Tecnologia e Manejo

12/01

Farmácia na fazenda

Farmácia na fazenda

 

Montar a farmácia da fazenda começa bem antes da aquisição de qualquer produto. Além do programa sanitário, rastrear com minúcia as ocorrências sanitárias da propriedade facilita essa tarefa, que se torna depois mais complexa quando entra em cena a administração de estoques de produtos. A fim de chegar ao que é necessário para a enfermaria do rebanho, o pecuarista também precisa identificar os problemas mais comuns dos últimos anos e não perder de vista o calendário de vacinação.

 

 Dependendo da época, e da era dos animais, não podem faltar, portanto, as vacinas compulsórias contra febre aftosa (duas vezes ao ano), brucelose (dose única para as fêmeas aos quatro meses), bem como a de carbúnculo sintomático (primeira dose a partir dos 60 dias, a segunda à desmama e depois anualmente para todo o rebanho, à exceção das vacas). Igualmente devem entrar na lista vermífugos, antiinflamatórios e antibióticos para emergências, dependendo do histórico da fazenda.

 

Uma propriedade bem manejada coopera na organização da compra de medicamentos,

como exemplo é  uma estação de monta definida. As compras de produtos para a cura do umbigo dos bezerros e para surtos de diarréia, que acometem cerca de 5% dos animais em criação extensiva quando começam as parições, se concentram em períodos determinados, em vez de se esparramarem, picadas, ao longo de todo o ano, caso a época de cobertura não for fixada.

 

Nas diarréias, quando ocorrem infecções ou se é necessário recorrer a um outro "mata-bicheira", a receita antibióticos de longa ação, que apresentam eficácia maior. Por falar em receituário, o professor enfatiza a necessidade de acompanhamento de um médico veterinário, que deve se estender até o uso correto do produto. Destaca também a conveniência de treinamento do pessoal de campo, habilitando os peões a identificar os problemas sanitários.

 

Errar as dosagens dos medicamentos é outra fonte de desperdício. Em geral define-se o quanto fornecer a cada animal pelo peso. Por isso, incluir as pesagens na rotina do manejo rende em outras frentes. Com essa prática, a sobra de vermífugos passou da casa de 30% para apenas 1%.

 

O manejo inadequado das agulhas pode se tornar também outro motivo de perdas ao se proceder o fornecimento de um remédio. Cada uma serve para a aplicação de 10 animais no mesmo dia. Ao final dos trabalhos, é hora de desinfectar e ferver, para voltar a usá-las no dia seguinte. Não é necessário descartá-las, apenas quando entortarem ou perderem o poder de corte.

 

Na condução de determinados programas sanitários, às vezes vale mais o calendário em função do manejo e clima que o do mês a mês. Em outros casos não há como fugir.

 

 

 

Fonte: Portal DBO

 



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