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21/02

Alertas de Mercado: Boi, Mandioca, Milho, Soja, Tomate e Trigo

Alertas de Mercado: Boi, Mandioca, Milho, Soja, Tomate e Trigo

 

Boi

 

Apesar da pressão de baixa registrada na semana passada, a última segunda-feira (20/2) apresentou um cenário de estabilidade no mercado do boi gordo. Poucos negócios foram registrados e ainda não é possível definir nenhum viés para o mercado.

 

Algumas empresas ainda aguardavam o posicionamento mais claro de oferta e demanda para traçarem suas estratégias de compra para a semana. Em São Paulo, após a arroba recuar R$1,00 na semana passada, a referência ficou em R$145,00/@, à vista (20/2), com tentativas de compra até R$143,00, nas mesmas condições. Para o mercado atacadista de carne bovina com osso, nenhuma novidade foi registrada e o boi casado de animais castrados está cotado em R$9,41/kg.

 

Mandioca

 

Os preços da mandioca caíram na última semana devido à demanda enfraquecida. Segundo pesquisadores do Cepea, compradores, principalmente farinheiras, demonstraram menor interesse em adquirir o produto, reduzindo o valor pago pela matéria-prima e sinalizando dificuldade em repassar as recentes altas para derivados.

 

Do lado vendedor, a disponibilidade de raízes de segundo ciclo segue baixa, e a maioria dos produtores continua sem interesse em comercializar mandioca de um ciclo e meio. Nesse cenário, entre 13 e 17 de fevereiro, o valor médio a prazo da tonelada de mandioca posta fecularia ficou em R$ 526,20 (R$ 0,9151 por grama de amido na balança hidrostática de 5 kg), queda de 5,3% frente à média anterior, em termos reais (valores deflacionados pelo IGP-DI de jan/2017).

 

Milho

 

Os preços internos do milho continuam caindo na maioria das regiões acompanhadas pelo Cepea, refletindo o recuo de compradores e o avanço da colheita. Na região de Campinas (SP), o Indicador ESALQ/BM&FBovespa voltou a cair, acumulando baixa de 1,4% em sete dias e fechando a R$ 36,06/sc de 60 kg na sexta-feira, 17.

 

Segundo pesquisadores do Cepea, o avanço da colheita na região noroeste paulista e a preferência de produtores em negociar o cereal em detrimento da soja reforçam a pressão sobre o Indicador.

 

Do lado da demanda, alguns compradores com necessidade imediata relatam certa dificuldade em adquirir o milho. Além do volume colhido ainda ser baixo, o aumento de frete dos últimos dias restringiu a disponibilidade de caminhões, comprometendo a entrada de cereal de outros estados no mercado paulista.

 

Soja

 

Os preços da soja registram pequenas quedas na última semana, influenciados principalmente pela desvalorização do dólar frente ao Real e pela possibilidade de safra recorde. Conforme pesquisadores do Cepea, nem mesmo a demanda externa aquecida e a retração de produtores impediram as baixas.

 

O Indicador da soja Paranaguá ESALQ/BM&FBovespa, referente ao grão depositado no corredor de exportação e negociado na modalidade spot (pronta entrega), no porto de Paranaguá (PR), recuou 1,7% entre 10 e 17 de fevereiro, a R$ 73,57/saca de 60 kg na sexta-feira, 17. Na média ponderada dos valores no Paraná, refletida no Indicador CEPEA/ESALQ, a baixa foi de 2,1% no mesmo período, a R$ 68,38/sc de 60 kg.

 

Tomate

 

O pico da safra de verão, que segue desde janeiro, somado às altas temperaturas na última semana resultaram em maturação acelerada de tomates em muitas regiões produtoras, pressionando ainda mais os valores do fruto.

 

Nesse contexto, segundo colaboradores do Hortifruti/Cepea, produtores precisaram descartar o excedente – tantos os que já foram colhidos quanto os que ainda estão nos tomateiros, já que os preços não cobrem as despesas com colheita e frete, e não há demanda suficiente por tomates, sobretudo por aqueles de classificação 1 A ou de pior qualidade.

 

Esse cenário pode ser observado nas regiões de Itapeva (SP) e Caçador (SC), além de algumas praças de Minas Gerais, como Carmópolis de Minas. Entre 13 e 17 de fevereiro, as cotações caíram 11,6% para o tipo 2A e 7,97% para o 3A, comercializados na Ceagesp a R$ 13,33 e R$ 25,86 por caixa de 20 kg, respectivamente.

 

Trigo

 

O ritmo de negócios envolvendo trigo no mercado doméstico voltou a se desacelerar nos últimos dias, mas os preços do cereal se mostram relativamente firmes na maioria das regiões acompanhadas pelo Cepea. A desvalorização do dólar frente ao Real, que deve continuar favorecendo a importação de trigo, e dificuldades logísticas, devido à falta de caminhões – que estão voltados à entrega da safra verão, elevando os custos a compradores de trigo – desestimulam aquisições de novos lotes.

 

Além disso, agentes de moinhos consultados pelo Cepea relatam que a demanda por farinha de trigo permanece abaixo do esperado, com compras pontuais para atender às necessidades de curto prazo. Diante do menor processamento, o estoque do grão tem se mantido alto, diminuindo o interesse de compra no mercado brasileiro.

 

No Rio Grande do Sul, no entanto, a liquidez tem se mantido firme, devido à demanda de moinhos por trigo do próprio estado e leilões realizados pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). O preço médio do trigo CEPEA/ESALQ no RS fechou em R$ 515,29/t nessa segunda-feira, 20, alta de 0,55% em sete dias. 

 

Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br / Scot Consultoria 



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