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12/07

Alertas de Mercado: Algodão, Arroz, Boi, Café, Leite e Suínos

Alertas de Mercado: Algodão, Arroz, Boi, Café, Leite e Suínos

 

Algodão 

 

A cotação da pluma tem registrado queda no mercado brasileiro, de acordo com dados do Cepea. No acumulado de julho (de 29 de junho a 10 de julho), o Indicador do algodão em pluma CEPEA/ESALQ, com pagamento em 8 dias, caiu 5,25%, fechando a R$ 3,4141/lp nessa terça-feira, 10.

 

Pesquisadores do Cepea afirmam que o recuo está atrelado ao avanço da colheita de algodão, que elevou a disponibilidade do produto no spot nacional.

 

Dados divulgados pela Conab nesta terça-feira, 10, indicam que a produção nacional 2017/18 poderá atingir 1,96 milhão de toneladas, alta de 28,5% frente à safra anterior. A produtividade média pode ser de 1.671 kg/ha (+2,6%) e a área semeada, de 1,176 milhão de hectare (+25,2%).

 

Arroz 

 

As cotações do arroz em casca seguem em alta no Rio Grande do Sul, de acordo com dados do Cepea. Nessa terça-feira, 10, o Indicador ESALQ/SENAR-RS, 58% de grãos inteiros, fechou a R$ 41,56/saca de 50 kg, o maior patamar nominal desde 17 de março de 2017 (R$ 41,67/sc), com elevação de 2,14% na parcial de julho (de 29 de junho a 10 de julho).

 

A posição compradora de indústrias, especialmente locais, e de tradings para exportação esteve mais evidente que a dos orizicultores, cenário que elevou as cotações.

 

Para efetivarem novas aquisições, boa parte dos compradores precisou aumentar suas ofertas.  Indústrias, por sua vez, buscaram tanto os lotes de arroz depositado como os de arroz “livre” (armazenados nas propriedades rurais).

 

De acordo com colaboradores do Cepea, as negociações para os mercados atacadista e varejista dos grandes centros brasileiros e os embarques para exportação se mantêm em bom ritmo.

 

Do lado vendedor, alguns orizicultores vendem apenas diante da necessidade de “fazer caixa”, enquanto outros estão capitalizados com as negociações de soja e/ou gado e até mesmo buscam o custeio da safra 2018/19.

 

Boi 

 

Neste começo de julho, segundo informações do Cepea, enquanto os preços da arroba do boi estão firmes, os da carne estão em queda. No acumulado parcial do mês (de 29 de junho a 11 de julho), a carcaça casada bovina (negociada no atacado da Grande São Paulo) registra desvalorização de 0,94%, negociada a R$ 9,50/kg nessa quarta-feira, 11.

 

De acordo com agentes consultados pelo Cepea, essa queda se deve ao fraco volume de vendas, que, por sua vez, é reflexo das baixas demandas interna e externa (vale lembrar que as exportações têm registrado desempenho ruim desde abril deste ano).

 

Quanto ao boi gordo, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (estado de São Paulo) fechou a R$ 141,10 nessa quarta, alta de 1,22% no acumulado parcial de julho. No geral, as negociações seguem em ritmo lento. 

 

Café 

 

De modo geral, a temporada 2017/18 de café registrou baixas nos valores do arábica e do robusta, especialmente, segundo pesquisadores do Cepea.

 

Para este último, após duas temporadas de seca, as chuvas ao longo de 2016 e 2017 permitiram a recuperação dos cafezais e o avanço da produção, fazendo com que os preços da variedade voltassem a ficar próximos dos R$ 330,00/sc.

 

Já para o arábica, apesar da menor produção na temporada passada, devido à bienalidade negativa dos cafezais, à incidência de broca e à menor peneira, os maiores estoques nos países compradores e a expectativa de uma safra 2018/19 volumosa pressionaram as cotações internas, mas em menor intensidade que as de robusta.

 

Quanto à nova temporada, iniciada oficialmente neste mês de julho, a colheita segue em bom ritmo no Brasil, de acordo com informações do Cepea.

 

Para o robusta do Espírito Santo, o volume colhido já ultrapassava os 60% do total até a última semana. Quanto ao arábica, até o momento, as regiões mais avançadas nas atividades são o Noroeste do Paraná e Garça (SP), com respectivos 60% e 50% colhidos.

 

Leite 

 

Os preços do leite UHT e do queijo muçarela se estabilizaram em patamares elevados, conforme apontam dados do Cepea. Entre 1º e 7 de julho, a média do UHT foi de R$ 3,34/litro e a do queijo muçarela, R$ 20,26/kg, ligeiros aumentos de 0,53% e 0,11%, respectivamente, frente ao período anterior.

 

De acordo com pesquisadores do Cepea, essa leve alta está atrelada ao elevado preço da matéria-prima no campo e também à baixa oferta. Segundo colaboradores, nas próximas semanas, os preços devem se manter ou recuar levemente, devido ao baixo consumo.

 

Participe da pesquisa do leite UHT e do queijo muçarela no atacado de São Paulo e receba informações exclusivas. Entre em contato: leicepea@usp.br  ou (19) 3429-8834.

 

Suínos 

 

O início do mês e as temperaturas mais baixas elevam, tipicamente, a demanda por carne suína. Esse cenário, no entanto, não tem sido observado, de acordo com pesquisadores do Cepea.

 

Isso porque julho começa a avançar e os valores ainda não reagiram. Pelo contrário, os preços do animal vivo e da carne no atacado seguem em queda na maior parte das praças acompanhadas pelo Cepea e o ritmo de negócios, lento.

 

No geral, a expectativa do setor é de que a demanda se aqueça caso as temperaturas se mantenham baixas.

 

Quanto às exportações totais da carne suína, ainda registram fraco desempenho, o que está atrelado principalmente ao embargo russo, que vem sendo mantido desde o final de 2017. 

 

Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br 

 



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