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21/06

21/06 Alertas de Mercado: Algodão, Arroz, Boi, Café, Frango e Suínos

21/06 Alertas de Mercado: Algodão, Arroz, Boi, Café, Frango e Suínos

 

Algodão

 

A disparidade entre os valores pedidos por vendedores e os ofertados por compradores tem limitado o ritmo de negócios no mercado brasileiro de algodão em pluma e resultado em pequenas oscilações diárias de preços.

 

No geral, ainda que a colheita tenha se iniciado em São Paulo e na Bahia, a disponibilidade de pluma ainda é baixa. Segundo colaboradores do Cepea, compradores estão cautelosos, adquirindo pequenos volumes apenas para atender a necessidades imediatas, seja para repor estoques (no caso da indústria) ou para entrega de contratos (no caso de comerciantes).

 

Cotonicultores, por sua vez, estão com as atenções voltadas às lavouras da safra 2017/18, com boas expectativas quanto ao volume de colheita nesta temporada.

 

Entre 12 e 19 de junho, o Indicador do algodão em pluma CEPEA/ESALQ, com pagamento em 8 dias, permaneceu praticamente estável (-0,1%), fechando a R$ 3,7808/lp nessa terça-feira, 19. Na parcial de junho (de 30 de maio a 19 de junho), o Indicador registra pequena alta de 0,85%. 

 

Arroz

 

A firme demanda por arroz em casca, seja por parte de indústrias nacionais ou de tradings para exportação, impulsionou as cotações do cereal no Rio Grande do Sul nos últimos dias.

 

Segundo colaboradores do Cepea, compradores com necessidade de repor estoques estiveram ativos no mercado de casca, ofertando maiores valores pelo produto, visto que a procura pelo arroz beneficiado está firme.

 

Do lado vendedor, alguns orizicultores disponibilizaram lotes para “fazer caixa” e cumprir com compromissos de safra, enquanto outros seguiram negociando soja.

 

Entre 12 e 19 de junho, o Indicador ESALQ/SENAR-RS, 58% de grãos inteiros subiu 2,8%, fechando a R$ 39,69/sc de 50 kg nessa terça-feira, 19. Na parcial de junho (até o dia 19), o Indicador registra alta de 5,67%.

 

Boi

 

Operadores do mercado pecuário têm relatado um número crescente de efetivações de animais mais jovens. A preferência de frigoríficos pela compra de novilhos machos e fêmeas pode ser explicada pela atuação de empresas em mercados que demandam maior qualidade – inclusive associada à idade dos animais – e que pagam valores superiores por essa carne, como o chinês.

 

Segundo colaboradores do Cepea, a produção de animais que atingem os requisitos de abate precocemente também tem sido estimulada – a possibilidade de se obter melhores remunerações é determinante para a decisão de investir na produção de animais com ciclos de produção menores que o habitual.

 

Dados da pesquisa trimestral de abate do IBGE, divulgados no último dia 14, apontam aumento mais significativo do número de animais jovens abatidos no Brasil neste ano.

 

Na comparação com o primeiro trimestre de 2017, o de 2018 registrou número 4,4% superior no abate total de bovinos, que passou de 7,4 milhões para 7,7 milhões de animais.

 

Café 

 

Os negócios envolvendo café estão lentos no mercado brasileiro, tanto para o arábica quanto para o robusta. Segundo colaboradores do Cepea, além de boa parte dos produtores estar focada na colheita, o dólar mais fraco e a queda das cotações externas de ambas as variedades reforçaram a retração de agentes durante a semana.

 

Para o arábica, especificamente, a queda dos futuros acabou pressionando os valores no mercado físico. Assim, o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica fechou a terça-feira, 19, a R$ 446,42/saca de 60 kg, queda de 1,9% em relação ao dia 12.

 

Quanto ao robusta, o Indicador CEPEA/ESALQ do tipo 6 peneira 13 acima fechou a R$ 333,22/saca de 60 kg, queda de 0,6% na mesma comparação.

 

Quanto à colheita da temporada 2018/19, as atividades começaram a ganhar ritmo no Brasil nos últimos dias, favorecidas pelo tempo mais firme. Nesse cenário, um maior volume de café novo deve começar a entrar no mercado.

 

Frango 

 

A baixa oferta de frangos disponíveis para o abate colaborou para mais uma semana de valorização nas granjas.

 

Nas granjas paulistas a ave terminada está cotada, em média, em R$3,20/kg, alta de 28,0% noa cumulado de junho.

 

No atacado, as incertezas quanto ao consumo nesta segunda quinzena do mês resultaram em menor apetite das compras e a carcaça negociada no atacado teve desvalorização, sendo negociada em R$3,80/kg, recuo de 18,3%, em uma semana.

 

Apesar da queda, em trinta dias os preços subiram 11,8%.

 

Suínos 

 

A baixa oferta de suíno vivo em peso de abate tem sustentado as cotações dos animais. Já quanto à carne, o desaquecimento das vendas no mercado atacadista, típico em segunda quinzena de mês, já tem resultado em queda nos preços.

 

De 13 a 20 de junho, o preço do animal vivo negociado na região de SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba) permaneceu estável, fechando a R$ 3,64/kg nessa quarta-feira, 20.

 

Já no atacado, também de 13 a 20 de junho, os preços da carcaça especial na Grande São Paulo recuaram 2,5%, a R$ 5,54/kg na quarta.

 

A carcaça comum se desvalorizou 3,4% no período, negociada a R$ 5,93/kg. 

 

Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br  e Scot Consultoria 



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