Tecnologia e Manejo

24/10

Alertas de Mercado: Boi, Leite, Milho, Soja e Trigo

Alertas de Mercado: Boi, Leite, Milho, Soja e Trigo

 

Boi

 

Nos últimos dias, a oferta mais equilibrada à demanda permitiu que o mercado de reposição permanecesse firme.

 

Alguns negócios fracionados e mais pontuais estão acontecendo, mas nada que tenha força suficiente para balizar as cotações da maioria das categorias, que no balanço mensal tiveram valorização de 0,2%.

 

Porém, o que chama atenção no estado é a quase inexistente oferta de animais entre 24 e 30 meses. Frente a isso, a pequena ponta vendendora, que ainda possui oferta dessa categoria, testa preços mais altos.

 

Apesar do marasmo observado nas últimas semanas, analisando desde o início do segundo semestre é possível notar que a relação de troca ficou mais vantajosa para o pecuarista.

 

De julho até meados de outubro, a arroba do boi gordo subiu 15,4% e os preços das categorias de reposição, que, por fundamentos de mercado, acompanham o movimento do boi gordo, tiveram alta de 7,4%, em média.

 

Frente a esse cenário, quando comparado com o início do segundo semestre, o momento é favorável para recriadores e invernistas. Em média, o poder de compra melhorou 7,5% para todas categorias de reposição.

 

Mas, para o curto prazo, é importante ponderar os negócios e aguardar uma melhor definição para o mercado do boi gordo.

 

Leite

 

Depois de recuarem por 19 semanas, as cotações do leite UHT e da muçarela registraram altas no mercado atacadista do estado de São Paulo. Conforme colaboradores do Cepea, a indústria elevou os preços pedidos pelos derivados, em uma tentativa de alavancar a recuperação de suas margens.

 

Entre 16 e 20 de outubro, o valor médio do leite UHT foi de R$ 2,03/litro, alta de 2,2% frente à média da semana anterior. No caso da muçarela, o aumento foi menor: de 0,1% na mesma comparação, com média de R$ 14,09/kg no período. Ainda de acordo com colaboradores consultados pelo Cepea, as cotações desses produtos têm oscilado mais: enquanto o preço máximo subiu, o mínimo recuou 13.7%.

 

Milho

 

As chuvas dos últimos dias em parte das regiões produtoras acompanhadas pelo Cepea trouxeram melhores perspectivas de desenvolvimento às lavouras de milho verão, cenário que reduziu o movimento de alta dos preços.

 

Vendedores demonstraram mais interesse em negociar, voltando a ofertar maiores volumes no mercado, ainda que pontualmente. Compradores, por sua vez, se beneficiaram do leve aumento da disponibilidade do cereal.

 

Nesse cenário, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (Campinas/SP) registrou aumento de 1,5% entre 13 e 20 de outubro, indo a R$ 31,73/saca de 60 quilos no dia 20.

 

Soja 

 

Grande parte das processadoras brasileiras de soja contava com a safra nacional recorde para adquirir maiores volumes da oleaginosa a preços mais baixos.

 

Entretanto, a firme demanda externa e chuvas irregulares no Brasil, que atrapalharam o semeio da safra 2017/18, retraíram produtores, que têm ofertado lotes a preços bem acima do que compradores estão dispostos a pagar.

 

Nesse cenário, conforme colaboradores do Cepea, esmagadoras têm enfrentado dificuldades para adquirir o grão, o que, somado ao aumento da demanda interna por farelo e óleo de soja, impulsionou os valores da matéria-prima e dos derivados nos últimos dias.

 

As altas dos preços domésticos, no entanto, foram limitadas pela pequena variação da taxa cambial (Real por dólar) e pelas condições climáticas favoráveis ao avanço da colheita norte-americana, o que pressionou as cotações futuras nos Estados Unidos.

 

Trigo 

 

Chuvas têm afetado a qualidade e a produtividade das lavouras de trigo no Sul do País.

 

Especificamente no Rio Grande do Sul, precipitações em excesso no atual momento impedem o desenvolvimento e a maturação adequada das lavouras, bem como o avanço da colheita. Segundo colaboradores do Cepea, essas mesmas lavouras tiveram atraso no cultivo por conta do excesso de chuvas no primeiro semestre e, em seguida, com a interrupção das precipitações, registraram problemas com a baixa umidade no solo.

 

Apesar de a colheita ainda estar no início, colaboradores do Cepea têm reportado qualidade inferior à esperada para o cereal gaúcho. Além disso, há registros de doenças na região, elevando o custo e reduzindo a produtividade.

 

Quanto aos preços do trigo em grão, estão em patamares mais elevados, refletindo a demanda um pouco mais aquecida e a necessidade de fixação nas cooperativas, devido às quebras de safra e, consequentemente, à oferta restrita. 

 

Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br e Scot Consultoria 



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