Tecnologia e Manejo

09/01

Alertas de Mercado: Açúcar, Boi, Milho, Reposição, Soja, Suínos e Trigo

Alertas de Mercado: Açúcar, Boi, Milho, Reposição, Soja, Suínos e Trigo

 

Açúcar 

 

Os preços do açúcar cristal no mercado spot do estado de São Paulo registraram nova queda na primeira semana de 2018. A demanda, que tem sido menor desde a segunda quinzena de dezembro/17, continua baixa neste início do ano, segundo colaboradores do Cepea.

 

Esse cenário fez com que algumas usinas cedessem nos valores pedidos.

 

De maneira geral, o volume de açúcar captado nas negociações é pequeno. Entre 2 e 8 de janeiro, o Indicador CEPEA/ESALQ registrou queda de 2,69% no mercado paulista, fechando a segunda-feira, 8, a R$ 65,43/saca de 50 kg.

 

Boi 

 

A expectativa para esta semana, é de que o mercado do boi gordo volte à normalidade com o incremento no volume de negócios. 

 

Os frigoríficos estão em uma situação confortável em relação a compra de bovinos, dado o lento escoamento da carne, cenário típico de início de ano.

 

Ofertas de compra com preços abaixo da referência foram frequentes na última segunda-feira (8/1) na maior parte das praças pesquisadas, fato que fez as cotações se desvalorizarem em treze das praças pecuárias pesquisadas pela Scot Consultoria. 

 

Para o curto prazo a tendência é de que o escoamento da carne continue lento. 

 

No mercado atacadista de carne bovina com osso, após fechar a última semana com desvalorização de 2,4%, a referência não teve alteração hoje. 

 

A carcaça de bovinos castrados está cotada em R$9,74/kg.

 

Milho 

 

Após safra brasileira 2016/17 recorde e consequente queda nos preços internos, a área de milho da temporada 2017/18 deve ser a menor desde 1976/77.

 

De acordo com colaboradores do Cepea, além da menor rentabilidade com a cultura na última safra, a redução de área também está atrelada ao atraso na colheita da soja em algumas regiões brasileiras.

 

Apesar disso, o alto estoque de passagem deve manter elevada a disponibilidade interna do cereal. Em termos mundiais, a menor produtividade deve reduzir a oferta de milho, enquanto as transações internacionais devem crescer, o que pode favorecer as exportações brasileiras.

 

Reposição 

 

Para 2018, a expectativa é de que a oferta de bezerros continue crescente, pois em 2016 a retenção de fêmeas se intensificou.

 

Os bezerros gerados com essa retenção de matrizes serão desmamados e chegarão ao mercado este ano, o que tende a pressionar as cotações.

 

Apesar do momento ser de preços em baixa para a reposição, o criador deve manter o nível de investimento da atividade para aproveitar o mercado quando ele se recuperar.

 

A quantidade de fêmeas abatidas até setembro de 2017 foi maior que no mesmo período do ano anterior, o que mostra a tendência de menor oferta de bezerros a partir de 2019, movimentação que molda o ciclo pecuário de preços.

 

Já para o recriador e invernista, 2018 traz um cenário que pode ser de oportunidades.

 

O bezerro é o principal item de custo dentro do sistema de recria/engorda. Com preços decrescentes para a reposição, está possível iniciar a operação “menos pressionado”, o que certamente facilitará na apuração de resultados.

 

Soja

 

A oferta de soja em grão na safra 2017/18 pode ficar muito próxima da temporada anterior, enquanto a demanda para esmagamento deve seguir firme e recorde – assim como as ofertas de farelo e óleo.

 

No agregado, a relação estoque final/consumo de soja, no entanto, pouco deve se alterar, cedendo ligeiramente em relação à safra anterior, mas ainda nos maiores patamares da história.

 

Portanto, segundo pesquisadores do Cepea, não são esperadas grandes alterações nos preços da soja no curto e médio prazos. Somente choques mais expressivos de oferta podem mexer com mais intensidade nas cotações no correr de 2018.

 

Quanto às exportações, estima-se que o Brasil embarque 65,5 milhões de toneladas na temporada 2017/18, 3,7% a mais que em 2016/17.

 

Suínos 

 

Os resultados para a suinocultura em 2017 foram positivos, mesmo após os abalos sofridos com as notícias da Operação Carne Fraca.

 

Na média anual os preços recebidos pelos produtores em São Paulo ficaram 8,6% maiores, em valores nominais, na comparação com o ano anterior.

 

Junto a isso, o custo de produção, grande vilão em 2016, deu trégua, com o preço do milho, principal insumo utilizado na alimentação, menor em 2017.

 

Com isso, o poder de compra melhorou. Na média do ano, o produtor adquiriu 3,06 quilos a mais de milho com um quilo de suíno, na comparação com o ano anterior.

 

No atacado, o movimento de alta foi semelhante. A carcaça ficou cotada, em média, em R$6,19/kg, uma alta de 8,2% em relação a 2016.

 

Esse cenário positivo refletiu na produção. Até o terceiro semestre de 2017 (janeiro a setembro), houve incremento de 2,0% nos abates, frente a igual período de 2016, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

Para 2018, a retomada do crescimento da economia brasileira é favorável para o consumo interno.

 

No mercado externo, a expectativa também é positiva. É esperado entendimento com o mercado russo e a realização da Copa do Mundo deverá influenciar positivamente a demanda por carne suína brasileira.

 

Trigo 

 

Neste início de 2018, poucos agentes consultados pelo Cepea estão ativos no mercado de trigo. Quanto ao grão, vendedores estão ausentes das negociações, preferindo vender soja e milho para que, neste período de entressafra, consigam obter cotações mais elevadas do cereal.

 

Em relação aos derivados, a baixa liquidez do mercado está atrelada à ausência das indústrias, especialmente as de ração animal, diminuindo o interesse pelo farelo de trigo neste período.

 

Em contrapartida, no segmento de farinhas, uma parte das empresas já iniciou o movimento de repasse aos preços, devido ao aumento de custos, enquanto outras ainda aguardam as próximas semanas para se posicionarem em relação a valores e volumes a serem comercializados. 

 

Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br  e Scot Consultoria 



Publicidade