Tecnologia e Manejo

03/07

Alertas de Mercado: Açúcar. Leite. Milho, Soja e Trigo

Alertas de Mercado: Açúcar. Leite. Milho, Soja e Trigo

 

Açúcar

 

As estimativas de uma safra 2018/19 mais alcooleira têm se refletido nos preços do açúcar cristal negociado no spot do estado de São Paulo. Em junho, o Indicador CEPEA/ESALQ do açúcar cristal (cor Icumsa de 130 a 180) foi de R$ 57,80/saca de 50 kg, 6,5% maior que o do mês anterior (R$ 54,27/saca).

 

No correr do mês passado, o Cepea captou menor volume de açúcar negociado no spot e também para contratos – especificamente na última semana de junho, a movimentação no mercado spot foi mais calma, com apenas negócios pontuais envolvendo maiores quantidades.

 

Leite

 

A greve dos caminhoneiros no final de maio e que se estendeu até começo de junho deixou um “buraco” no mercado do leite em termos de disponibilidade de matéria-prima (leite cru) e, consequentemente, oferta de produtos lácteos.

 

Com a retomada das atividades nas indústrias após a greve, e maior procura pelos varejistas para reabastecimento dos estoques, aumentou a concorrência por leite e o preço pago ao produtor subiu fortemente, assim como os valores praticados no mercado spot.

 

Segundo levantamento da Scot Consultoria, a média nacional ponderada dos dezoito estados pesquisados teve alta de 4,3% no pagamento de junho, frente ao mês anterior. O produtor recebeu, em média, R$1,165 por litro, sem considerar o frete.

 

Além da greve é preciso levar em conta a menor produção nos estados da região Sudeste e no Brasil Central, devido à entressafra.

 

Segundo o índice Scot Consultoria de Captação de Leite, em maio o volume coletado pelos laticínios diminuiu 7,6% na comparação com abril deste ano.

 

Em junho, os dados parciais apontam para queda de 3,5% na captação (média nacional).

 

Neste caso, apesar da retomada prevista na produção de leite nos estados do Sul do país, em função das pastagens de inverno, as quedas em Minas Gerais, São Paulo, Goiás e estados do Nordeste brasileiro deverão pesar no volume nacional.

 

Para o pagamento a ser realizado em julho, referente a produção de junho, 92,0% dos laticínios pesquisados pela Scot Consultoria acreditam em alta do preço do leite ao produtor e os 8,0% restante falam em estabilidade, frente ao pagamento anterior.

 

Milho

 

Dados do Cepea indicam que as cotações do milho fecharam junho com forte queda. No acumulado do mês (de 30 de maio a 29 de junho), o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (Campinas – SP) registrou baixa de 18,73%, fechando a R$ 36,97/sc de 60 kg na sexta-feira, 29.

 

Entre 22 e 29 de junho, o decréscimo foi de 2,43%.

 

A proximidade da entrada do milho de segunda safra tem afastado compradores, que estão à espera de melhores oportunidades para efetivar negócios.

 

Quanto ao vendedor, alguns agentes indicam necessidade de liberar espaço nos armazéns.

 

No entanto, indefinições com os preços mínimos de fretes seguem limitando novos negócios.

 

Diante disso, o ritmo de fechamentos está lento tanto no spot quanto para exportação. 

 

Soja 

 

Mesmo com as contínuas baixas internacionais, a valorização do dólar, a alta do prêmio de exportação e a menor disponibilidade interna elevaram as cotações da soja na última semana de junho no Brasil.

 

Entre 22 e 29 de junho, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa da soja Paranaguá (PR) avançou 2,17%, a R$ 86,54/saca de 60 kg nessa sexta-feira, 29.

 

No mesmo comparativo, o Indicador CEPEA/ESALQ Paraná subiu 2,76%, a R$ 80,41/sc de 60 kg.

 

Quanto à comercialização da safra 2017/18, dados do Deral/Seab indicam que 61% da temporada do Paraná já foi negociada, ante 44% há um ano.

 

Em Mato Grosso, o Imea mostra que 85,6% da safra foi vendida até o início do mês, acima dos 78,46% em igual período no ano passado. 

 

Trigo 

 

As recentes chuvas e as baixas temperaturas nas principais regiões produtoras de trigo no Brasil e na Argentina vêm favorecendo as lavouras do cereal que já foram semeadas.

 

Diante disso, a expectativa de colaboradores do Cepea é de que a produtividade e a produção desta temporada 2018/19 superem as da safra passada.

 

Em relatório divulgado no dia 28 de junho, o Deral/Seab elevou a área de cultivo no Paraná em 9% em relação ao ano passado, indo para 1,06 milhão de hectares na safra 2018/19, e a produtividade pode crescer até 36%, a 3,16 toneladas/hectare.

 

Como resultado, a produção pode aumentar expressivos 50%, a 3,36 milhões de t. A maior área no Brasil neste ano está atrelada ao aumento no preço ao produtor.

 

Desde setembro de 2017, os valores têm avançado mensalmente nas principais praças acompanhadas pelo Cepea, impulsionados pela maior demanda. 

 

Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br e Scot Consultoria 



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