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14/02

Alertas de Mercado: Boi, Mandioca, Milho, Soja, Suínos e Trigo

Alertas de Mercado: Boi, Mandioca, Milho, Soja, Suínos e Trigo

 

Boi 


Após a pressão de baixa registrada na semana passada, o mercado o boi gordo apresentou maior estabilidade nas cotações na abertura desta semana. 

 

Algumas indústrias estavam fora das compras na última segunda-feira (13/2) e aguardavam o comportamento do mercado para definição das ofertas de compra.

 

Nas regiões onde as pastagens se encontram em melhores condições, é comum ver pecuaristas retendo suas boiadas à espera de valorização da arroba e, nessas regiões, isto tem dificultado o alongamento das programações de abate. 

Porém, apesar dessa resistência por parte dos pecuaristas e da baixa oferta de boiadas, o consumo de carne não tem dado sinais de melhora e não há uma maior necessidade das empresas intensificarem suas compras.

Diante disso, como estratégia de controle de estoques, alguns frigoríficos têm optado pela redução dos abates. 

 

Mandioca

 

Depois de quase três meses de altas consecutivas, o preço médio a prazo da tonelada de mandioca posta fecularia caiu 6,3% na última semana, em relação à média anterior, a R$ 555,94 (R$ 0,9669 por grama de amido na balança hidrostática de 5 kg). De acordo com pesquisadores do Cepea, com as expressivas altas registradas nas semanas anteriores, indústrias tiveram dificuldade de repasse dos custos para setores consumidores de derivados.

 

Com isso, uma pequena melhora na oferta de matéria-prima na última semana foi suficiente para reduzir os preços pagos pela raiz. Entretanto, em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea, a disponibilidade ainda é considerada baixa, devido à menor oferta de lavouras de segundo ciclo e à ausência de interesse pela comercialização das raízes de um ciclo e meio, que têm apresentado baixa produtividade agrícola.

 

Milho

 

Os preços de milho seguem em queda na maior parte das regiões brasileiras acompanhadas pelo Cepea. A expectativa de maior oferta tanto em termos mundiais quanto domésticos continua sendo o principal fator de pressão sobre os valores do cereal. Compradores mantêm a postura retraída e seguem à espera de quedas mais expressivas das cotações.

 

As baixas mais significativas são verificadas nas regiões em que há entrada da safra verão do cereal. Já em Campinas (SP), o Indicador ESALQ/BM&FBovespa reagiu ligeiro 0,2% na última semana, fechando a sexta-feira, 10, a R$ 36,04/saca de 60 quilos.

 

Segundo pesquisadores do Cepea, a entrada de maior volume do cereal paulista é esperada entre a segunda quinzena de fevereiro até a primeira de março, o que restringe a disponibilidade imediata do produto. Além disso, o aumento do frete e a preferência pelo escoamento da soja para os portos dificultam a entrada de cereal dos demais estados na região paulista.

 

Soja 

 

As cotações da soja estão praticamente estáveis no Brasil. Vendedores, atentos à demanda externa aquecida, aos baixos estoques de grão das indústrias brasileiras e à menor produção na Argentina, estão retraídos, negociando apenas pequenos lotes. Além disso, segundo colaboradores do Cepea, uma parcela das indústrias brasileiras está recebendo a soja negociada ainda no ano passado.

 

Nesse cenário, compradores brasileiros também estão retraídos, fazendo aquisições apenas quando há necessidade e à espera de preços menores para o período de entrada de safra. Entre 3 e 10 de fevereiro, o Indicador da soja Paranaguá ESALQ/BM&FBovespa, referente ao grão depositado no corredor de exportação e negociado na modalidade spot (pronta-entrega), no porto de Paranaguá (PR), subiu 1,46%, a R$ 74,88/sc de 60 kg na sexta-feira, 10.

 

Na média ponderada dos valores no Paraná, refletida no Indicador CEPEA/ESALQ, houve avanço de ligeiro 0,5% entre 3 e 10 de fevereiro, a R$ 69,84/saca de 60 kg. 

 

Suínos 

 

As cotações do suíno vivo no mercado independente fecharam em alta nesta segunda-feira (13) nas praças do Paraná e Rio Grande do Sul

 

No Paraná o quilo do suíno vivo é negociado nesta semana R$ 0,10 mais caro. Com a valorização a referência saltou de R$ 4,50 para R$ 4,60/kg no mercado independente.

 

Em Santa Catarina, a bolsa de suínos  inicia a semana com alta de R$ 0,30. O valor de referência do quilo do suíno vivo é de R$ 4,80/kg.

 

Já no Rio Grande do Sul a pesquisa semana de preço apontou avanço de R$ 0,28, deixando a referência da bolsa em R$ 4,58 por quilo do animal vivo pago ao produtor.

 

A explicação para o cenário altista é a redução de oferta em todo o país, aliado ao estoque enxuto das agroindústrias. “Não há suíno pesado no mercado, à oferta está baixa e as grandes indústrias estão procurando suínos no mercado independente”, destaca o presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Losivanio Luiz de Lorenzi.

 

Trigo 

 

Diferente do observado em semanas anteriores, a comercialização de trigo está mais aquecida na maioria das regiões acompanhadas pelo Cepea. Muitos agentes de moinhos têm maior interesse de compra no mercado interno, visando repor estoques.

 

Parte dos compradores, no entanto, ainda está afastada das aquisições do cereal brasileiro – no oeste do Paraná, segundo colaboradores do Cepea, muitas indústrias ainda recebem trigo do Paraguai a valores mais competitivos que os praticados no estado.

 

Produtores, por sua vez, estão ativos nas negociações, no intuito de abrir espaço nos armazéns para receber a safra de verão de grãos.

 

Mesmo com a maior liquidez, os preços internos do cereal não reagiram. No Rio Grande do Sul, o preço médio do trigo CEPEA/ESALQ subiu ligeiro 0,1% nos últimos sete dias, praticamente estável, a R$ 512,45/t nessa segunda-feira, 13. 

 

Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br / Scot Consultoria 



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