações da Ceva Saúde Animal

 

A crescente demanda do mercado leiteiro mantém esse segmento da pecuária entre um dos mais promissores do agronegócio, especialmente no Brasil. Mas para preservar a saúde do rebanho e obter lucros, o produtor rural deve estar bem atento ao manejo sanitário adequado e à rápida identificação de doenças, de forma a evitar prejuízos financeiros e estimular a produção leiteira.

 

Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) indicam que o Brasil deve produzir aproximadamente 23,98 milhões de toneladas de leite, somente em 2018.

 

Para atender a esse mercado em ascensão, a manutenção da saúde do úbere continua sendo um dos maiores desafios dos produtores. Investimentos no manejo e nutrição adequados, melhoramento genético e na sanidade contribuem na prevenção de doenças e para o bem-estar animal.

 

MASTITE

 

Entre as doenças que mais causam prejuízos para a produção leiteira está a mastite, que traz uma série de impactos econômicos associados aos gastos com tratamento, queda na qualidade do leite, aumento do descarte.

 

Seus efeitos podem levar à perda dos quartos mamários e afetar para sempre os rendimentos produtivos do animal.

 

“Os prejuízos causados pela mastite são inúmeros, pois a doença se caracteriza pela fácil transmissão entre o rebanho e está diretamente associada ao manejo sanitário inadequado”, explica Alex Souza, gerente técnico de Pecuária de Leite da Ceva Saúde Animal.

 

Ele alerta que, além disso, “a manifestação subclínica da doença, quando os sintomas inflamatórios são ausentes, contribui para a demora na identificação da enfermidade e por consequência afeta o prognóstico do animal”.

 

HERPES MAMILITE

 

Existe ainda uma série de outras doenças com potencial para afetar drasticamente a saúde do úbere, além dos riscos associados à mastite. Entre elas está a Herpes Mamilite, caracterizada pela formação de ulcerações e erupções vesiculares.

 

Essa enfermidade, típica de regiões com clima úmido, é causada pelo vírus BHV2. Os animais acometidos por essa doença precisam de tratamento específico, se o pecuarista não quiser ter impactos diretos na produção. Isso porque o leite terá de ser descartado e o processo de ordenha poderá estimular o rompimento dos edemas.

 

ESTEFANOFILARIOSE E PSEUDOVARÍOLA

 

A estefanofilariose é outra enfermidade que pode trazer sérios prejuízos para a saúde do úbere. A doença é transmitida por moscas contaminadas pelo Stephanofilaria SP e causa lesões na glândula mamária. Os animais infectados apresentam queda na produção de leite e podem desenvolver infecções secundárias.

 

Outra enfermidade que preocupa os produtores é a pseudovaríola, que tem como agente o vírus Paravaccínia, que provoca lesões cutâneas nos tetos dos animais.

 

“Caracteristicamente os rebanhos são infectados após a inserção de um animal contaminado. A disseminação da doença ocorre pela ordenha, podendo ser transmitida também aos humanos”, alerta Alex Souza, gerente técnico de Pecuária de Leite da Ceva Saúde Animal.

 

PAPILOMATOSE

 

A papilomatose é outra enfermidade que pode trazer prejuízos para o pecuarista. Causada pelo Papilomavírus bovino, essa doença é caracterizada pelo surgimento de lesões na pele.

 

“Quando chega ao úbere ou aos tetos, a papilomatose estimula o surgimento de infecções secundárias como a mastite”, relata Souza.

 

MANEJO INADEQUADO

 

O manejo inadequado também afeta a saúde dos animais. A superlotação dos estábulos, por exemplo, pode causar danos aos úberes.

 

“A aglomeração dos animais em um espaço pequeno causa estresse. E isso pode fazer com que os bovinos se pisoteiem ou se machuquem, ao encostarem nas cercas e arames em busca de espaço”, exemplifica o gerente da Ceva Saúde Animal.

 

ORDENHA

 

O momento da ordenha também precisa ser realizado de maneira adequada. O uso de ordenhadeiras mal reguladas e a falta de cuidados sanitários estimulam o surgimento de lesões nos tetos e podem facilitar a entrada de agentes infecciosos na linha de produção.

 

“É imprescindível que todos os equipamentos estejam funcionando corretamente e que a higienização dos tetos seja feita de forma individual. Sem seguir esses passos, a ordenha pode provocar o aparecimento de doenças e estimular a contaminação do leite, trazendo prejuízos financeiros graves para o produtor”, informa Souza.

 

Atualmente, a Ceva Saúde Animal é a sexta maior empresa desse segmento no mundo, presente em mais de 110 países. Tem sua atuação focada na pesquisa, desenvolvimento, produção e comercialização de produtos farmacêuticos e biológicos para animais de companhia, e produção (bovinos, suínos, equídeos e aves). Para mais informações, acesse www.ceva.com.br.

 

Fonte: Ceva Saúde Animal com edição d’A Lavoura



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