Tecnologia e Manejo

15/07

Import√Ęncia da qualidade intestinal no desempenho de frangos de corte

Import√Ęncia da qualidade intestinal no desempenho de frangos de corte

 

A avicultura está presente em todo o território nacional, contribuindo de forma significativa para o crescimento econômico do país, sendo ainda uma fonte de proteína de excelente qualidade e acessível a todas as classes da população. Nos últimos anos, a avicultura tem crescido bastante nos quesitos eficiência produtiva e produção. O crescimento foi impulsionado por fatores, como genética, sanidade, ambiência e nutrição. Atendendo a crescente demanda por proteína, que hoje já ultrapassa a barreira dos 40 kg/hab/ano, e também pelo crescimento das exportações.

 

Devido aos grandes avanços tecnológicos ocorridos, a avicultura tornou-se o setor mais dinâmico do mercado agropecuário brasileiro. A elevada produtividade alcançada hoje em sistemas de produção de frangos de corte é parcialmente dependente de um fator:  a obtenção adequada de nutrientes pelo organismo do animal, sendo assim, para cada fase da vida, ou seja, para cada fase do ciclo produtivo, existe uma dieta específica. Vale lembrar que, além da importância em nutrir e desenvolver as aves, a nutrição é responsável por 70% do custo de produção.

 

Para que os animais consigam expressar todo o seu potencial produtivo, gerando boa lucratividade, é essencial que a “saúde” intestinal esteja bem equilibrada, com todas as suas características estruturais e fisiológicas em perfeita sintonia, facilitando assim a digestão e a absorção dos nutrientes presentes na ração. Todos os mecanismos envolvidos para a absorção de nutrientes são dependentes de células epiteliais que revestem a mucosa intestinal das aves, portanto, qualquer alteração em sua integridade torna inviável o transporte de nutrientes, resultando em falhas no desenvolvimento/crescimento da ave.

 

Toda a mucosa intestinal das aves é constituída de pequenas projeções conhecidas como vilos, responsáveis pela funcionalidade do intestino e composto por três unidades celulares básicas: enterócitos (atuam no transporte dos nutrientes), células caliciformes (são células que secretam glicoproteínas, que protegem o epitélio intestinal de substâncias nocivas) e as células enteroendócrinas (produzem hormônios que regulam as atividades digestivas e a absorção de nutrientes).  Lembrando que a capacidade de absorção de nutrientes que ocorre no lúmen intestinal fica condicionada à quantidade de células que compõe os vilos, ou seja, quanto maior este número, maior será o tamanho dos vilos e consequentemente maior será a capacidade absortiva. Outros elementos também estão presentes na mucosa intestinal de frangos, como o glicocálix (fundamental para manter a sanidade da mucosa intestinal) e o muco (que possui função protetora).

 

Outro fator que deve ser levado em consideração é a sua microflora intestinal, sendo que na maior parte da população de microrganismos encontrados no TGI são as bactérias, encontradas agregadas ao epitélio intestinal ou livres no lúmen (caraterística que pode determinar a sua velocidade de multiplicação). A presença de fatores “estressantes”, desde falhas de manejos até a presença de enfermidades, podem levar a quadros de disbiose, causando diarreia, distúrbios hepáticos, enterites, queda na digestão e absorção de nutrientes. Entretanto, quando os fatores de produção estão bem alinhados, os benefícios de uma microflora equilibrada e saudável contribuem para um estímulo ao sistema imune, síntese adequada de vitaminas, inibição do crescimento de bactérias patogênicas e melhor digestão e absorção dos nutrientes.

 

Porém, a integridade da mucosa intestinal poderá ser alterada por fatores infecciosos ou não infecciosos, exemplo, o manejo de jejum logo após a eclosão dos ovos, logo no início da vida da ave, pode prejudicar o desenvolvimento da mucosa intestinal e a resposta imune do animal, visto que as membranas mucosas compõem a primeira barreira de defesa do organismo. Alguns fatores relacionados a nutrição também podem afetar a integridade da mucosa, como por exemplo os chamados elementos antinutricionais, com capacidade de alterara a estrutura da membrana, dificultando também a digestão e absorção de nutrientes, levando as aves a uma desuniformidade por baixo desempenho.

