Tecnologia e Manejo

10/08

Alertas de Mercado: Arroz, Boi, Café, Feijão, Suínos

Alertas de Mercado: Arroz, Boi, Café, Feijão, Suínos

 

Arroz

 

O ritmo de comercialização esteve bom no mercado de arroz em casca do Rio Grande do Sul na primeira semana de agosto, apesar da “queda de braço” entre compradores e vendedores quanto aos valores da saca. Segundo colaboradores do Cepea, indústrias deram preferência ao produto depositado em seus armazéns, e ofertaram valores ligeiramente menores que os da semana anterior.

 

Do lado vendedor, parte dos orizicultores permaneceu retraída, na expectativa de alta dos preços. Outros, no entanto, disponibilizaram alguns lotes, devido à necessidade de caixa para pagamento dos compromissos de safra. Nesse cenário, o Indicador ESALQ/SENAR-RS, 58% grãos inteiros, recuou 0,63% de 1º a 8 de agosto, fechando a R$ 39,94/saca de 50 kg nessa terça-feira, 8.

 

Boi

 

Os preços do boi gordo subiram nos últimos dias na maioria das regiões acompanhadas pelo Cepea. Com a menor oferta de animais, frigoríficos têm tido dificuldades na compra de novos lotes, elevando os valores ofertados aos pecuaristas. De acordo com operadores consultados pelo Cepea, as altas só não foram mais significativas por conta das escalas alongadas de algumas unidades de abate.

 

Entre 2 e 9 de agosto, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa do boi gordo registrou alta de 0,39%, fechando a R$ 127,51 nessa quarta-feira, 9. No mercado atacadista da carne com osso, os preços também reagiram na última semana, refletindo a maior demanda, típica em início de mês. Entre 2 e 9 de agosto, a carcaça casada do boi se valorizou 2,62%, para R$ 9,01/kg nessa quarta.

 

Café

 

Expectativas de menor oferta no Brasil têm impulsionado as cotações do café arábica nos mercados interno e externo. O Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, posto na capital paulista, fechou a R$ 478,66/saca de 60 kg nessa terça-feira, 8, forte alta de 4% nos últimos sete dias. 

 

Nesse cenário, algumas negociações foram observadas no mercado spot. Quanto ao robusta, produtores estão retraídos, concentrados nas floradas e à espera de valorizações mais expressivas da variedade. Porém, alguns negócios já foram fechados, principalmente devido à necessidade de caixa de alguns produtores. O Indicador CEPEA/ESALQ do robusta tipo 6, peneira 13 acima, a retirar no Espírito Santo fechou a R$ 415,89/saca de 60 kg nessa terça, 8, aumento de 0,2% frente à terça anterior, 1º.

 

Feijão

 

No final da tarde de ontem, os produtores perceberam um leve aumento no número de consultas por parte dos compradores.

 

No Distrito Federal o produto foi vendido, bem no final da tarde, por até R$110. Os produtores goianos receberam ofertas ao redos de R$ 105, primeiro com prazo de 30 dias e, no final, à vista.

 

Em Minas Gerais, houve negócios registrados entre R$ 100/102. Por volta das 18 horas havia um grande número de empacotadores procurando bom produtor por R$ 100, mas o produtores preferiram aguardar para ouvir melhores ofertas.

 

Na Bahia, as colheitas que vêm ocorrendo apresentam boa aparência. É interessante ter em conta que, em geral, o Feijão "batido na mão" apresenta um percentual de terra que chega a passar de 5%. Em outras situações, ainda há umidade excessiva e isto acaba justificando preços algumas vezes abaixo de R$ 100.

 

Suínos

 

O movimento de alta dos preços do suíno vivo e da carne perdeu força na maioria das regiões acompanhadas pelo Cepea, refletindo o ajuste da oferta à demanda. Na região de SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), as cotações do animal vivo subiram 1% entre 2 e 9 de agosto, com o quilo negociado na média de R$ 4,23 nessa quarta-feira, 9.

 

Frigoríficos consultados pelo Cepea continuam reportando dificuldades no repasse das altas do vivo para a carne, cenário agravado pelas desvalorizações das concorrentes bovina e de frango. Mesmo assim, os preços das carcaças também apresentaram alta na última semana. No atacado da Grande São Paulo, o preço da carcaça especial subiu 1,7% entre 2 e 9 de agosto, para R$ 6,49/kg nessa quarta-feira, 9. A carcaça comum se valorizou 2,5% no mesmo período, para R$ 6,12/kg.

 

Ibrafe / Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br



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