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31/08

31/08 Alertas de Mercado: Algodão, Arroz, Boi, Café e Suínos

31/08 Alertas de Mercado: Algodão, Arroz, Boi, Café e Suínos

 

Algodão

 

As cotações do algodão em pluma registraram pequenas oscilações nos últimos dias, cenário que, segundo pesquisadores do Cepea, está atrelado à “queda de braço” entre compradores e vendedores. Nessa segunda-feira, porém, a elevação dos contratos na Bolsa de Nova York (ICE Futures) afastou alguns vendedores do mercado doméstico, impulsionando os preços no Brasil. O ritmo de negócios, por sua vez, está aquecido, com boa parte dos lotes envolvendo pequenos volumes. Nesse cenário, o Indicador CEPEA/ESALQ, com pagamento em 8 dias, subiu 1,15% entre 22 a 29 de agosto, fechando a R$ 2,4436/lp nessa terça-feira.

 

Arroz

 

As intenções de venda de arroz em casca estão mais evidentes que as de compra no Rio Grande do Sul, o que tem pressionado os valores do cereal no estado. Segundo pesquisadores do Cepea, indústrias estão cautelosas quanto a novas aquisições, devido ao enfraquecimento das vendas do produto beneficiado entre julho e agosto e aos menores valores ofertados pelos setores atacadista e varejista dos grandes centros. Do lado vendedor, produtores têm estado mais presentes no spot, disponibilizando lotes para “fazer caixa” e cumprir com pagamentos de safra. Nesse cenário, o Indicador do arroz em casca ESALQ-SENAR/RS recuou 2,72% entre 22 e 29 de agosto, fechando a R$ 38,55/sc de 50 kg, no dia 29.

 

Boi

 

Com a baixa oferta de animais observada no mercado de boi gordo nos últimos dias, frigoríficos têm aumentado os valores ofertados para conseguir competir pelos lotes disponíveis e, assim, preencher as escalas. Nesse cenário, os preços subiram em todos os segmentos na última semana. Entre 23 e 30 de agosto, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa do boi gordo (estado de São Paulo) subiu 3,33%, para R$ 143,20 nessa quarta-feira, 30.

 

Café 

 

Mesmo com clima e preços do grão favoráveis à realização dos tratos culturais, o poder de compra do cafeicultor brasileiro frente à ureia, um dos principais fertilizantes utilizados na adubação de cobertura, está menor nesta parcial de agosto frente ao mesmo período de 2016. Conforme dados do Cepea, na média das principais regiões produtoras de café arábica, o produtor precisa de 6% mais grãos do tipo 6, bebida dura para melhor, para adquirir uma tonelada do adubo.

 

No caso do robusta, o poder de compra também diminuiu, sendo necessário vender 3% mais grãos do tipo 6, peneira 13 acima, para adquirir uma tonelada de ureia. Segundo pesquisadores do Cepea, esse cenário está atrelado às desvalorizações do café e à alta do valor da ureia, de 3,1%, em média, em um ano.

 

Na parcial deste mês (até o dia 29), os preços do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, recuaram 3,5% frente a agosto/16. Para o robusta, no Espírito Santo, o café tipo 6, peneira 13 acima, se desvalorizou 2,77% na mesma comparação.

 

Suínos 

 

A demanda enfraquecida, típica de final de mês, tem intensificado as quedas de preço na cadeia suinícola em todas as praças acompanhadas pelo Cepea. Segundo pesquisadores do Cepea, frigoríficos reduziram o número de abates e, assim, vêm ofertando valores mais baixos pelo animal. Apesar da menor demanda, a disponibilidade de suínos para abate permanece estável, e o peso dos animais segue favorecendo a comercialização.

 

No entanto, suinocultores têm negociado o animal vivo a preços mais baixos, preocupados em controlar a oferta. Na região SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba), os preços recuaram 4% entre 23 e 30 de agosto, para R$ 3,98/kg nessa quarta-feira, 30. Quanto às carcaças, a comum se desvalorizou 2,9% no período, fechando a R$ 5,71/kg, e a especial, 4%, para R$ 6,02/kg no dia 30.

 

Cepea – www.cepea.esalq.usp.br



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