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31/10

Alertas de Mercado: Boi, Mandioca, Milho, Ovos, Sebo, Soja e Trigo

Alertas de Mercado: Boi, Mandioca, Milho, Ovos, Sebo, Soja e Trigo

 

Boi 

 

O escoamento da produção dos frigoríficos, a venda de carne bovina, está lenta.

 

Quanto ao boi gordo, coexistem dois cenários:

 

1. Há regiões onde a oferta começa a ter incremento, em função das boiadas confinadas que começam a ser entregues. Se observa uma quantidade maior de lotes maiores sendo negociados, para compor as escalas de abate dos frigoríficos. Nessas regiões a pressão é de contenção da cotação.

 

2. Há também regiões onde a oferta está escassa, devido à forte seca. Esse cenário é comum principalmente na região Norte do país.

 

Isso tem causado achatamento das escalas e é possível ver indústrias com apenas um dia de programação.  

 

Consequentemente, os preços, nestes casos, se não têm força para altas, devido à demanda, também não há espaço para queda, e isso mantém as cotações firmes.

 

Sazonalmente o consumo ganha força no último bimestre do ano, devido ao décimo terceiro salário. Também vale destacar os feriados prolongados, que podem aumentar a demanda pela carne. É esperar para ver.

 

Mandioca

 

A oferta de mandioca segue baixa em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea, reflexo da falta de lavouras de segundo ciclo e do adiamento da colheita de raízes mais novas – boa parte dos mandiocultores continua focada no plantio, enquanto outros seguem com os tratos culturais. Além disso, as chuvas dos últimos dias dificultaram o avanço dos trabalhos no campo.

 

Esse cenário, somado à demanda firme, principalmente por parte das empresas com estoques mais baixos e/ou com compromissos de entrega a cumprir, tem sustentado as cotações da matéria prima, cuja média já supera os R$ 635,00/t.

 

Entre 23 e 27 de outubro, o preço médio nominal a prazo para a tonelada de mandioca posta fecularia foi de R$ 635,02 (R$ 1,1044 por grama de amido), alta de 1,3% frente à média do período anterior e a oitava alta consecutiva.

 

Milho 

 

As cotações do milho continuam subindo no mercado interno, devido à retração de vendedores, que acreditam em novas valorizações nas próximas semanas. Esse comportamento, por sua vez, está atrelado a incertezas quanto ao desenvolvimento da nova safra de verão de milho e de soja, e ao bom ritmo das exportações.

 

Nesse contexto, segundo colaboradores do Cepea, vendedores vêm postergando as negociações de grandes lotes, limitando os volumes ofertados. Compradores, por outro lado, estão mais ativos no mercado, visto que estão com estoques reduzidos.

 

Assim, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (Campinas/SP) subiu 5,7% no acumulado do mês, a R$ 31,76/saca de 60 quilos na sexta-feira, 27.

 

Ovos 

 

O mercado de ovos teve queda na última semana. 

 

Nas granjas paulistas, o preço da caixa com trinta dúzias caiu 10,5% nos últimos sete dias, estando cotada, em média, em R$59,50.

 

No atacado o produto passou de R$71,00/caixa para os atuais R$64,00/caixa, uma redução de 9,9% no mesmo período.

 

O mercado está com sobras em toda a cadeia. Em função disso, promoções estão ocorrendo com o intuito de reduzir os estoques.

 

Para os próximos dias o mercado deverá seguir fraco.

 

Sebo 

 

A demanda por sebo bovino é boa, mas a oferta tem sido suficiente e mantém os preços estáveis.

 

Tanto no Brasil Central como no Rio Grande do Sul a gordura animal está cotada, em média, em R$2,20/kg, livre de imposto, segundo levantamento da Scot Consultoria.

 

Desde meados de maio o preço do produto vem subindo no Brasil Central.

 

Entretanto, vale ressaltar que apesar da boa demanda e do mercado firme, a cotação caiu 13,7% frente ao mesmo período de 2016.

 

Soja 

 

A forte alta do dólar nos últimos dias encorajou produtores brasileiros de soja a negociar novos lotes, já que a moeda norte-americana mais forte reduz os custos de importação do produto brasileiro (em dólar) e aumenta o preço recebido pelo vendedor (em Reais), elevando a liquidez. A moeda norte-americana subiu 1,8% entre 20 e 27 de outubro, a R$ 3,2450 na sexta-feira, 27.

 

Segundo colaboradores do Cepea, o aumento das negociações foi observado com maior intensidade para a safra 2017/18, com entrega a partir de março do próximo ano.

 

Quanto aos preços, o Indicador da soja ESALQ/BM&FBovespa Paranaguá registrou alta de 1,4% entre 20 e 27 de outubro, a R$ 72,86/saca de 60 kg na sexta-feira, 27. A média do Indicador CEPEA/ESALQ Paraná, por sua vez, subiu 1,8% no período, para R$ 67,82/sc no dia 27. 

 

Trigo 

 

Mesmo com a colheita em reta final no Paraná e avançando no Rio Grande do Sul, os preços do trigo continuam em altos patamares. Segundo pesquisadores do Cepea, esse cenário se deve à alta do dólar entre 20 e 27 de outubro, de 1,8% – na última quinta-feira, 26, a moeda atingiu o maior valor nominal desde julho/17, de R$ 3,276.

 

Com isso, a paridade de importação se elevou e compradores voltaram suas atenções ao produto nacional. Além disso, a baixa oferta e a qualidade inferior do trigo também têm contribuído para as altas.

 

Quanto às negociações, ocorrem pontualmente, uma vez que moinhos têm bons estoques. Apesar disso, o mercado apresentou melhor liquidez frente às semanas anteriores, visto que os lotes ofertados contêm os primeiros volumes colhidos e apresentam qualidade superior. 

 

Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br e Scot Consultoria 



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