Tecnologia e Manejo

23/05

23/05 Alertas de Mercado: Algodão, Arroz, Boi, Café, Reposição e Suínos

23/05 Alertas de Mercado: Algodão, Arroz, Boi, Café, Reposição e Suínos

 

Algodão 

 

Pesquisas do Cepea apontam que o ritmo de comercialização envolvendo o algodão em pluma está bastante lento e os preços, em queda pela segunda semana consecutiva.

 

Boa parte das indústrias consultadas pelo Cepea está fora de novas aquisições – apenas compradores com necessidade de atender contratos estão ativos e, mesmo assim, cautelosos quanto aos valores ofertados e à qualidade da pluma – a maioria dos lotes disponibilizados é mista em tipo e/ou características (como micronaire, fibra e cor).

 

De 14 a 21 de maio, o Indicador do algodão em pluma CEPEA/ESALQ, com pagamento em 8 dias, recuou 0,4%, fechando a R$ 2,8585/lp na terça-feira, 21. No acumulado de maio (até o dia 21), o Indicador caiu 3,03% e, no ano (de 28 de dezembro a 21 de maio), 6,75%. 

 

Arroz

 

O ritmo de negócios de arroz em casca no Rio Grande do Sul esteve lento nos últimos sete dias, de acordo com levantamento do Cepea.  Do lado vendedor, enquanto alguns produtores estiveram retraídos para venda do cereal, outros deram prioridade para as negociações de soja. Apenas orizicultores com necessidade de “fazer caixa” disponibilizaram lotes de casca.

 

Por outro lado, indústrias (seja do Rio Grande do Sul ou de outros estados, como do Centro-Oeste) seguem ativas para novas aquisições. Algumas empresas aumentaram suas ofertas de compra, inclusive para o arroz “livre” (depositados nas propriedades rurais). Entretanto, parte das beneficiadoras tem negociado o cereal depositado em seus armazéns.

 

Assim, entre 14 e 21 de maio, o Indicador ESALQ/SENAR-RS, 58% grãos inteiros ficou estável (-0,02%), fechando a R$ 44,13/sc de 50 kg na terça-feira, 21.

 

A média de maio, de R$ 44,11/sc, está 5,57% maior que a média de abril/19 e 19,86% superior à média de maio/18 (valores atualizados pelo IGP-DI de abril/19).  

 

Boi 

 

As exportações brasileiras de carne bovina seguem registrando volumes expressivos. No acumulado de janeiro a abril, foram embarcadas 537,88 mil toneladas de produtos de origem bovina, 11,73% acima da quantidade exportada no mesmo período de 2018, segundo dados da Secex.

 

Este também tem sido o segundo melhor ano da história, atrás apenas de 2007, quando 562,74 mil toneladas de carne haviam sido embarcadas de janeiro a abril.

 

Esse cenário é resultado do baixo custo de produção nacional frente a importantes países, à qualidade da carne, ao dólar valorizado, mas, especialmente, à demanda asiática aquecida.

 

Especificamente em maio, as exportações brasileiras de carne bovina in natura fecharam a terceira semana em ritmo forte, somando 78,34 mil toneladas.

 

A média diária do embarque está em 6,52 mil toneladas, acima das 5,22 mil toneladas de abril/19 e das 4,31 mil toneladas de maio/18. Quanto aos preços, as escalas mais alongadas pressionaram as cotações.

 

O Indicador ESALQ/B3 fechou em R$ 151,05 nessa quarta-feira, 22, queda de 2,4% em relação à quarta anterior, 15.

 

Café 

 

O avanço dos preços externos e a valorização do dólar elevaram em alguns dias as cotações internas do arábica e do robusta.

 

Esse cenário, aliado à necessidade de produtores consultados pelo Cepea em fazer caixa para realização da colheita, fez com que negócios pontuais ocorressem nos últimos dias tanto no spot quanto para entrega futura (em 2020 e 2021).

 

Na terça-feira, 21, o Indicador CEPEA/ESALQ do café tipo 6 bebida dura para melhor, posto na capital paulista, fechou a R$ 389,37 /saca de 60 kg, alta de 1,5% em relação à terça anterior, 14.

 

Quanto ao robusta, o Indicador CEPEA/ESALQ do tipo 6 peneira 13 fechou a R$ 281,26/sc de 60 kg, avanço de 1,8% em relação à terça anterior, 14. 

 

Reposição 

 

É comum durante o período de vacinação que produtores da ponta vendedora separem os lotes de animais que serão negociados no mercado de reposição. 

 

Por outo lado, também nesse período, a saída de boiadas para os frigoríficos aumenta e a procura pela troca com a bezerrada cresce. 

 

Esse cenário mais propício para vendedores e compradores tem aumentado as especulações e o volume de negócios envolvendo as categorias de reposição, consequentemente, as cotações seguem a toada de valorizações. 

 

No balanço semanal, na média de todas as categorias de machos e fêmeas anelorados e estados pesquisados pela Scot Consultoria, as cotações subiram 0,5%. 

 

Para o curto prazo a expectativa é de que os negócios permaneçam aquecidos, até porque muitos leilões, que estavam paralisados devido à quarentena do transporte de animais durante a campanha de vacinação, já começam a voltar às atividades. 

 

Além disso, os bezerros de desmama começam aparecer em maiores volumes.

 

Suínos 

 

Segundo levantamento do Cepea, o poder de compra de suinocultores de São Paulo e do Oeste de Santa Catarina frente ao milho aumentou em maio.

 

Pesquisas do Cepea apontam que os preços do cereal até têm subido com certa força no mercado brasileiro nos últimos dias, mas a média da parcial de maio (até o dia 22) ainda está inferior à de abril e à do mesmo mês de 2018.

 

Esse cenário, atrelado à firmeza nos valores de venda do animal vivo, tem favorecido a relação de troca de suíno pelo cereal.

 

Quanto ao farelo, no estado de São Paulo, a relação de troca deste mês está melhor que a verificada em abril. Já no Oeste de Santa Catarina, as recentes desvalorizações do suíno têm desfavorecido a troca do animal pelo insumo.

 

 Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br  e Scot Consultoria 



Publicidade