Tecnologia e Manejo

14/11

Alertas de Mercado: Boi, Milho, Ovos, Soja e Trigo

Alertas de Mercado: Boi, Milho, Ovos, Soja e Trigo

 

Boi

 

Apesar de, usualmente, o mercado apresentar um certo marasmo às sextas-feiras, assisitimos a uma procura maior por boiadas.

 

Das 32 praças pecuárias pesquisadas pela Scot Consultoria, a cotação da arroba do boi gordo subiu em nove delas no último dia 10/11.

 

Em São Paulo, a cotação subiu para R$138,50, à vista, livre de Funrural, o que representa um aumento de R$1,50/@ ao longo da última semana.

 

A quantidade de boiadas ofertadas, sendo uma boa parcela destas terminadas em confinamento, não está grande.

 

Com isso, as escalas de abates em São Paulo, estão curtas e incompletas, atendendo, em média, três dias, o que permitiu registros de ofertas de compra acima da referência de mercado.

 

Milho

 

Os preços do milho continuam em alta na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea. Com a divulgação de novas estimativas da Conab indicando menor produção do milho verão na próxima safra e continuidade do ritmo forte das exportações, a negociação do cereal segue lenta, sustentando o movimento de alta dos valores.

 

No estado de São Paulo, por outro lado, diante das altas nas últimas semanas, compradores vêm procurando cada vez mais realizar novos negócios com vendedores do Centro-Oeste, que têm maior disponibilidade do produto neste período de entressafra paulista. Assim, a entrada de milho do Centro-Oeste pressionou as cotações em São Paulo.

 

O Indicador ESALQ/BM&FBovespa (Campinas – SP) fechou a R$ 32,68/saca de 60 kg no dia 10, recuo de 0,58% em relação ao dia 3.

 

Ovos

 

Apesar do momento do mês ser favorável para as vendas, o mercado de ovos segue com preços estáveis.

 

 

Nas granjas paulistas, a caixa com trinta dúzias está cotada, em média, em R$58,50, segundo levantamento da Scot Consultoria.

 

No atacado, o produto está sendo comercializado em R$63,00/caixa.

 

O ritmo de negócios tem melhorado, no entanto, as ofertas ainda atendem a demanda com tranquilidade

 

Soja

 

O dólar voltou a ser negociado na casa dos R$ 3,30 nos últimos dias, cenário que motivou vendedores a escoar parte da safra 2016/17, que estava em estoque, elevando a liquidez e impulsionando os preços brasileiros.

 

Assim, o Indicador CEPEA/ESALQ Paraná fechou a R$ 68,84/sc de 60 kg na sexta-feira, 10, retomando o patamar observado em fevereiro deste ano (em termos nominais), e registrando alta de 0,6% frente à média do dia 3. Quanto ao Indicador da soja ESALQ/BM&FBovespa Paranaguá, o aumento foi de 0,7% no mesmo comparativo, fechando a R$ 73,94/saca de 60 kg na sexta, mesmo patamar de fev/17.

 

No entanto, as altas nos preços brasileiros foram limitadas pela recente estimativa de maiores estoques finais, divulgadas pela Conab.

 

Até dezembro de 2018, os estoques de passagem do Brasil devem somar 728,4 mil toneladas, mais que o dobro das 322,1 mil toneladas estimadas em outubro, conforme a Companhia. Mesmo assim, o volume é muito baixo.

 

Trigo 

 

A elevada procura pelo trigo de qualidade do Rio Grande do Sul, principalmente por compradores do Paraná e de Santa Catarina, tem impulsionado os valores do cereal.

 

Conforme pesquisadores do Cepea, além da demanda aquecida, as quebras de safra no Brasil, devido às chuvas em excesso durante o desenvolvimento e a maturação das lavouras, e a baixa oferta do trigo argentino (principal fornecedor do grão ao mercado brasileiro) neste momento de início de colheita também elevaram as cotações.

 

No mercado de derivados, os valores da maioria das farinhas recuaram nos últimos dias, refletindo o baixo interesse de compradores. Para o farelo, as negociações seguem lentas e os preços estão em alta. 

 

Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br  / Scot Consultoria 



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