Tecnologia e Manejo

09/04

Ourofino Agronegócio: Uso de probióticos em bezerros

Ourofino Agronegócio: Uso de probióticos em bezerros

 

Com a intensificação da pecuária leiteira, muitos tem buscado o uso de tecnologias que otimizem ao máximo seus índices produtivos, melhorando a performance de seus rebanhos. Dentre estas, o uso de aditivos alimentarem vem ganhando espaço no cocho e nas formulações de dietas. Probióticos destacam-se em grande escala neste quesito.

Os probióticos são “suplementos alimentares à base de microrganismos vivos, que afetam beneficamente o animal hospedeiro, promove o balanço da microbiota intestinal”.

A adição de bactérias como Lactobacillus sp, Bacillus sp, Bifidobacterium sp e Enterococcus sp na dieta aumenta a colonização de agentes benéficos no intestino o que reduz a chance do animal desencadear algum tipo de doença. Os efeitos benéficos dos probióticos podem ser devido ao antagonismo direto contra microorganismos específicos, resultando na redução de suas células viáveis, por meio da produção de compostos antibacterianos, competição por nutrientes ou por sítios de adesão no intestino, ação sobre o metabolismo microbiano (aumentando ou diminuindo a atividade enzimática) ou ainda pela estimulação da imunidade do hospedeiro, aumentando os níveis de anticorpos ou a atividade dos macrófagos.

Os bezerros passam por diversos fatores estressantes durante seus primeiros meses de vida como as mudanças alimentares, variações térmicas, cura do umbigo, alterações de ambientes, entre outros. Esses fatores podem quebrar o equilíbrio intestinal favorecendo condições para o desenvolvimento e proliferação de bactérias patogênicas que podem provocar, entre outras doenças, a diarreia. O mau funcionamento intestinal também irá prejudicar o uso de nutrientes e consequentemente o desempenho do animal. E é neste momento que os probióticos podem auxiliar por meio de sua ação.

Além de auxiliar no controle das enfermidades nos bezerros, já que auxiliam com aumento dos níveis de anticorpos, os probióticos também proporcionam aumento da digestibilidade das fibras e nutrientes, por produzir enzima digestiva (lipases, amilases, proteases) e consequentemente maior ingestão de matéria seca, estabilidade nos processos digestivos e antecipação da ruminação. Ou seja, qualquer bezerro podem se beneficiar com o uso dos probióticos para melhorar seus desempenhos produtivos. Diversos estudos compravam ganho de peso na ordem de 10%, redução na conversão alimentar de 3 a 7%.

Em 2001, pesquisadores da ESALQ-USP realizaram um experimento para testar os efeitos da adição de um probiótico ao leite integral ou sucedâneo de leite, na alimentação de bezerros. Ao término do estudo observaram que o fornecimento de probiótico a bezerros aleitados com sucedâneo a partir dos três dias de idade melhorou o ganho de peso e conversão alimentar até a desmama, e conversão alimentar pós-desmama.

Existem no mercado, diversos probióticos indicados para bezerros, a base de leveduras e/ou bactérias, como por exemplo, o BioPlus® PS que é produzido com as bactérias Bacillus licheniformise Bacillus subtilis. Tais cepas atuam diretamente no intestino, competindo nos sítios de ligação com bactérias patogênicas, além disso, produzem enzimas digestivas que melhoram a digestão do alimento consumido. Consequentemente, melhor conversão alimentar, ou seja, o animal come menos e ganha mais peso. Todos estes benefícios ainda tem como vantagem seu fácil fornecimento ao animal, podendo ser usado junto ao leite, sucedâneos, sal mineral e rações concentradas.

Probióticos existem, funcionam e estão à espera de seu uso. Melhore seus índices zootécnicos, lembre-se, poucas gramas fazem grandes diferenças!






Fonte: Ourofino Agronegócios Por Stella Mara Aparecida Morais.



Publicidade