Tecnologia e Manejo

14/03

Alertas de Mercado: Açúcar, Milho, Reposição, Soja e Trigo

Alertas de Mercado: Açúcar, Milho, Reposição, Soja e Trigo

 

Açúcar 

 

A maior flexibilidade de representantes de usinas paulistas em baixar os valores de suas ofertas de venda segue pressionado as cotações do açúcar cristal, segundo indicam pesquisas do Cepea. Além disso, os preços externos do adoçante também estão em baixa, cenário que exerce impacto na evolução dos preços no Brasil.

 

Nessa segunda-feira, 13, o Indicador CEPEA/ESALQ do açúcar cristal, cor Icumsa entre 130 e 180, fechou a R$ 77,79/saca de 50 kg, o menor patamar da safra 2016/17, em termos reais – antes disso, o valor mais baixo da temporada havia sido verificado em maio/16, quando o Indicador teve média real de R$ 78,13/sc de 50 kg – valores deflacionados pelo IGP-DI de fevereiro/17.

 

Milho

 

O ritmo de negócios envolvendo milho está um pouco maior no mercado spot nacional, segundo indicam pesquisadores do Cepea. Apesar disso, as cotações internas do cereal continuam em queda na maioria das regiões acompanhadas pelo Centro de Pesquisas, pressionadas pelo aumento gradativo da oferta, por conta do avanço da colheita da safra verão.

 

Em Campinas (SP), base do Indicador ESALQ/BM&FBovespa, a desvalorização foi de 2,23% de 3 a 10 de março, fechando a R$ 35,44/saca de 60 kg na sexta-feira, 10. Nas praças paulistas, especificamente, pesquisadores do Cepea indicam que compradores que necessitam de lotes maiores para entregas imediatas continuam enfrentando dificuldade em pressionar as cotações.

 

Além da oferta disponível ainda restrita nessas localidades, onde a temporada verão iniciou mais tardiamente, o aumento dos fretes desde fevereiro elevou os custos do cereal vindo de outros estados, inviabilizando, em alguns casos, esse tipo de negociação.

 

Reposição 

 

De maneira geral, o cenário é de queda no mercado de reposição. Na média de todos os estados e categorias de machos anelorados, a queda semanal foi de 0,2%. Desde o início do ano os valores estão, em média, 2,3% menores.

 

Os destaques da semana foram São Paulo e Mato Grosso do Sul com desvalorizações de 2,8% e 0,9%, respectivamente, para o bezerro desmamado (6@).

 

As quedas no mercado do boi gordo afastam os compradores da reposição, o que resulta em maior oferta frente a demanda.

 

Em São Paulo, o bezerro desmamado ficou cotado R$1050,00 por cabeça, queda de 11,0% desde o início do ano.

 

Atualmente no estado são necessárias 7,2 arrobas de boi gordo para a compra de um bezerro desmamado, queda de 16,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Essa melhora no poder de compra do recriador é resultado da queda de 21,0% no período para a desmama e 5,1% para a arroba do boi gordo.

 

Para o invernista o cenário é semelhante, atualmente são necessárias 12,6 arrobas de boi gordo para a compra de um boi magro (12@), melhoria de 3,0% em relação a março/16.

 

Soja 

 

Os preços da soja e derivados estão em queda nos Estados Unidos e no Brasil, pressionados por expectativas de safra mundial recorde e pelos estoques alongados. Segundo pesquisadores do Cepea, no entanto, a queda nos valores brasileiros tem sido limitada pela valorização do dólar frente ao Real que, além de aumentar a receita de vendedores, torna o produto nacional mais competitivo no mercado internacional.

 

No físico brasileiro, o Indicador da soja Paranaguá ESALQ/BM&FBovespa, referente ao grão depositado no corredor de exportação e negociado na modalidade spot (pronta entrega), no porto de Paranaguá (PR), caiu 1,3% entre 3 e 10 de março, a R$ 71,70/saca de 60 kg na sexta-feira, 10. Diante de expectativas de safra abundante, compradores brasileiros consultados pelo Cepea estão cautelosos na aquisição de lotes grandes, negociando apenas o volume necessário para suprir a demanda de curto prazo.

 

Produtores, atentos ao movimento de queda, acreditam em reversão da tendência, fundamentados no possível aquecimento da demanda e na valorização do dólar.

 

Trigo 

 

As importações de trigo caíram quase 20% em fevereiro frente ao mês anterior, mas, ainda assim, as compras do cereal no mercado brasileiro seguem lentas, segundo indicam pesquisas do Cepea.

 

Representantes de moinhos mostram baixo interesse na aquisição de novos lotes, visto que muitos vêm recebendo o cereal já contratado, enquanto outros estão com estoques relativamente altos e ainda têm produto para ser retirado de cooperativas e/ou cerealistas.

 

Além disso, agentes de moinhos consultados pelo Cepea indicam que não compram grandes volumes de trigo porque as vendas de farinhas estão fracas. Em meio à baixa liquidez interna, os preços estão praticamente estáveis.

 

Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br / Scot Consultoria 



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