Tecnologia e Manejo

17/02

Pecuária seletiva: critérios corretos ao selecionar zebu

Pecuária seletiva: critérios corretos ao selecionar zebu

 

O fator mais importante é o rebanho contar com um bom planejamento genético, realizado a partir da identificação dos seus pontos fracos e fortes. A análise permitirá que sejam estabelecidas metas de acordo com os objetivos de cada propriedade.

 

A maneira para realizar o plano genético é o critério de seleção. Todas as características que envolvem o sistema de produção serão utilizadas como crivo para cada geração. Ou seja, identificar anualmente os indivíduos superiores e os inferiores, que, consequentemente, serão descartados do rebanho. “A genética é aditiva, o ganho é acumulado no decorrer da seleção. Cada nova geração tende a ser mais evoluída geneticamente se o planejamento for executado e os parâmetros estabelecidos”, afirma Rafael Mazão, consultor técnico de Corte da Alta.

 

Para os rebanhos de corte há 20 principais critérios de seleção a serem explorados com o objetivo de melhoramento genético:

 

• Índice de prenhez: resultado do conjunto fêmea, macho e inseminação artificial. Representa a quantidade de fêmeas que ficaram prenhas do total exposto à monta. É medido em porcentagem.

 

• Período de gestação: o número de dias em que a fêmea permanece em prenhez.

 

• Idade ao primeiro parto: identifica quantos meses a vaca possui ao ficar prenha pela primeira vez.

 

• Índice de aborto: média de quantos abortos houve em um ciclo reprodutivo no rebanho. Calculado em porcentagem.

 

• Índice de nascimento: valor em porcentagem que indica a média de nascimentos no rebanho.

 

• Índice de mortalidade neonatal: também denominado de mortalidade em bezerros, mede o percentual de mortes dos animais do nascimento ao desmame.

 

• Índice de mortalidade nas fases ano/sobreano/adulta: indica o percentual de mortes em cada fase do animal.

 

• Intervalo de partos: o número de dias entre um parto e o outro da mesma fêmea.

 

• Longevidade: o tempo de permanência no rebanho do animal com produção. Medido pelo número de partos correlacionado aos meses de idade.

 

• Peso da matriz correlacionado ao peso da cria ao desmame (kg): relação do peso do bezerro desmamado com o peso de sua mãe.

 

• Peso àdesmama: os Kg do bezerro aos 240 diasde vida.

 

• Ganho de peso do nascimento a desmama: ganho de peso do bezerro desde seu nascimento até a desmama, sem contar o peso ao nascimento.

 

• Peso ao ano: os kg totais do animal ao final de 365 dias

 

• Ganho de peso do nascimento ao ano: ganho de peso do bezerro desde seu nascimento até completar 365 dias.

 

• Peso ao sobreano: os kg totais do animal ao final de 450 dias.

 

• Ganho de peso do nascimento ao sobreano: ganho de peso do bezerro desde seu nascimento até completar 450 dias.

 

• Perímetro escrotal ao ano: uma das características mais indicadoras da precocidade sexual, medida ao final de 365 dias.

 

• Perímetro escrotal ao sobreano: medido ao final de450 dias.

 

• Avaliação de carcaça: utiliza os critérios área de olho de lombo (cm2) e espessura de gordura (mm).

 

• Avaliação morfológica: análise dos aspectos anatômicos dos animais, ou seja, as dimensões corporais.

 

A partir desta identificação, é possível traçar o perfil produtivo na propriedade e então seguir para os acasalamentos direcionados. “Este termo é definido como a técnica de identificação do reprodutor que,junto com as características morfológicas e genéticas da matriz, irá potencializar os resultados da progênie de acordo com os objetivos da seleção”, afirma Rafael.

 

A análise de cada critério possibilitará que o produtor identifique a eficiência na fazenda e assim selecione no mercado sêmen de um animal que possua as características que serão solução. “A utilização de touros melhoradores, ou seja, provados quanto à produção, é a forma mais rápida de aprimorar os resultados no rebanho” finaliza Rafael.

 

Fonte: ACNB



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