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27/06

27/06 Alertas de Mercado: Algodão, Arroz, Boi, Café, Polpa Cítrica e Suínos

27/06 Alertas de Mercado: Algodão, Arroz, Boi, Café, Polpa Cítrica e Suínos

 

Algodão 

 

A liquidez esteve baixa no mercado de algodão em pluma nos últimos dias. Segundo colaboradores do Cepea, indústrias demonstram baixo interesse por novas aquisições, trabalhando com a pluma já contratada e no aguardo do avanço da colheita.

 

Além disso, parte das empresas alega que a venda de subprodutos está menor que o esperado, o que tem elevado os estoques. Do lado vendedor, muitos estão flexíveis quanto aos preços, mesmo com a disponibilidade do produto da safra 2017/18. A oferta da temporada 2018/19 também está limitada, visto que o beneficiamento permanece em ritmo lento.

 

Desta forma, vendedores estiveram ativos no spot para realizar pequenas reposições e/ou entrega de contratos. Nesse cenário, as negociações para entregas futuras nos mercados interno e externo, envolvendo a pluma das safras 2018/19 e 2019/20, permanecem lentas.

 

Entre 18 e 25 de junho, o Indicador do algodão em pluma CEPEA/ESALQ, com pagamento em 8 dias, caiu 1,6%, fechando a R$ 2,7410/lp, nessa terça-feira, 25. 

 

Arroz

 

A comercialização de arroz, tanto em casca quanto beneficiado, esteve lenta no Rio Grande do Sul nos últimos dias. Segundo colaboradores do Cepea, indústrias demonstravam baixo interesse em negociar o casca e as que estavam ativas reduziram os valores ofertados, argumentando que as vendas de arroz beneficiado para os grandes centros consumidores estão enfraquecidas.

 

Do lado vendedor, apenas orizicultores com necessidade de “fazer caixa” estiveram presentes no mercado, atentos às quedas observadas nos últimos dias. Assim, os produtores capitalizados seguem recuados, enquanto outros estão negociando outras commodities, como soja ou boi gordo, na expectativa da recuperação nos preços.

 

Com transações pontuais, de 18 a 25 de junho, o Indicador ESALQ/SENAR-RS, 58% grãos inteiros, recuou 0,45%, fechando a R$ 43,57/sc de 50 kg no dia 25. Na parcial de junho (até o dia 25), a queda é de 1,7%. 

 

Boi 

 

Os preços do boi gordo têm oscilado com força neste mês. No início de junho, o Indicador do boi gordo ESALQ/B3 chegou a acumular queda de 5,42% (até o dia 7), fechando a R$ 144,85 no dia 7, o menor patamar diário desde novembro/18. Já de meados do mês para cá, os preços voltaram a subir, recuperando todas as perdas acumuladas.

 

Assim, até essa quarta-feira, 26, o Indicador registra alta mensal de 0,52%, fechando a R$ 153,95. Segundo pesquisadores do Cepea, em praticamente toda a primeira quinzena deste mês, o mercado foi influenciado pela paralisação temporária dos embarques de carne bovina à China (em decorrência do caso atípico de “vaca louca” em um animal de Mato Grosso).

 

Além disso, a oferta de animais com o final da safra e início da entressafra também acabou resultando em quedas nos preços da arroba em boa parte de junho. Já esta segunda quinzena do mês vem sendo marcada pela recuperação nos preços do boi gordo, o que está atrelado especialmente à volta dos embarques à China – o anúncio da liberação foi realizado no dia 13 –, o que eleva a demanda por novos lotes de animais. 

 

Café 

 

Os preços domésticos do café arábica subiram significativamente nos últimos dias, impulsionados pela expressiva recuperação externa e pelo avanço do dólar frente ao Real.

 

O Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, posto na capital paulista, fechou a R$ 424,04/saca de 60 kg, alta de fortes 6,8% (ou 27,24 reais por saca) em relação à terça-feira anterior, 18. Segundo colaboradores do Cepea, agentes seguiram mais ativos no mercado, possibilitando o fechamento de negócios.

 

Na Bolsa de Nova York (ICE Futures), a valorização dos futuros do café arábica foi reflexo de fatores técnicos e preocupações quanto ao clima no Brasil. Para o robusta, os preços domésticos também foram impulsionados pela alta externa da variedade. O Indicador CEPEA/ESALQ do tipo 6, peneira 13 acima, fechou a R$ 291,29/sc de 60 kg, 4,1% superior ao da terça-feira anterior, 18. 

 

Polpa Cítrica 

 

Os preços da polpa cítrica estão em queda desde maio deste ano, devido ao início da safra de laranja e aumento da oferta do insumo no mercado interno.

 

A expectativa de uma maior produção este ano colabora com a pressão de baixa.

 

Segundo levantamento da Scot Consultoria, a tonelada da polpa cítrica está cotada, em média, em R$409,00 em São Paulo, sem o frete.

 

Houve queda de 5,3% em relação ao mês anterior e, na comparação com junho do ano passado, o alimento concentrado está custando 22,8% menos este ano.

 

Para o curto prazo, a menor pressão sobre as cotações do milho no mercado interno podem abrir espaços para novos recuos no preço da polpa cítrica.

 

Suínos 

 

A firme demanda externa pela carne suína brasileira tem elevado os preços da proteína exportada. De acordo com dados da Secex, nos 14 primeiros dias úteis deste mês, a carne suína in natura foi vendida ao mercado internacional a US$ 3.353,55/tonelada, alta de 48% em relação à média de maio e de fortes 72% frente à de junho/18. Trata-se, ainda, do maior patamar desde novembro/14.

 

De acordo com colaboradores do Cepea, a atratividade das vendas ao front externo tem elevado o ritmo de abates nas plantas que são habilitadas para o atendimento do mercado externo.

 

Segundo dados do IBGE divulgados em 13 de junho, o peso total das carcaças abatidas aumentou 3,9% no primeiro trimestre deste ano frente ao mesmo período do ano passado. O ritmo aquecido da atividade na indústria frigorífica, por sua vez, tem impulsionado o preço do animal vivo. 

 

Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br  e Scot Consultoria 



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