Tecnologia e Manejo

23/05

Amamentação de búfalos com leite em pó pode reduzir custo de produção

Amamentação de búfalos com leite em pó pode reduzir custo de produção

 

Uma pesquisa feita com 24 filhotes de búfalos em uma propriedade em Sarapuí (SP) vem apresentando resultado positivo e anima produtores com a economia que pode ser gerada com o método. Assim que os animais nascem, ficam apenas o primeiro dia com a mãe e já no segundo dia inicia-se a alimentação com leite em pó.

O direto de agricultura da cidade e responsável pela pesquisa, Marcio José Sturaro, explica que são feitos três tipos de tratamento. Uma parte dos bezerros recebe apenas leite de búfala e concentrado, outro grupo se alimenta apenas com leite em pó e um terceiro gruo recebe metade de leite de búfala e metade de leite em pó mais o concentrado. Ao final do estudo, será avaliado qual apresenta o melhor resultado. A suplementação é feita individualmente na mamadeira.

As primeiras medições já são bem animadoras, de acordo com o médico veterinário da fazenda Rodrigo Saraiva. “Na verdade, estão crescendo até acima do esperado; a gente botou uma média desses animais atingirem o peso de 80 kg com três meses e eles estão conseguindo atingir esse peso com dois meses. Isso significa que eles estão atingido os níveis de nutrição necessária”, explica. Nos três primeiros meses, o bezerro consome em média quatro litros de leite por dia. Se o produtor optar pelo leite em pó garante uma boa economia.

Isso porque todo o produto que deveria ser destinado ao bezerro vai direto para comercialização. Depois deste período, obezerro segue o ciclo normal. Saraiva explica que para que as búfalas continuem produzindo leite sem o estímulo do filhote, é feita a aplicação exógena da ocitocina. “Estamos aplicando ocitocina comercial. No início do trabalho, era uma questão de que isso seria ou não prejudicial na produção, na curva de lactação desses animais. O que a gente tem visto é o contrário”, afirma.

A região de Sarapuí é uma grande produtora de leite de búfala. Tudo é destinado a produção de laticínios. Com a pesquisa, a expectativa é aumentar a oferta do produto. Os resultados finais devem ficar prontos em no máximo quatro meses.

Fonte: Canal Rural



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