Tecnologia e Manejo

25/10

Novas regras facilitam acesso de cooperativas ao crédito

Novas regras facilitam acesso de cooperativas ao crédito

 

Todos ganham quando pessoas se organizam para planejar a produção, custear safras, insumos e pensar estratégias de comercialização. O resultado dessa união, quase sempre, é o desenvolvimento local sustentável, a geração de renda e a inclusão social. Nesse contexto, beneficiar a matéria-prima para agregar valor é caminho óbvio para um setor que pensa em cadeia. E conseguir crédito para viabilizar o processo de industrialização do produto do cooperado está mais fácil agora.

Para atender a uma reivindicação do setor, o governo alterou as regras do “custeio de beneficiamento e industrialização” destinado às cooperativas agropecuárias. “É uma linha que tem sido muito usada pelascooperativas do setor, que nos últimos anos mantiveram forte ritmo de investimentos na ampliação e modernização de suas estruturas agroindustriais. No último ano agrícola, foram utilizados R$ 6,2 bilhões dessa linha”, ressalta Paulo César do Nascimento Júnior, coordenador do Ramo Agropecuário da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).

Apesar disso, de acordo com o coordenador da OCB, essa linha não apresentava limites e as operações de financiamento dependiam basicamente de orçamentos operacionais e da capacidade de pagamento das cooperativas. “Nós sentamos pra discutir essa questão com o governo e, para este novo ano-safra, foram adotados limites que diminuem os riscos de questionamentos dos órgãos de controle e a insegurança das instituições financeiras”, afirma Paulo César.

O que muda

A partir de agora, as cooperativas serão atendidas por uma linha de crédito distinta dos demais beneficiários, com limites e prazos diferenciados. Na linha de crédito de Industrialização, as cooperativas terão seus limites definidos de acordo com seu faturamento bruto anual decorrente da atividade de industrialização ou beneficiamento de produtos agropecuários. Aquelas com faturamento bruto anual superior a R$ 4 bilhões podem contar com crédito de até R$ 400 milhões. Para aquelas com faturamento entre R$ 2,5 bilhões e R$ 4 bilhões, o crédito será de até R$ 300 milhões. Entre R$ 1 bilhão e 2,5 bilhões, crédito de R$ 200 milhões. E, para as cooperativas que faturam menos de R$ 1 bilhão por ano, o limite é de R$ 100 milhões. “Esses limites garantem, de forma justa e imparcial, o enquadramento das necessidades operacionais das cooperativas, levando em conta a diversidade de seus quadros sociais, de 150 a 70 mil cooperados, e seus diferentes níveis de industrialização”, avalia Paulo César.

Márcio Recalde, superintendente de Agronegócio da Caixa, também acredita que a mudança é positiva: “As regras ficaram mais claras. Com isso, você distribui melhor o recurso, de acordo com o tamanho de cada cooperativa, e dá o suporte necessário para que agregue valor ao seu produto, que vai chegar ao mercado com um preço mais competitivo”.

O superintendente explica ainda que essa linha de industrialização se destina à cobertura de despesas com mão de obra, serviços, materiais auxiliares, insumos, seguros, impostos e outros itens ou encargos necessários ao processo de beneficiamento ou industrialização de produtos agropecuários. Os juros são de 9,5% ao ano e o prazo para pagamento é, em geral, de um ano. “Acredito que com as alterações nas regras teremos uma demanda importante por essa linha, pois as cooperativas foram contempladas com regras segregadas dos demais beneficiários do crédito rural, o que irá viabilizar o atendimento de um número maior de cooperativas e, consequentemente, de um número maior de produtores cooperados”, diz.

A cooperativa que praticar atividade de industrialização ou beneficiamento e quiser acessar esse crédito na Caixa deve procurar uma das agências habilitadas. A lista das agências está disponível em “Encontre uma Caixa perto de você” no site 
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Fonte: Globo



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