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28/09

28/09 - Alertas de Mercado: Algodão, Arroz, Boi, Café e Suínos

28/09 - Alertas de Mercado: Algodão, Arroz, Boi, Café e Suínos

 

Algodão

 

Os preços do algodão em pluma vêm oscilando no mercado interno, ora pressionados pela flexibilidade de alguns vendedores quanto às cotações e pelos baixos valores ofertados pela indústria, ora sustentados pela firmeza de outros vendedores quanto aos preços pedidos. Nesse cenário, o Indicador CEPEA/ESALQ, com pagamento em 8 dias, subiu ligeiro 0,27% entre 19 e 26 de setembro, fechando a R$ 2,4109/lp nessa terça-feira, 26.

 

Na parcial do mês (até o dia 26), no entanto, o Indicador registra queda de 2,04%. Quanto à liquidez, segundo colaboradores do Cepea, está lenta, já que boa parte das indústrias está fora do mercado, recebendo a pluma previamente contratada e na expectativa de desvalorizações nas próximas semanas.

 

Arroz

 

As cotações do arroz em casca seguem em queda no Rio Grande do Sul, apesar do período de entressafra. Segundo pesquisadores do Cepea, as desvalorizações refletem a retração das vendas de parte da indústria e o maior volume ofertado por alguns orizicultores, que, apreensivos com as desvalorizações, disponibilizaram lotes para “fazer caixa” e cumprir com compromissos de safra.

 

Assim, entre 19 e 26 de setembro, o Indicador ESALQ/SENAR-RS, 58% grãos inteiros, caiu 2,17%, fechando a R$ 36,72/saca de 50 kg no dia 26, o menor valor nominal desde setembro/15.

 

Boi

 

As cotações do boi gordo seguem em queda em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea, refletindo a insegurança do mercado frente às recentes prisões de executivos da principal indústria do setor. No acumulado do mês (até o dia 27), o Indicador ESALQ/BM&FBovespa do boi gordo recuou 1,29%, fechando a R$ 141,11 nessa quarta-feira, 27.

 

No Rio Grande do Sul, especificamente, os preços caíram 1,3% no período, com média de R$ 9,15/kg nessa quarta. Segundo colaboradores do Cepea, as desvalorizações no estado sul-rio-grandense refletem o aumento da oferta de animais na região, devido à necessidade de liberação de áreas para o plantio de soja onde se pratica a integração lavoura-pecuária.

 

Café

 

Com expectativas de chuva para as regiões brasileiras produtoras de café arábica, os contratos futuros da variedade recuaram na Bolsa de Nova York (ICE Futures), o que pressionou os valores também no Brasil. Esse cenário intensificou a retração produtora e reduziu a liquidez no mercado.

 

Nessa terça-feira, 26, o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, posto na capital paulista, fechou a R$ 450,23/saca de 60 kg, queda de 1,9% frente à terça anterior, 19. No mercado de robusta, agentes também permanecem recuados e o ritmo de negócios é baixo. Nessa terça, 26, o Indicador CEPEA/ESALQ do tipo 6, peneira 13 acima, a retirar no Espírito Santo, fechou a R$ 394,35/saca de 60 kg, baixa de 3,06% em relação ao dia 19.

 

Suínos 

 

A carne suína ganhou competitividade em setembro, devido ao aumento nos preços das principais concorrentes, bovina e de frango, durante o mês. Esse cenário também melhorou a liquidez da proteína suína no mercado doméstico.

 

Na média parcial deste mês (até o dia 27), a carcaça especial suína esteve 2,01 reais/kg mais barata que o dianteiro bovino na Grande São Paulo. Essa diferença entre os valores está 49,2% maior que em agosto, quando foi de 1,35 real/kg. Na comparação com o frango resfriado, a carcaça suína esteve 2,65 reais/kg mais cara, queda de 11,1% na mesma comparação. 

 

Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br



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