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07/11

Alertas de Mercado: Boi, Citros, Leite, Mandioca, Milho, Soja e Trigo

Alertas de Mercado: Boi, Citros, Leite, Mandioca, Milho, Soja e Trigo

 

Boi

 

No mercado do boi gordo, entre os compradores ativos, que estão negociando, dois são os cenários:

 

De um lado, em estados como Mato Grosso do Sul, Rondônia e Acre, a oferta reduzida e as escalas de abates apertadas permitem cotações firmes.

 

E, no Sudoeste do Mato Grosso e no Sul da Bahia, onde a oferta está melhor, as ofertas de compra abaixo da referência são comuns. Nos últimos sete dias, a cotação da arroba do boi gordo caiu 1,6% em Mato Grosso e 3,6% no Sul da Bahia.

 

Em São Paulo, na última segunda-feira (6/11) a oferta de compra esteve em R$137,00/@, à vista, livre de Funrural e a escala de abate varia entre três e quatro dias.

 

Citros

 

As vendas de lima ácida tahiti estão enfraquecidas no mercado doméstico, conforme colaboradores do Cepea, cenário que pressionou as cotações da variedade em São Paulo nos últimos dias. Entre 30 de outubro e 3 de novembro, a tahiti teve média de R$ 60,05/cx de 27 kg, colhida, queda de 13,8% frente à semana anterior.

 

Quanto à laranja de mesa, as negociações também estiveram mais lentas nos últimos dias, devido ao período de fim de mês e ao feriado de Finados, no dia 2. No entanto, com a interrupção da colheita no período chuvoso, a oferta diminuiu, elevando os preços. Entre 30 de outubro e 3 de novembro, a pera registrou média de R$ 20,38/cx de 40,8 kg, na árvore, alta de 1,4% em relação à semana anterior. 

 

Leite

 

Na tentativa de recuperar suas margens, a indústria elevou novamente o preço do leite UHT negociado no mercado atacadista do estado de São Paulo. Entre 30 de outubro e 3 de novembro, as cotações do derivado registraram alta de 1,15% frente à semana anterior, com média de R$ 2,11/litro – essa foi a quarta valorização consecutiva do produto. Já os preços do queijo muçarela recuaram (após três semanas em alta), devido à menor demanda. Entre 30 de outubro e 3 de novembro, o valor do derivado caiu 0,9% frente ao período anterior, com média de R$ 14,12/kg. 

 

Mandioca

 

As chuvas e o feriado de Finados (2) prejudicam o avanço da colheita nos últimos dias, o que reduziu em 27,6% o volume de mandioca processada pela indústria de fécula entre 30 de outubro e 3 de novembro, totalizando 18,5 mil toneladas.

 

Assim, a ociosidade industrial média da semana ficou em 73,6% da capacidade instalada, o que tem preocupado agentes de fecularias, que relatam aumentos consideráveis nos custos fixos. Nesse cenário, parte das fecularias seguiu com demanda firme no período, inclusive se abastecendo em regiões mais distantes, mantendo os preços em alta.

 

De 30 de outubro a 3 de novembro, a média a prazo para a tonelada posta fecularia subiu pela nona semana consecutiva, fechando a R$ 668,34 (R$ 1,1623 por grama na tabela de renda 20), 5,2% acima da média anterior e 36% superior ao igual período de 2016 em valores atualizados (deflacionamento pelo IGP-DI de setembro/2017).

 

Milho

 

O forte ritmo das exportações, aliado à perspectiva de redução da área de milho verão, tem mantido vendedores retraídos, na expetativa de preços maiores nas próximas semanas.

 

Por outro lado, compradores se mostram mais flexíveis nas negociações, com o objetivo de repor estoques. Neste cenário, o mercado brasileiro de milho continua em alta. O Indicador ESALQ/BM&FBovespa (Campinas-SP) subiu 3,5% em sete dias, indo a R$ 32,87/saca de 60 quilos na sexta-feira, 3 – mesmo patamar nominal registrado em março/17.

 

Em outubro, o Indicador apresentou a maior média do segundo semestre deste ano, de R$ 30,38/sc, 4,1% superior à média de setembro, mas 28% inferior à de mesmo período de 2016.

 

Soja 

 

Em outubro, os valores da soja em grão e do farelo alcançaram os maiores patamares dos últimos três meses; para o óleo, o preço foi o maior dos últimos nove meses. Segundo pesquisadores do Cepea, as valorizações do complexo da soja estão atreladas à firme demanda externa e à retração de produtores da comercialização de grandes lotes, visto que as ofertas para entrega em 2018 têm preços mais elevados.

 

Além disso, as cotações foram impulsionadas pela valorização do dólar, que teve média de R$ 3,1950 em outubro, a maior desde julho deste ano, em termos nominais. Neste cenário, a média do Indicador da soja ESALQ/BM&FBovespa Paranaguá registrou alta de 1,5% entre setembro e outubro, a R$ 71,47/saca de 60 kg no mês passado, a maior desde julho, em termos reais (IGP-DI set/17).

 

O Indicador CEPEA/ESALQ Paraná avançou 2,3% na mesma comparação, com média de R$ 66,48/sc no mês passado, também a maior dos últimos três meses. Quanto ao farelo, na média das regiões acompanhadas pelo Cepea, os preços subiram fortes 5,2% entre setembro e outubro. Em 21 das 35 regiões acompanhadas pelo Cepea, a média de outubro foi a maior dos últimos três meses, em termos nominais.

 

Quanto ao óleo de soja, os preços são os maiores desde janeiro, em termos reais, com média de R$ 2,753,19/tonelada (posto na cidade de São Paulo com 12% de ICMS) em outubro

 

Trigo 

 

Os preços do trigo em grão registraram comportamentos distintos no acumulado de outubro (de 29 de setembro a 31 de outubro) nas regiões acompanhadas pelo Cepea, movimento que permanece neste início de novembro.

 

Segundo colaboradores do Cepea, o recuo de algumas cotações esteve atrelado à boa disponibilidade do cereal da safra 2017/18 e ao baixo interesse de compra no mês passado, uma vez que moinhos estiveram cautelosos em realizar novas negociações diante das baixas qualidade e produtividade do trigo nesta temporada.

 

As altas, por sua vez, se justificam pela presença de lotes da safra passada, que têm custo maior. No mercado de derivados, os preços da maioria das farinhas recuaram no mês passado, enquanto que as cotações do farelo seguiram firmes, cenário que persistiu na primeira semana de novembro.

 

No acumulado de outubro, os valores da farinha para panificação caíram 3,68%; já o farelo a granel e o ensacado registraram altas de 6,32% e de 6%, respectivamente, no mesmo período. 

 

Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br / Scot Consultoria 



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