Tecnologia e Manejo

20/06

Alta Genetics: Dicas de como aproveitar matriz F1 agregando valor à produção de carne

Alta Genetics: Dicas de como aproveitar matriz F1 agregando valor à produção de carne

 

Nesta quinta, 17, o gerente de mercado da Alta Brasil, Tiago Carrara deu dicas de como aproveitar matriz F1 agregando valor à produção de carne no programa Giro do Boi no Canal Rural.

 

Ele mensurou os impactos do melhoramento genético dentro de uma fazenda de gado de corte e explicou como o pecuarista que já faz o cruzamento industrial pode, ao invés de descartar, usar as fêmeas F1 para produzir mais um bezerro a partir dela e aumentar a produção de carne de qualidade, potencializando a captura de valor no mercado.

 

Carrara destacou que o impacto do melhoramento pode ser muito grande dentro da fazenda dependendo da inteligência no uso da ferramenta, mas considera que a “genética sozinha não faz nada”. “Ela precisa ser trabalhada em conjunto com ambiente, mas também se trabalhar só o ambiente, sem genética, você fica limitado em alcançar os resultados”, contrapôs.

 

Ao unir o ambiente com o melhoramento genético, o veterinário afirmou que é possível diminuir a idade ao abate, aumentar o peso dos animais, o número de bezerros desmamados e ainda acessar programas de bonificação, que remuneram o pecuarista conforme a qualidade de sua entrega. “Todas as características que são trabalhadas dentro do melhoramento genético têm uma correlação com a parte financeira, se não tiver isso não é melhoramento genético”, classificou.

 

Carrara passou ainda uma série de orientações para o pecuarista que já está mais avançado no uso do melhoramento genético e já lançou mão do cruzamento industrial. O gerente lembrou que existem 37 raças taurinas, além das adaptadas e sintéticas, que podem ser combinadas com as características das fazendas para obter máxima produtividade. “Quando se utiliza as raças britânicas, como o Hereford, Devon ou Angus, a gente tem a possibilidade de segurar a fêmea no rebanho e essa fêmea ser a nossa matriz. A heterose favorece essa vaca em termos de fertilidade, precocidade e ela é boa de leite”, declarou Carrara.

 

Calculou que num sistema produtivo bem desenhado, é possível desmamar as novilhas com 7 meses e emprenhá-las já aos 12 a 14 meses, eliminando a necessidade de fazer a recria de fêmeas vazias. Então as vacas poderão parir antes dos 24 meses, aos 30 meses desmamar um bezerro com até 250 kg e responderem bem à terminação em semi confinamento ou confinamento habilitada para capturar valor em qualquer programa de bonificação por carne de qualidade, tanto ela quanto seu bezerro.

 

Alta Genetics do Brasil 



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