Tecnologia e Manejo

12/06

Alertas de Mercado: Couro, Leite, Milho, Reposição, Soja e Trigo

Alertas de Mercado: Couro, Leite, Milho, Reposição, Soja e Trigo

 

Couro 

 

Com a volta dos caminhoneiros às estradas, aos poucos, o mercado de couro vai retomando o ritmo.

 

Porém, vale destacar que a paralisação dos caminhoneiros refletiu na exportação de couro, uma vez que as estradas ficaram bloqueadas.

 

Segundo o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, o Brasil embarcou 29,9 mil toneladas de couro em maio deste ano, queda de 33,6% na comparação anual e 28,2% frente ao mês anterior.

 

No mercado interno as negociações ocorrem nos mesmos patamares do período pré-greve. Com isso, no Brasil Central o couro verde segue cotado em R$1,20/kg, considerando o produto de primeira linha.

 

A expectativa é de que, com as estradas liberadas, o volume de couro embarcado retorne a patamares superiores ao observado em maio. A variação cambial é outro fator que pode colaborar com a exportação.

 

Leite 

 

As cotações de leite UHT negociado no mercado atacadista do estado de São Paulo aumentaram nestas últimas semanas. Entre os dias 4 a 8 de junho, o preço médio do leite UHT fechou a R$ 2,9578/litro, alta de 20,37% quando comparado à semana anterior.

 

O queijo muçarela, por sua vez, também se elevou, indo a R$ 18,93/kg no dia 8, aumento de 8,12% no mesmo período de comparação.

 

Esse cenário se deve à greve dos caminhoneiros, que comprometeu tanto o fornecimento de matéria-prima aos laticínios quanto o transporte de derivados aos canais de distribuição.

 

Além disso, a alta demanda pelos consumidores e a falta de estoque também contribuem para esse movimento.

 

Participe da pesquisa do leite UHT e do queijo muçarela no atacado de São Paulo e receba informações exclusivas.

 

Envie um e-mail para leicepea@usp.br  ou ligue para (19) 3429-8834.

 

Milho 

 

Os preços do milho caíram no mercado interno nos últimos dias, interrompendo o movimento de alta que era verificado desde o final de abril. Segundo pesquisadores do Cepea, a pressão veio do menor interesse de compradores e da maior oferta.

 

As negociações, no entanto, foram limitadas por especulações quanto aos novos preços de frete. Com o fim da greve dos caminhoneiros, muitos vendedores aumentaram as ofertas, devido à necessidade de escoamento do milho antes da entrada da segunda safra.

 

Aqueles que iniciaram aos poucos a colheita da segunda safra, no entanto, estão retraídos, incertos quanto à produtividade. Demandantes, por sua vez, trabalham com o cereal adquirido em semanas anteriores, mas alguns precisaram refazer seus estoques, o que, por sua vez, limitou o movimento de queda dos preços.

 

Na região de Campinas (SP), o Indicador ESALQ/BM&FBovespa recuou 5,7% de 1º a 8 de junho, indo a R$ 43,27/sc de 60 kg na sexta-feira, 8. 

 

Reposição 

 

A paralisação dos caminhoneiros chegou ao fim, a maior parte dos leilões voltou a operar e os negócios voltaram a fluir no mercado de reposição.

 

Entretanto, a greve causou imprevisibilidade quanto ao rumo que a arroba do boi gordo tomará no curto prazo. Esse fato diminuiu o ímpeto de compras de recriadores e invernistas.

 

As tentativas de negócios ocorrem, na maior parte dos casos, com ofertas de compra abaixo da referência. Nestes patamares a ponta vendedora resiste em entregar os animais e o volume de negócios concretizados é baixo, travando o mercado.

 

No balanço geral, na média de todas as categorias e estados pesquisados pela Scot Consultoria, as cotações fecharam com queda de 0,1% frente ao levantamento da última semana.

 

Para o curto prazo, tanto o futuro do mercado do boi gordo como a qualidade das pastagens devem influenciar o ritmo do mercado de reposição. 

 

Com o período de entressafra se aproximando, as cotações no mercado do boi gordo podem ganhar firmeza e dar ânimo para o recriador e invernista. 

 

Já as pastagens vão perdendo qualidade conforme o período seco se intensifica, isso tende a diminuir a retenção dos animais por parte da ponta vendedora, aumentando assim o volume de negócios.

 

Soja 

 

Os embarques de soja em grão seguem aquecidos, após o Brasil ter enviado volume recorde ao mercado externo em maio. No mês passado, o País embarcou 12,35 milhões de toneladas de soja em grão, segundo dados da Secex, volume 20,4% superior ao de abril/18 e 12,7% acima do de maio/17.

 

Mesmo com a dificuldade logística na segunda quinzena do mês, o Brasil já havia exportado quase 70% dessa quantidade nos primeiros 13 dias úteis de maio.

 

Conforme pesquisadores do Cepea, esse cenário se deve, principalmente, à valorização do dólar frente ao Real, que incentivou produtores a exportarem o grão.

 

A moeda norte-americana está em forte alta desde maio, voltando aos patamares observados em março de 2016.

 

Assim, o preço médio das vendas de soja em maio, de R$ 88,30/sc de 60 kg, foi o maior desde janeiro/16, sendo 7,7% superior ao de abril e 23,7% maior que o de maio/17, com base no valor médio do dólar em maio, de R$ 3,637. 

 

Trigo 

 

Os preços do trigo em grão e dos derivados estão em alta no mercado interno, influenciados pela retração de triticultores brasileiros e pela maior demanda doméstica.

 

Além disso, a diminuição no ritmo das importações, devido ao câmbio elevado, também impulsiona os valores internos do grão.

 

Diante das recentes altas, os atuais preços médios no Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo e Santa Catarina são os maiores da série do Cepea, iniciada em 2004, em termos nominais.

 

Quanto aos derivados, as negociações têm sido pontuais.

 

Moinhos consultados pelo Cepea relatam que as entregas continuam atrasadas e, por isso, agentes têm limitado o fechamento de novos lotes.

 

Ainda assim, a baixa oferta de trigo mantém os preços dos derivados em alta. 

 

Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br e Scot Consultoria 



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