 

Sendo a mucosa intestinal a mola propulsora para que ocorra todo o processo nutrição, é de fundamental importância a busca por alternativas de manejo que auxiliem a proteção da mucosa prevenindo a queda de desempenho por distúrbios nos processos de digestão. A mucosa intestinal tem uma atividade de crescimento contínuo, através da descamação do epitélio e uma alta taxa de reposição celular, com altos gastos de energia, retirada das reservas nutricionais do organismo e até mesmo da ração digerida (evitando que os nutrientes da ração sejam direcionados para o ganho de peso do animal), McBride & Kelly (1990) afirmam que a manutenção de um epitélio intestinal íntegro tem custo de 20% de toda a energia (bruta) consumida pelo animal. Sendo assim, quanto maior for a necessidade de reparo dessa membrana mucosa, menos energia (energia liquida) será produzida pelas aves.  

 

Dessa forma, para que haja manutenção da mucosa intestinal em condições fisiológicas normais, o organismo necessita de um gasto energético elevado e quando o inverso ocorre, o animal gasta 2x mais energia, sendo uma parte usada para tentar equilibrar o meio e outra parte usada para recuperação do tecido lesionado. Lembrando que há uma redução na ingestão de alimentos e, consequentemente, redução na quantidade de substrato digerido e absorvido.

 

A reserva energética direcionada para o crescimento da massa muscular também deve ser considerada. Através de estudos demonstrou-se que o sistema de barreira de mucosas de frango de corte é importante e eficiente no processo de absorção de nutrientes como aminoácidos e carboidratos. Portanto, danos no revestimento no tecido do epitélio intestinal são promissores em déficit de absorção de nutrientes e diarreia. O favorecimento de trânsito rápido e a ocorrência da diarreia são respostas aos estímulos locais, frente aos microrganismos patogênicos, toxinas e substâncias que não possuem um alto teor nutricional presentes. O comprometimento dos valores nutricionais é causado por falhas no conforto térmico e no manejo, prejudicando a melhor expressão genética e de um bom desempenho zootécnico na produção dos frangos de corte.

 

Quando pensamos em saúde animal, pensamos na qualidade de vida, no que tange a prevenção e promoção de saúde aos animais. A criação e manejo também contemplam a saúde animal, sejam eles domésticos ou selvagens. Logo, a saúde intestinal diz da busca de um equilíbrio entre o conteúdo luminal e a mucosa intestinal, visando observar se as características estruturais e funcionais estão dentro da expectativa do ciclo vital, atendendo a linhagem, espécie e gênero.

 

Neste cenário, a intensificação da indústria avícola proporcionou um aumento dos desafios sanitários relacionados à qualidade intestinal causados por patógenos como o Clostridium perfringens (agente causador da Enterite Necrótica) presente em todas as criações e comumente relacionado a quadros de mortalidade e baixo desempenho.

 

Sabendo o quão importante é manter a saúde intestinal de frangos de corte, é que a Ourofino Saúde Animal busca se consolidar no mercado, trazendo sempre as melhores soluções para a indústria avícola. O aditivo melhorador de desempenho, a base de Enramicina, ENRAGOLD atua na manutenção da microbiota intestinal saudável, possibilitando e melhorando a disponibilidade dos nutrientes da ração, garantindo um maior ganho de peso das aves e melhora da conversão alimentar. Produzido para ser adicionada à ração das aves e em todas as idades (pré-inicial, inicial, crescimento e final), com a vantagem de não ter período de retirada.

 

O produto ENRAGOLD deve ser misturado à ração na proporção de 63 a 125 gramas por tonelada de ração, o que corresponde a 05 e 10 ppm de Enramicina, respectivamente.

 

Com ENRAGOLD seu resultado vale ouro!

 

Por Lucas Augusto Monteiro Magalhães Patrício , Consultor Técnico Aves & Suínos Ourofino



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