Tecnologia e Manejo

13/06

Alertas de Mercado: Açúcar, Boi, Milho, Reposição, Soja e Trigo

Alertas de Mercado: Açúcar, Boi, Milho, Reposição, Soja e Trigo

 

Açúcar 

 

O ritmo de negócios envolvendo açúcar cristal segue lento no spot paulista. Conforme colaboradores do Cepea, compradores continuam recuados, à espera de preços mais baixos para realizar negócios envolvendo o cristal de melhor qualidade (Icumsa 150), o que manteve as cotações em queda.

 

Entre 5 e 12 de junho, o Indicador CEPEA/ESALQ do açúcar cristal, cor Icumsa entre 130 e 180, caiu 1,73%, fechando a segunda-feira, 12, a R$ 74,82/saca de 50 kg. 

 

Boi

 

O cenário de mercado pressionado continua para o boi gordo na maior parte das regiões. A oferta de boiadas mantém a situação de testes de preços menores pelos compradores.

 

Em São Paulo, diversos frigoríficos começaram a semana fora das compras. As programações de abate atendem em torno de quatro dias, mas com alguns casos pontuais de escalas maiores.

 

Houve recuo na referência para o boi gordo no estado na última segunda-feira (12/6). A referência ficou em R$128,50/@, à vista, livre de Funrural.

 

No mercado atacadista de carne bovina, as cotações estão estáveis, com destaque para a margem da indústria, que aumenta a cada recuo para o boi gordo.

 

Com a semana mais curta devido ao feriado na próxima quinta-feira, com diminuição da negociação de boiadas, é possível que os testes de baixa tenham alguma redução nos próximos dias, ao menos nos frigoríficos com programações menores.

 

Milho 

 

As cotações de milho têm apresentado comportamentos distintos entre as regiões acompanhadas pelo Cepea. Enquanto em Mato Grosso e Goiás os preços recuaram com força nos últimos dias, devido ao avanço da colheita, no Paraná, em São Paulo e em Mato Grosso do Sul, os valores reagiram, devido à retração de vendedores no mercado spot.

 

Entre 2 e 9 de junho, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa subiu 3,3% em Campinas (SP), fechando a R$ 27,35/saca de 60 quilos na sexta-feira, 9.

 

Reposição 

 

Diante do cenário de queda no mercado do boi gordo, o mercado de reposição segue travado.

 

Além das incertezas em relação ao boi gordo, o incremento cada vez maior na oferta de bezerros ajuda a pressionar as cotações dos animais de reposição.

 

Na média de todas as categorias de machos e fêmeas anelorados pesquisadas, as referências recuaram 0,5% na semana. O bezerro desmamado (6@) teve a maior queda, 0,7%. Desde o início do ano, esta categoria já desvalorizou 6,3%.

 

Com a entrada do período da seca e consequente retração na capacidade de suporte dos pastos, a oferta de animais tende a aumentar e, com isso, manter as cotações com pressão de baixa.

 

A situação do preço do boi gordo recuando mais do que a reposição tem reduzido o poder de compra do invernista. 

Diante disso é importante para o pecuarista ter cautela na tomada de decisões e ficar atento às oportunidades que possam aparecer.

 

Soja 

 

Os preços da soja em grão estão em alta no Brasil, impulsionados pela demanda firme e pela retração de sojicultores brasileiros, que aguardam o próximo semestre para negociar lotes maiores.

 

Além disso, segundo pesquisadores do Cepea, o dólar em patamares mais elevados que o Real, a elevação do prêmio de exportação no Brasil e condições climáticas desfavoráveis ao semeio nos Estados Unidos (que elevaram os valores dos contratos futuros na Bolsa de Chicago), também foram fatores de alta para os preços domésticos.

 

Entre 1º e 8 de junho, o Indicador da soja ESALQ/BM&FBovespa Paranaguá subiu 2,9%, para R$ 69,35/sc de 60 kg na sexta-feira, 9. O Indicador CEPEA/ESALQ Paraná subiu 3,4% no mesmo período, fechando a R$ 64,32/sc de 60 kg na sexta-feira.

 

Trigo 

 

Os preços de trigo seguem em alta no mercado brasileiro, devido à demanda aquecida e à retração de vendedores diante de incertezas climáticas no Sul do País.

 

Ainda assim, segundo pesquisadores do Cepea, as negociações foram mais frequentes, especialmente em algumas regiões do Paraná e do Rio Grande do Sul, onde se concentra grande número de moinhos, principais demandantes do cereal nacional e importado.

 

Nesse cenário, as importações se aqueceram em maio. Segundo a Secex, 501,13 mil toneladas de trigo chegaram aos portos brasileiros no mês passado, quantidade 8,7% maior que a de abril/17 e 30,7% acima da de maio/16. 

 

Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br / Scot Consultoria 



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