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25/07

Alertas de Mercado: Açúcar, Boi, Milho, Ovos, Tomate, Trigo e Soja

Alertas de Mercado: Açúcar, Boi, Milho, Ovos, Tomate, Trigo e Soja

 

Açúcar

 

A falta de chuvas no estado de São Paulo tem favorecido o avanço da colheita de cana-de-açúcar, aumentando a oferta de açúcar pelas usinas. A maior disponibilidade do cristal, por sua vez, tem pressionado as cotações no mercado spot paulista.

 

De 17 a 24 de julho, o Indicador CEPEA/ESALQ do açúcar cristal, cor Icumsa entre 130 e 180, registrou baixa de 3,5%, fechando a R$ 59,16/saca de 50 kg nessa segunda-feira, 24.

 

Apesar do cenário baixista, as cotações internas continuam apresentando vantagem sobre as exportações, conforme cálculos do Cepea. De 17 a 21 de julho, as vendas de açúcar no spot paulista remuneraram 10,77% a mais que as externas.

 

Boi

 

Foram poucas as negociações no mercado do boi gordo nesta segunda-feira (24/7), cenário típico deste dia da semana.

 

Muitas empresas ainda aguardavam fora do mercado para traçarem suas estratégias de compras para a semana.

 

Na última semana, o cenário observado foi de menor pressão sobre as cotações, devido à gradual redução na oferta.

 

Mesmo que ainda sem um viés definido, a expectativa para o curto prazo é de que o mercado ganhe firmeza.

 

Apesar do atraso para a entrada do período de entressafra, as temperaturas têm caído nas últimas semanas e as pastagens estão perdendo cada vez mais capacidade de suporte, acelerando a entrega de boiadas para o abate.

 

No mercado atacadista de carne bovina com osso os preços ficaram estáveis frente ao último levantamento.

 

A carcaça de bovinos castrados ficou cotada em R$8,22/kg.

 

Milho

 

O avanço da colheita tem pressionado as cotações de milho no mercado brasileiro, mas as altas dos preços nos portos limitam as baixas. Segundo pesquisadores do Cepea, vendedores diminuíram o ritmo de negociações na última semana, por considerarem baixos os atuais patamares de preços.

 

Compradores, por sua vez, continuam realizando aquisições pontuais, de acordo com a necessidade. Na região de Campinas (SP), o Indicador ESALQ/BM&FBovespa subiu ligeiro 0,6% nos últimos sete dias, fechando a R$ 26,41/saca de 60 quilos na sexta-feira, 21. 

 

Ovos

 

Ontem, segunda, o mercado de ovos continuou calmo e sem alterações nos preços praticados: a caixa de ovos brancos sendo comercializada pelo mínimo de R$83,00 e máximo de 85,00 e os ovos vermelhos de R$88,00 ao máximo de R$95,00.

 

Segundo a Jox Assessoria Agropecuária o momento não é favorável para o atacado e varejo diante da perda gradativa de velocidade nas vendas que já é uma característica dessa época do mês. De toda forma, as promoções ajudam a dar maior agilidade na saída do produto, mantendo o mercado equilibrado.

 

Embora o preço dos ovos brancos não tenha sofrido alteração no decorrer de julho, a redução atinge 3,5% em relação ao acumulado no mesmo período do ano passado. Por ora, as indicações de mercado sugerem manutenção das atuais cotações.

 

Tomate 

 

As cotações do tomate salada longa vida subiram na Ceagesp. Com as baixas temperaturas registradas na maior parte das regiões produtoras acompanhadas, a maturação dos frutos esteve mais lenta nos últimos dias.

 

Assim, segundo colaboradores do Hortifruti/Cepea, a oferta de tomates verdes e a demanda pelo fruto maduro aumentaram nos atacados de todo o País.

 

Entre 17 e 21 de julho, o tomate salada longa vida 2A teve média de R$ 44,44 por caixa de 20 kg, valorização de 16,48% frente ao período anterior. A média do longa vida 3A foi de R$ 63,54/cx, alta de7,77% na mesma comparação.

 

Trigo 

 

Após recuarem por cinco semanas consecutivas, os preços do farelo de trigo subiram nos últimos dias. Conformes pesquisadores do Cepea, a alta esteve atrelada às geadas ocorridas no Sul do País, que comprometeram parte das pastagens e aumentaram a demanda pelo derivado.

 

Entre 17 e 21 de julho, o preço do farelo ensacado aumentou 1,52%, enquanto que o do produto a granel permaneceu estável. No mercado de trigo em grão, as negociações estão travadas, devido às incertezas climáticas no Brasil e nos principais países fornecedores. Assim, produtores se afastaram do mercado e, diante da necessidade de compra de moinhos, as cotações subiram por mais uma semana.

 

Soja 

 

Os preços da soja e de seus derivados estão enfraquecidos no mercado brasileiro, reflexo das desvalorizações do dólar frente ao Real e da cautela de compradores quanto a novas aquisições – por conta de expectativas de estoques finais elevados em dez/17 e de uma maior área semeada na safra 2017/18.

 

Na última sexta-feira, 21, o dólar fechou a 3,138 BRL, baixa de 1,4% em sete dias. Mesmo assim, as médias dos Indicadores Paraná e Paranaguá este mês são as maiores desde fevereiro e janeiro, respectivamente, em termos reais (IGP-DI junho/17).

 

Conforme colaboradores do Cepea, as altas do frete rodoviário, devido à maior concorrência com o transporte de milho, limitaram o recuo da soja nos últimos dias.

 

Comparando-se a média parcial de julho (até o dia 21) com a do mês anterior, o Indicador CEPEA/ESALQ Paraná subiu significativos 4,4% e o ESALQ/BM&FBovespa Paranaguá, 4,9%.

 

Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br / Avisite e Scot Consultoria 



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