Tecnologia e Manejo

16/02

Ourofino Sa√ļde Animal: Alternativas ao uso de antimicrobianos na avicultura

Ourofino Sa√ļde Animal: Alternativas ao uso de antimicrobianos na avicultura

 

 

Com o progresso da civilização e o avanço no desenvolvimento tecnológico, a população mundial cresce e a expectativa de vida do ser humano avança, contribuindo, assim, para o aumento na demanda por alimentos.

 

De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), a população mundial, que era de seis bilhões de pessoas em 1999, aumentou para 7,3 bilhões de pessoas em 2015 e projeta-se que chegue a 8,5 bilhões de pessoas em 2030. O consumo de alimentos per capita subiu de 2.803 kcal em 1999 para 2.940 kcal em 2015, e prevê-se que aumente para 3.050 kcal em 2030 (FAO – Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura).

 

Especificamente referente aos produtos de origem animal, conforme apontado pela FAO, o consumo per capita de carne que era de 36,4 kg/ano em 1999 aumentará para 45,6 kg/ano em 2030. Portanto, para suprir esse aumento previsto do consumo de alimentos de origem animal, a cadeia produtiva terá de maximizar sua produção e para isso será necessária a otimização dos processos como aumentar a produtividade por área, diminuir o tempo de produção e aumentar os índices zootécnicos.

 

Nesse sentido, a utilização de antimicrobianos na produção animal, principalmente na avicultura, vem sendo empregada há anos não somente com o objetivo de tratar as enfermidades nas criações, mas também em dosagens mais baixas que as terapêuticas e profiláticas, denominadas “subterapêuticas”, com o intuito de melhorar o desempenho produtivo dos animais – por isso, nesse caso, os antimicrobianos são classificados como “aditivos melhoradores de desempenho”.

 

Em contrapartida, os produtores e a indústria terão que se atentar para as novas exigências do mercado. Com mais acesso à informação, a população exige um alimento de melhor qualidade, saudável, proveniente de locais preocupados com o bem-estar animal e onde não se utilizam medicamentos de modo excessivo ou desnecessário. Além disso, o MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) tem se posicionado para a não utilização de alguns antibióticos como aditivos melhoradores de desempenho, seguindo uma tendência da União Europeia que proibiu todos os antibióticos relacionados à medicina humana utilizados subterapeuticamente em produção animal para evitar, assim, resistência (Xu et al., 2006).

 

Alternativas aos métodos usuais de produção animal terão de ser criadas e adotadas para proporcionar ao mercado o produto por ele esperado. O Brasil é, atualmente, o terceiro maior produtor de carne de frango do mundo, sendo o maior exportador. Em 2015, as exportações de carne e vísceras de frango somaram para o Brasil US$ 6.378.888.000,00. A rentabilidade da avicultura marca a importância desta atividade, e na tentativa e no empenho de manter e expandir seu mercado, os produtores avícolas tendem a se adequar às novas exigências, como a redução no uso de antimicrobianos.

 

Uma opção que ganha espaço são os probióticos, visto que acarretam benefícios para os animais sem deixar resíduos nos alimentos (Khan et al., 2013). Os probióticos são microrganismos vivos, que quando administrados em quantidades adequadas, conferem benefício à saúde do hospedeiro. (FAO/WHO, 2001). A exemplo dos probióticos, podemos citar  o Bacillus subtilis e as vantagens decorrentes da utilização desta bactéria como probiótico incluem o auxílio na recuperação de quadros de diarreia e a melhora da microbiota intestinal, do ganho de peso e da conversão alimentar (Teo et al., 2007).

 

Outra bactéria utilizada como probiótico é o Bacillus licheniformis. Ela é indicada para ganho de peso, melhora da eficiência alimentar e da habilidade antioxidante (Zhou et al., 2016) e auxilia na prevenção de problemas entéricos como relatado em estudo por Knap et. Al (2010), em que  a presença do Bacillus licheniformis auxiliou na prevenção da enfermidade causada por Clostridium perfringens.

 

Atenta a essas alternativas, a Ourofino disponibiliza os produtos Gallipro® Max, composto por Bacillus subtilis, e Gallipro® Tect, composto por Bacillus licheniformis. Ambos os produtos são indicados para o uso em avicultura com a proposta de melhorar a conversão alimentar e o ganho de peso, sendo uma alternativa para os produtores que pretendem reduzir a utilização de antimicrobianos na criação sem deixar de considerar a eficiência produtiva.

 

 

 

Por Rodrigo Prandini Reis, estagiário, e Ludmila Ferreira Pedrosa, analista técnica em saúde animal, na Ourofino Saúde Animal



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