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02/03

Alertas de Mercado: Algod√£o, Mandioca, Milho, Soja, Trigo e Uva

Alertas de Mercado: Algod√£o, Mandioca, Milho, Soja, Trigo e Uva

 

Algodão

 

As cotações da pluma registram pequenas quedas no mercado brasileiro, devido à maior oferta. Conforme pesquisadores do Cepea, apesar da alta nos preços externos, influenciada pela boa demanda e pela ligeira redução dos estoques de passagem em termos mundiais, as vendas do algodão no mercado brasileiro estão mais atrativas que as internacionais.

 

Nesse cenário, vendedores, inclusive tradings, passaram a mostrar maior interesse nas negociações domésticas em detrimento de novos contratos de exportação para o curto prazo. Com isso, aceitaram negociar a preços menores. Na última semana, o Indicador CEPEA/ESALQ com pagamento em 8 dias, referente à pluma 41-4 posta em São Paulo cedeu 0,5%, fechando a R$ 2,7118/lp nessa quarta-feira, 1º.

 

Mandioca 

 

As cotações de mandioca subiram na última semana em algumas das regiões acompanhadas pelo Cepea, impulsionadas pela oferta restrita. A menor disponibilidade esteve atrelada à baixa produtividade das lavouras e à podridão radicular, que afetou as raízes em algumas praças.

 

Do lado da demanda, segundo pesquisadores do Cepea, a procura pelas farinheiras e fecularias esteve reduzida, devido à baixa liquidez nos mercados derivados, especialmente nos últimos dias.

 

Entre 20 e 24 de fevereiro, o valor médio a prazo para a tonelada da mandioca posta fecularia ficou em R$ 526,61 (R$ 0,9158 por grama de amido na balança hidrostática de 5 kg), ligeiro 0,07% acima da média anterior. A média de fevereiro subiu 2,8% frente à de janeiro em termos nominais.

 

Milho

 

Além de favorecer o avanço da colheita da safra de verão, o clima mais seco nos últimos dias permitiu a intensificação da semeadura do milho segunda safra nos principais estados produtores, mantendo a expectativa de oferta elevada no segundo semestre, de acordo com informações do Cepea. No spot, a liquidez segue baixa, com compradores aguardando a entrada mais intensa da safra de verão e preços menores.

 

No mercado paulista, conforme pesquisadores do Cepea, ainda há dificuldade na aquisição de milho, devido à baixa disponibilidade do produto e à dificuldade logística, já que houve aumento do frete e menor oferta de caminhão.

 

O Indicador ESALQ/BM&FBovespa (referência Campinas – SP) subiu ligeiro 0,1% entre 17 e 24 de fevereiro, fechando a R$ 36,10/saca de 60 kg na sexta-feira, 24. Apesar da relativa estabilidade, os preços oscilaram ao longo da semana, de acordo com o comportamento de compradores.

 

Soja 

 

O Indicador da soja CEPEA/ESALQ – Paraná registrou média de R$ 68,78/sc de 60 kg em fevereiro, a menor desde fevereiro/12, em termos reais (deflacionamento pelo IGP-DI de dez/16). No mês, acumulou baixa de 4,42%, sendo 3,13% negativos entre 17 e 24 de fevereiro, fechando a R$ 66,24/sc de 60 kg na sexta-feira, 24. Segundo pesquisadores do Cepea, a pressão continuou atrelada à expectativa de safra brasileira recorde, beneficiada pelo clima favorável à colheita da oleaginosa em praticamente todas as regiões produtoras.

 

Além disso, as estimativas de que a soja pode ganhar parte da área semeada com milho nos Estados Unidos na safra 2017/18 e a desvalorização do dólar frente a uma cesta de moedas reforçam a pressão sobre os valores, tanto internos quanto externos.

 

O Indicador da soja Paranaguá ESALQ/BM&FBovespa, referente ao grão depositado no corredor de exportação e negociado na modalidade spot (pronta entrega), no porto de Paranaguá (PR), recuou fortes 2,27% entre 17 e 24 de fevereiro, a R$ 71,90/saca de 60 kg na sexta-feira, 24.

 

Trigo 

 

A demanda por farinha de trigo aumentou no encerramento de fevereiro, mas as cotações da matéria-prima não reagiram. Conforme colaboradores do Cepea, alguns agentes de indústrias alimentícias e de setores de varejo adiantaram as compras do derivado, devido ao recesso de carnaval e à consequente dificuldade de encontrar caminhões disponíveis para entrega nesse período.

 

Além disso, o consumo de produtos finais também teria se aquecido, fazendo com que a indústria aumentasse as compras de farinha. Já quanto ao trigo em grão, a comercialização está bastante lenta. Segundo pesquisadores do Cepea, moinhos brasileiros continuam abastecidos, com algumas unidades apenas recebendo o cereal já comprado e/ou importado.

 

Assim, as negociações têm ocorrido de forma pontual e regionalizada e os preços seguem praticamente estáveis.

 

Uva 

 

Os preços de algumas variedades de uva paulista subiram na última semana, devido ao menor volume colhido nas principais regiões de São Paulo. Segundo produtores de São Miguel Arcanjo (SP) consultados pelo Hortifruti/Cepea, a colheita da niagara (rústica) já está terminando na região, e o clima quente tem prejudicado a produção do município (e também a de Pilar do Sul, SP), com amadurecimento inadequado e alguns lotes murchando ainda no cacho.

 

Entre 20 e 24 de fevereiro, os preços da niagara rústica tiveram média de R$ 2,80/kg, 16% superior à da semana anterior. A uva rubi também tem apresentado problemas na qualidade, já que o clima atrapalha o processo de coloração, prejudicando as vendas da variedade – que acaba perdendo espaço para a benitaka, de cor intensa e venda superior.

 

Entre 20 e 24 de fevereiro, a média do preço da rubi em Pilar do Sul foi de R$ 3,40/kg, 10,5% inferior à da benitaka. 

 

Fonte: Cepea/Hortifruti – www.hfbrasil.org.br 



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