Tecnologia e Manejo

11/09

Alertas de Mercado: Boi, Citros, Leite, Soja, Suínos e Trigo

Alertas de Mercado: Boi, Citros, Leite, Soja, Suínos e Trigo

 

Boi 

 

Os preços subiram na última segunda-feira (10/9). Das trinta e duas praças pesquisadas pela Scot Consultoria, houve valorização em dezessete delas, considerando as cotações do boi gordo a prazo, livre de Funrural.

 

O consumo mais aquecido no início do mês e a oferta restrita de boiadas faz com que os frigoríficos tenham que sair às compras com mais afinco a fim de atender a demanda.

 

Em São Paulo, por exemplo, a arroba do boi gordo subiu 0,3% frente ao fechamento da semana anterior, considerando as cotações a prazo.

 

Vale destacar que no estado, desde o início do segundo semestre, enquanto a valorização da arroba do boi gordo foi de 6,1%, o preço do boi casado de animais castrados subiu 8,6%, ou seja, as indústrias vêm conseguindo repassar as altas.

 

Outro estado que merece destaque é o Pará. No estado, houve alta nas três praças pesquisadas no fechamento de hoje e há negócios ocorrendo acima da referência. Nos últimos trinta dias, na média do estado, o preço da arroba do boi gordo subiu 4,4%.

 

Citros 

 

Os valores da lima ácida tahiti dispararam na semana passada, de acordo com dados do Cepea. Segundo colaboradores, além do baixo ritmo de colheita, devido ao maior tempo de permanência da fruta (ainda verde) nas árvores, a demanda interna esteve aquecida, principalmente em decorrência do período de início de mês.

 

Assim, a média da variedade de segunda a quinta-feira foi de R$ 59,14/cx de 27 kg, colhida, alta de 57,4% em relação à do período anterior.

 

Para as próximas semanas, produtores acreditam que a oferta de tahiti se mantenha baixa e que os preços continuem firmes.

 

Por outro lado, as cotações mais elevadas limitaram os embarques da fruta ao mercado internacional, devido à competição com o México neste período.

 

Leite 

 

As cotações dos produtos lácteos continuam em queda no mercado doméstico, refletindo o baixo consumo e a menor demanda por parte de atacadistas, que afirmam ter estoques confortáveis, segundo colaboradores do Cepea.

 

Entre 3 e 6 de setembro, o preço do leite UHT recuou 2,35% frente ao da semana anterior, fechando com média de R$ 2,63/litro.

 

Quanto ao queijo muçarela, os valores caíram 1,03% na mesma comparação, fechando a semana de 3 a 6 com preço médio de R$ 18,48/kg.

 

Participe da pesquisa do Cepea sobre leite UHT e queijo muçarela no atacado de São Paulo e receba informações exclusivas.

 

Envie um e-mail para leicepea@usp.br  ou ligue (19) 3429-8834.

 

Milho 

 

As cotações do milho continuam registrando comportamentos diferentes dentre as praças acompanhadas pelo Cepea.

 

No interior paulista, a retração de compradores, que se mostram abastecidos, pressiona as cotações. Já nas regiões do Centro-Oeste e Sul do País, os valores estão em alta, influenciados pela posição recuada de vendedores.

 

De modo geral, os negócios foram limitados na semana passada devido aos feriados nos Estados Unidos (na segunda-feira, 3, Dia do Trabalho) e no Brasil (nesta sexta-feira, 7, Independência).

 

Quanto às exportações de milho, ganharam ritmo em agosto, mas ainda seguem inferiores às de 2017 – o que sinaliza que as vendas totais desta temporada não devem ser tão intensas quanto era esperado inicialmente.

 

Em agosto, o Brasil exportou 2,89 milhões de toneladas de milho, volume 148% superior ao de julho, mas 45% menor que o de agosto/17, segundo a Secex.

 

Soja 

 

As negociações envolvendo soja em grão e derivados estão lentas no mercado doméstico, de acordo com pesquisadores do Cepea.

 

Atentos ao menor excedente interno, sojicultores estão retraídos para a venda do grão remanescente da safra 2017/18 e ainda mais cautelosos na comercialização da temporada 2018/19.

 

Essa retração vendedora foi intensificada na quarta-feira, 5, após a divulgação da nova tabela de frete mínimo pela ANTT (Agência Nacional de Transporte Terrestre) – houve reajuste médio de 5%, depois da alta de 13% no preço do óleo diesel anunciada na semana anterior.

 

Por outro lado, os negócios para exportação estão em ritmo mais intenso.

 

Tradings adquirem, ainda que pontualmente, volumes para completar cargas nos portos brasileiros.

 

Esse cenário, somado ao câmbio elevado, sustentou os valores domésticos. 

 

Suínos 

 

Nem mesmo o cenário favorável de início de mês, somado ao feriado da semana passada (7/9), fez o mercado de suínos registrar altas.

 

Nas granjas paulistas, o animal terminado permanece cotado em R$69,00/@. No atacado, a carcaça segue negociada, em média, em R$5,40/kg.

 

Os compradores continuam fazendo os pedidos de forma cautelosa, a fim de não acumularem estoques.

 

Apesar da estabilidade no período, em trinta dias, o cevado na granja e o produto no atacado acumulam alta de 11,3% e 8,0%, respectivamente.

 

Para o curto prazo, com o pagamento dos salários e maior demanda, a expectativa é de preços firmes, porém, sem muito espaço para altas nos preços.

 

Trigo 

 

Mesmo com o dólar mais elevado, as importações de trigo seguem firmes, principalmente do produto argentino.

 

O maior interesse de moinhos brasileiros pelo trigo estrangeiro se deve à menor área cultivada em 2017– devido à baixa rentabilidade com a cultura – e ao clima desfavorável naquele ano, que resultaram em expressiva redução da colheita de trigo no Brasil.

 

Em agosto, as importações do cereal somaram 632,09 mil toneladas, volume 16,6% inferior ao de julho, quando, vale ressaltar, o País importou a maior quantidade de trigo desde setembro/16, segundo dados da Secex.

 

Já no mercado interno, a comercialização segue lenta. Segundo colaboradores do Cepea, compradores e vendedores preferem aguardar a entrada mais efetiva do produto da nova temporada no Brasil para negociar. 

 

Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br  e Scot Consultoria 



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