Tecnologia e Manejo

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Pesquisa UNESP desenvolve teste diagnóstico para identificar albinismo em búfalos

Pesquisa UNESP desenvolve teste diagnóstico para identificar albinismo em búfalos

 

Tecnologia criada pelos pesquisadores Alexandre Secorun Borges e José Paes de Oliveira Filho, ambos da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Unesp, Câmpus de Botucatu, consiste em um teste diagnóstico que identifica rápida e precisamente se os animais apresentam a mutação que pode gerar filhotes com o albinismo oculocutâneo (total, nos olhos, cabelos e pele).

Os animais afetados são mais propícios a terem problemas graves de pele, principalmente em regiões subtropicais como Brasil. O professor Borges explica outras conseqüências do albinismo: “Estes animais apresentam fotofobia e procuram áreas sombreadas para minimizar a ação do sol na pele e olhos despigmentados, isso gera problemas de manejo e produtividade uma vez que eles não pastejam de forma mais adequada nos períodos mais ensolarados”.

Foram realizados testes apresentando resultados positivos e confiáveis. O diagnostico é realizado a partir de amostras de sangue ou pêlo dos animais e fornece como resultado um mapa completo do rebanho, orientando o produtor no momento de preparar o acasalamento dos animais. Com as informações genéticas dos animais é possível tornar o rebanho 100% livre do albinismo o que melhora a qualidade de vida dos animais, além de manter os níveis de produção no patamar desejado.

O estudo da enfermidade teve caráter multidisciplinar, envolvendo diferentes instituições de ensino e pesquisa do Brasil, além da Unesp houve participação da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL) e da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG).

Borges explica a participação de outros pesquisadores no invento: “Tivemos o auxílio de outros pesquisadores, principalmente em relação à avaliação clínica dos animais, colheita de amostras e redação científica do trabalho: “A nonsense mutation in the tyrosinase gene causes albinism in water buffalo” publicado na BMC Genetics 2012, 13:62 (
http://www.biomedcentral.com/1471-2156/13/62)”.

Não foram identificados concorrentes no mercado, isto é, testes que ofereçam resultados ou possibilidades de manejo semelhantes. O pedido de patente da tecnologia foi depositado pela Agência Unesp de Inovação (AUIN). “Esperamos que Médico Veterinário e o produtor possam realizar os testes genéticos nos rebanhos com o objetivo de identificar animais heterozigotos e com isso realizar acasalamentos mais seguros minimizando o aparecimento de novos casos de albinismo”, completa o professor Borges em relação às expectativas da equipe para o invento.

Nos últimos 40 anos, o rebanho bubalino mundial aumentou 91%, e o albinismo é uma enfermidade hereditária que causa ausência total ou parcial de melanina nos pêlos, pele e olhos de búfalos e outros animais.

Mais informações: 
auin@unesp.br
Luciana Maria Cavichioli/AUIN/Unesp

 

Fonte: UNESP



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