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28/06

28/06 Alertas de Mercado: Algodão, Arroz, Boi, Café e Suínos

28/06 Alertas de Mercado: Algodão, Arroz, Boi, Café e Suínos

 

Algodão 

 

A cautela de compradores e algumas ofertas de pluma da nova temporada têm pressionado as cotações de algodão no mercado brasileiro, segundo informações do Cepea.

 

Algumas indústrias têm trabalhado com a pluma armazenada e/ou abaixo da capacidade e, com isso, realizam pequenas reposições de estoque no mercado spot. Já para entrega nos próximos meses, muitas unidades buscam negociar novos lotes.

 

Comerciantes também estão cautelosos, entrando no mercado apenas quando há necessidade de atender a contratos. De 19 a 26 de junho, o Indicador do algodão em pluma CEPEA/ESALQ, com pagamento em 8 dias, registrou queda de 1,05%, fechando a R$ 3,7411/lp nessa terça-feira, 26. 

 

Arroz

 

O Indicador do arroz em casca ESALQ/SENAR-RS, 58% de grãos inteiros, fechou acima dos R$ 40,00/saca de 50 kg nessa terça-feira, 26, cenário que não era observado desde 14 de agosto de 2017, em termos nominais. De 19 a 26 de junho, o Indicador ESALQ/SENAR-RS subiu 1,26%, fechando a R$ 40,19/saca de 50 kg no dia 26.

 

No acumulado parcial deste mês (até o dia 26), o aumento já é de 7%. Para efetivarem novas aquisições de casca, seja do produto depositado em seus armazéns ou do arroz “livre” (armazenado nas propriedades rurais) e repor estoques, indústrias precisam aumentar as ofertas de compra.

 

Do lado vendedor, segundo pesquisadores do Cepea, alguns orizicultores estão presentes no mercado, devido à necessidade de “fazer caixa” para cumprir compromissos de safra, mas estes estão firmes nos valores pedidos, atentos à boa demanda para entrega no mercado doméstico e para exportação. Já outros seguem resistentes a novas vendas. 

 

Boi 

 

Tomando-se como base os valores médios mensais do Indicador do boi gordo ESALQ/BM&FBovespa (estado de São Paulo), deflacionados pelo IGP-DI de maio/18, verificam-se quedas consecutivas desde o início de 2018.

 

No acumulado do primeiro semestre deste ano, o Indicador registra baixa de 9,23%. Essa é a mesma tendência observada em 2017, quando a queda acumulada de janeiro a junho foi de 11,55%, segundo dados do Cepea. Em 2018, o ritmo de negócios tem sido fraco, com frigoríficos adquirindo lotes apenas quando há maior necessidade.

 

Além disso, pesquisadores do Cepea indicam que, após as exportações da carne terem registrado bom desempenho no primeiro trimestre do ano, diminuíram fortemente a partir de abril, contexto que elevou o volume de produto disponível no mercado interno e pressionou as cotações da arroba, já que o varejo doméstico não conseguiu absorver todo o volume.

 

No ano passado, por sua vez, a operação “Carne Fraca” (deflagrada em março), a delação da maior indústria frigorífica brasileira (que resultou em forte redução da compra de animais por parte desse grande player) e a retomada do desconto de Funrural desfavoreceram os negócios efetivados pelo pecuarista de engorda no primeiro semestre e pressionaram os valores da arroba. 

 

Café 

 

As atividades de colheita da temporada 2018/19 estão em bom ritmo no Brasil, mas apenas poucos lotes de café novo têm sido negociados no mercado físico.

 

Pesquisadores do Cepea informam que a justificativa para esse cenário é que muitos agentes continuam retraídos da comercialização. Exportadores devem esperar a entrada de um maior volume de grãos novos para adquirirem grandes volumes.

 

Vendedores, por sua vez, só disponibilizam o grão em momentos de necessidade de caixa para custear os trabalhos no campo. Enquanto os negócios para a safra 2018/19 seguem em menor ritmo, boa parte do café remanescente da temporada 2017/18 já foi comercializada.

 

Em quase todas as regiões acompanhadas pelo Cepea, o volume de produto nas mãos de produtores e de cooperativas está em aproximadamente 10% da produção. Muitos produtores aproveitaram o dólar mais valorizado dos últimos meses para negociar estes cafés.

 

Suínos 

 

O poder de compra do suinocultor aumentou em junho na maior parte das praças acompanhadas pelo Cepea. A justificativa para esse cenário é o aumento dos preços do suíno vivo e o enfraquecimento das cotações de milho e farelo de soja, principais insumos utilizados na atividade.

 

Segundo pesquisadores do Cepea, o vivo se valorizou devido à demanda mais aquecida, enquanto para o milho, o recuo dos preços está atrelado à retração de compradores, que estão à espera da entrada mais efetiva do milho da segunda safra.

 

Para o farelo de soja, informações do Cepea indicam que as recentes baixas nos preços externos do grão, devido ao conflito comercial entre a China e os Estados Unidos, e as indefinições do tabelamento mínimo do frete têm resultado em queda nos preços domésticos do derivado. 

 

Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br 



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