Tecnologia e Manejo

15/04

Superpastejo reduz índice produtivo

Superpastejo reduz índice produtivo

 

Já faz algum tempo que muito tem se falado que o superpastejo tem trazido grandes prejuízos para os pecuaristas, isso porque mais animais são utilizados além do que a pastagem suporta. Dessa forma, acontece a degradação do pasto, já que o superpastejo reduz a disponibilidade de forragem, dessa forma os animais, na tentativa de obter mais alimento para atender suas necessidades de consumo, vão pastejar a uma altura cada vez mais próxima do solo. Com isso, os novos brotos que surgem serão rapidamente consumidos, não dando tempo das plantas recomporem sua área verde e, dessa maneira as plantas invasoras de baixo potencial forrageiro começam a dominar a pastagem, iniciando, assim, um processo de degradação do pasto.

De acordo com Sergio Raposo de Medeiros, pesquisador de Nutrição Animal, da Embrapa Gado de Corte, para um problema tão complexo, há um equipamento simples e de fácil uso, que pode contribuir para a solução desta questão. Trata-se da régua de manejo, que serve como referência para as alturas máximas e mínimas indicadas para pastejo dos principais capins utilizados no Brasil. 

 

O pesquisador explica que uma das características da pecuária brasileira é o fornecimento à vontade de misturas minerais nas pastagens. Por outro lado, deve haver preocupação quanto ao consumo dos suplementos. Já que valores médios de consumo, nem que sejam apenas do cálculo decorrente da divisão da diferença de estoque (Estoque Inicial estoque atual) pelo número de animais e pelos dias que este estoque serviu a eles, são de grande valia. Se o valor obtido desta conta for menor que a recomendação de uso, é preciso estimular o consumo. No caso de ser superior, mas a diferença for pequena, não é prejudicial, pois o maior prejuízo é quando ocorre deficiência dos minerais.

A produção quase exclusiva em pastagem dá uma grande vantagem aos produtores, conforme o especialista, mas como em grande parte onde se concentra o rebanho brasileiro há uma época seca bem definida, manter apenas com pasto e sal mineral é sinônimo de perda de peso na seca e avançada idade de abate.Contudo, as técnicas de suplementação na seca estão bem evoluídas e há opções para variadas intensidades de investimento. O sal com ureia é a porta de entrada, com menor desembolso e, consequentemente, com resultado mais modesto de manutenção de peso.

Os proteinados, que são misturas múltiplas contendo os minerais, ureia e ingredientes concentrados em proteína e energia, são de maior investimento (Consumo: 1 a 2 gramas/ kg peso), mas que resultam em ganhos de cerca de 300 g/cabeça, com ótima relação de benefício:custo. Por fim, para aqueles que pretendem maiores ganhos, há o semiconfinamento, quando 10g/kg peso ou mais é usado, para ganhos próximos a 1 kg/cabeça.dia, geralmente usado para terminação.

Fonte: Gazeta



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