Tecnologia e Manejo

20/04

Ourofino Saúde Animal: Inspeção da Carne Bovina

Ourofino Saúde Animal: Inspeção da Carne Bovina

 

A bovinocultura de corte é uma atividade de grande expressão no território nacional brasileiro. Diferentemente do que ocorre no mundo - onde o consumo de carne bovina ocupa o 3º lugar, abaixo da carne suína e de frango - no Brasil ela ocupa o segundo lugar. Além disso, a FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) afirma que o consumo per capita brasileiro de proteína animal é consideravelmente superior a de outros países.

 

A carne bovina possui evidente relevância no mercado interno e na alimentação dos brasileiros. É fundamental, então, que este produto chegue à mesa do consumidor em condições adequadas – de qualidade e inocuidade - e para isso é essencial a realização de determinadas análises dos bovinos antes e após o abate. Estes procedimentos de inspeção são conhecidos como inspeção ante mortem e post mortem, respectivamente.

 

No frigorífico, os animais são abatidos e a carcaça é avaliada e submetida a alguns exames para diagnóstico de qualidade do produto. Estes exames são feitos por fiscais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento ou das Secretarias Estaduais e Municipais de Agricultura. O órgão responsável depende do nível do serviço de inspeção do estabelecimento, que pode ser municipal, estadual ou federal.

 

Os profissionais competentes realizarão a inspeção post mortem das carcaças animais de acordo com as linhas de inspeção que são padronizadas da seguinte maneira: Linha A – exames dos pés; Linha B – Exame da cabeça e língua; Linha C – Exame dos dentes (facultativo); Linha D – Exame do trato gastrointestinal, baço, pâncreas, bexiga e útero; Linha E – Exame do fígado; Linha F – Exame do coração e pulmões; Linha G – Exame dos rins; Linha H – Exame interno e externo da parte caudal da carcaça; Linha I – Exame interno e externo da parte cranial da carcaça.

 

Em todas as linhas procura-se alguma alteração que poderá comprometer a qualidade da carne, como a presença de parasitas que eventualmente acarretarão doenças ao consumidor. Caso alguma condição adversa seja detectada, o produto será desviado da linha e o médico-veterinário responsável tomará as providências adequadas, por exemplo, a condenação total da carcaça, condenação parcial da carcaça e conserva.

 

Após a análise da carcaça, ela será destinada para o processamento cabível, como tratamento pelo frio ou conserva. Assim, garante-se a conservação da carne, permitindo que ela seja distribuída para o consumo de maneira apropriada. O consumidor, antes de comprar a carne, pode sempre averiguar a procedência através do código de rastreamento indicado nos produtos certificando-se de que o alimento é de qualidade e próprio para o consumo.

 

SOBRE OS AUTORES

 

Marcel Onizuka é médico-veterinário formado pela Universidade Federal do Mato Grosso do Sul e mestre em parasitologia pelo CPPAR/FCAV/Unesp Jaboticabal.

 

Rodrigo Prandini Reis é graduando do 9º semestre em medicina-veterinária na FMVZ/UNESP campus Botucatu.



Publicidade